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08. A Bíblia – Palavra de Deus

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Material para catequese
Material para catequese

TEMPO DO CATECUMENATO
1ª CATEQUESE:
A BÍBLIA – PALAVRA DE DEUS

1 – OBJETIVO:
Apresentar a Bíblia.

2 – ACOLHIDA:
Acolher com palavras amigas, animadoras, com alegria; fazer memória retomando os encontros dos Anúncios Querigmáticos e das vivências; situar-se.

3 – ORAÇÃO INICIAL:

Catequista: Para bem iniciarmos nosso encontro, tracemos o Sinal da Cruz.
Jesus ensinou os seus discípulos a rezar: “Em vossas orações não useis de palavras vãs e nem de muitos palavreados […]. Vós portanto, orai assim:

Catequizandos: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!” (Mt.6,7-14).

4 – MOTIVAÇÃO:
Apresentação do tema (pode ser feita uma dinâmica para ajudar a despertar o interesse) – chamar a atenção para o tema, para o texto-chave.

5 – CÂNTICO: A Bíblia é a Palavra de Deus

6 – PROCLAMAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS:
2 Tm 3, 14-17 – Leitura Orante
Criar ambiente e condições dignas para a proclamação da Palavra de Deus.

7 – APROFUNDAMENTO DO TEMA:
A BÍBLIA – PALAVRA DE DEUS
Hoje falaremos da Palavra de Deus, a Bíblia.
Bíblia é uma palavra grega que significa livros. Ela não é um livro, mas uma coleção de livros. Ela não é um livro científico e não é cientifica a linguagem com que a Bíblia relata, por exemplo, a criação do mundo e dos homens mas, é verdadeiro o que a Bíblia afirma acerca dela, usando para isso a cultura e linguagem do povo de Israel e a forma como seus sábios compreenderam a revelação de Deus e a relação inicial dos antepassados com Ele.

A Bíblia é um instrumento, uma ferramenta para ser usada na caminhada dos cristãos que querem contribuir na construção do Reino de Deus.

Ela não é um fim em si mesma, mas um meio de salvação. Não é a Bíblia por si só que as salva, mas são as pessoas que se salvam quando fazem a experiência de Deus na vida e lutam pelo seu projeto que está estampado na Bíblia, onde Deus, na sua bondade, nos comunica pela sua palavra contida na Sagrada Escritura e também nas realidades criadas por Ele (cf. Sl 8) e nos acontecimentos extraordinários de nossa vida. Com a Bíblia na mão a pessoa vai descobrindo, à medida que vai lendo nas suas páginas, que em todos os fatos, acontecimentos ali narrados, em cada história contada, Deus vai se revelando.

Deus revela-se a Si mesmo e nós o recebemos pela fé. Foi Deus que revelou a sua vontade e a vontade de Deus é a de que o homem seja feliz.

Somos convidados a conhecer, compreender e interpretar a Palavra de Deus a fim de aplicá-la em nossa vida e de que construamos um mundo melhor, segundo a vontade divina.

É por essa razão que afirmamos sem dúvidas que, “toda Sagrada Escritura divinamente inspirada é também útil para ensinar, para arguir, para corrigir, para instruir na justiça a fim de que o homem de Deus seja perfeito, preparando para toda obra boa” (2 Tm 3, 16-17).

“A Igreja, segundo a fé apostólica, tem como sagrados e canônicos os livros completos, tanto do Antigo Testamento como do Novo Testamento, com todas as suas partes, porque, escritos sobre a inspiração do Espírito Santo, eles têm Deus como autor e nesta sua qualidade foram confiados à mesma Igreja. Deus escolheu homens (…) agindo Ele próprio neles e por eles (…) tudo aquilo que ele próprio quisesse (…)” (cf. DVnº 178 – 11).

A Bíblia mostra o encontro dos homens com Deus. Ela é a nossa história. É o diálogo entre Deus e os homens e este diálogo encontra seu ponto alto na pessoa de Jesus Cristo.

I – ANTIGO TESTAMENTO:
O Antigo Testamento ou Antiga ALIANÇA é composto de 46 livros, são eles:
O Pentateuco: Chamado Lei ou Torá:
1) Gênesis: (Origem do mundo e das Alianças).
2) Êxodo (saída do povo de Israel do Egito).
3) Levítico (Lei dos sacerdotes da tribo de Levi).
4) Números (Contagem do povo, recenseamentos).
5) Deuteronômio (Segunda Lei, normas básicas que devem seguir uma sociedade justa e fraterna).

Os Históricos
Os Livros Históricos mostram os diversos momentos da vida do povo de Israel na Terra Prometida e no Exilo: suas grandezas e lutas, e as consequências de sua fidelidade ou infidelidade ao Deus da Aliança. São eles: Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester e I e II Macabeus.

Livros Sapienciais
Os livros Poéticos e Sapienciais representam a reflexão de Israel a partir da experiência concreta da vida, eles contém os dizeres, os Cânticos, os poemas, os saberes e as orações deste povo.

