15. História da Salvação II

Encontros de catequese catecumenato

TEMPO DO CATECUMENATO
6ª CATEQUESE:
HISTÓRIA DA SALVAÇÃO II

(Lembrar que este encontro é uma continuação do anterior)

1 – OBJETIVO:

Continuar apresentando a História do Povo de DEUS.

2 – ACOLHIDA:

Acolher os catequizandos com carinho e pedir que se sentem em círculo.

3 – ORAÇÃO INICIAL:

-Traçar o Sinal da Cruz e rezar uma oração invocando o ESPÍRITO SANTO.

4 – CÂNTICO: À escolha

5 – PROCLAMAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS:
Ex 12, 1-14 – Leitura Orante

6 – APROFUNDAMENTO DO TEMA:

No encontro passado, vimos o início da História da Salvação, com Abraão e a Promessa que DEUS fez a ele e à sua descendência. Vimos também que Jacó e seus filhos foram para o Egito, onde já estava José, que tinha sido vendido pelos irmãos. No começo, enquanto José era Vice-Rei do Egito, os israelitas gozavam de liberdade. Mas, decorridos mais de 400 anos, sob o jugo de um faraó que não conheceu José, o Povo de Deus estava submetido à dura escravidão na terra dos Faraós. Os hebreus amassavam o barro nas olarias do Egito, sem gozar de direito algum no país. O faraó, tendo medo desse povo numeroso que habitava seu país,
resolveu submetê-lo à escravidão e impedir que eles crescessem (Ex 1,7-22). As parteiras receberam ordem para matar todos os meninos que nascessem dos hebreus.

Nessa situação, nasce um menino que os pais conseguem esconder por três meses. Depois disso, vendo que não podiam mais escondê-lo, a mãe colocou-o num cesto, protegido, e o colocou no Rio Nilo. A filha do Faraó estava ali, banhando-se, e vendo o menino, resolveu levá-lo para o palácio e adotá-lo. Esse menino recebe o nome de MOISÉS que significa: “salvo da águas” e é quem DEUS chamará, mais tarde, para libertar o seu povo da escravidão do Egito (Gn1; 2,1-10).

Moisés, já adulto, um dia mata um egípcio que maltratava um hebreu e teve que fugir para salvar a sua vida.

Moisés vai para a terra de Madiã, fica morando em casa de um sacerdote que tem sete filhas; casa-se com a mais velha, Séfora, e tem um filho com ela. No Egito, morreu o Faraó, mas o povo continuava gemendo sob o peso da escravidão. Do fundo da escravidão o povo clamou a DEUS que ouviu os seus gemidos e lembrouse da Aliança com Abraão, Isaac e Jacó. (Ex 2,11-24).

Um dia, Moisés levava o rebanho de seu sogro a pastar e chegou ao Monte Horeb (Sinai), a montanha de DEUS. DEUS lhe apareceu numa chama de fogo, no meio de um espinheiro que ardia, mas não queimava. Do meio da sarça ardente Deus chamou-o e lhe disse: “EU SOU o DEUS de Abraão, de Isaac e de Jacó. EU vi a miséria, o sofrimento do meu povo e decidi libertá-lo. Vai! EU te envio ao Faraó, para libertar o meu povo, os filhos de Israel!”. Moisés não queria ir, arranja todo tipo de desculpa, mas DEUS não aceita. Moisés, então, pergunta-lhe qual é o Seu NOME, para poder dizer ao povo qual o Deus que lhe tinha aparecido (porque no
Egito se pensava que havia muitos deuses). Porém, DEUS não diz um nome. ELE diz que é “EU SOU”. Dize aos filhos de Israel: “EU SOU me enviou a vós”!

Como o faraó manteve o coração endurecido e não quis libertar o povo hebreu, DEUS concede a Moisés a capacidade de realizar uma série de sinais para convencê-lo a libertá-los. Moisés volta, pois, para o Egito e vai com Aarão, seu irmão e

companheiro na missão, pedir ao Faraó que deixe os hebreus saírem do Egito. Mas o Faraó não os escuta porque esse povo era uma mão