São eles: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria e Eclesiástico.

Livros Proféticos
O profetismo tem um papel considerável no desenvolvimento religioso de Israel. Ele mantém e guia o povo na sua caminhada no projeto de Deus. Ele critica e combate as injustiças, a opressão das estruturas políticas, econômicas e religiosas. Exigindo mudanças radicais, ele também é anunciador de consolação e esperança no Senhor. São estes: Isaias, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

“O estudo que foi escrito, o foi para na nossa instrução, a fim de que tenhamos esperança mediante a paciência e a consolação das escrituras”. (Rm 5,4).

II – NOVO TESTAMENTO:
O Novo Testamento ou NOVA ALIANÇA é composto de 27 livros, e narram a revelação feita diretamente por Jesus Cristo. Sua mensagem central é o próprio Filho de Deus, “ultimamente, nestes dias, falou-nos pelo Filho” (Heb 1,1-2).

Jesus nos revela o Pai (cf. Jo 1, 1-18).

No Novo Testamento a palavra de Deus encontra seu maior vigor e expressão (cf. Rm 1,1-16).

No Novo Testamento sobressaem-se os Evangelhos, que são atribuídos a: Mateus, Marcos, Lucas e João. Neles estão presentes a vida e missão de Jesus Cristo, que é Deus e é homem. Por sua palavra e ação inaugurou a Nova Aliança ou o Reino de Deus.

Jesus não deixou nada escrito, ele pregou, ensinou e colocou em prática a vontade de Deus, isso fez com que ele entrasse em conflito com a estrutura da sociedade que o perseguiu, prendeu e matou. Mas Jesus Ressuscitou e enviou o Espírito Santo aos seus seguidores, os Apóstolos e os discípulos, e estes continuaram a sua missão. Após a ascensão de Jesus continuaram a pregação do Reino, sob a inspiração do Espírito Santo, transmitindo e testemunhando com fidelidade.

Foram os Discípulos e Apóstolos que escreveram o que encontramos no Novo Testamento. São deles os demais escritos do Novo Testamento: Atos dos Apóstolos, Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Fílemon, Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I, II e III João, Judas e Apocalipse. “É viva e eficaz a Palavra de Deus” (Hb 4,12). “E pode edificar e dar herança a todos os edificados” (At. 20, 32).

Livros Deutero-Canônicos:
A Bíblia foi escrita em três línguas diferentes: hebraico, aramaico e grego. Com o tempo, foi sendo copiada, recopiada e traduzida para diferentes comunidades.

Entre os anos 210 a 150 a.C foi realizada a tradução do hebraico para o grego, a famosa Tradução dos Setenta, que além dos 39 livros do Primeiro Testamento, acrescentou mais 7: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, I e II Macabeus e Baruc.

As Bíblias dos Protestantes não contêm esses sete livros, porque segue a lista dos livros da Bíblia Hebraica. Pelos anos 400 d.C, São Jerônimo traduziu a Bíblia para o latim e acrescentou estes sete livros da Tradução dos Setenta, que são chamados de “Deutero-Canônicos”, isto é, são da segunda deutero lista “Canon”. A Bíblia de São Jerônimo, chamada Vulgata (vulgos: popular, vulgar), passou a ser a tradução oficial da Igreja Católica. Com o tempo, outras traduções foram surgindo, facilitando o acesso de todos cristãos à leitura da Bíblia. Além dos livros canônicos, existem também os chamados “Apócrifos” (do grego – coisas escondidas), são livros úteis, mas não foram considerados divinamente inspirados.

8 – PARA PENSAR
É preciso ir além do conhecimento da Palavra de Deus; colocar em práticas transformadoras, ligar o conteúdo da fé com a vida, despertando atitudes de mudança de vida de adesão, levando-nos a sair de si e ir ao encontro de Deus e do outro.

O que este encontro despertou em mim?

Que ensinamentos me trouxe?

Como posso aplicá-lo na minha vida para me tornar mais humano, mais justo, mais solidário, servidor?

9 – PARA VIVER
Partilhe e medite com sua família o texto bíblico de 2Tm 3,14-17. Escolha um versículo que lhe falou ao coração, copie e releia todos os dias até o próximo encontro.

10 – ORAÇÃO E BÊNÇÃO FINAL:
O Catequista estende as mãos sobre todos, enquanto faz a oração. Pode pedir que se inclinem para receber a bênção.

Oração: “Que o Senhor abra vosso coração à Sua Palavra. Que a sua luz possa dar sentido e rumo para vossa vida; que nela vós encontreis coragem, esperança e principalmente aprendais a amar. Aumentai a fé desses vossos filhos, para que vivais mais intensamente a vida, que consiste em vos conhecer e a vosso Filho que enviastes.” Amém.
Cateq.: Que o Senhor seja a vossa força e a vossa luz. Que o Espírito Santo vos ilumine. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém
Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
Todos: Amém!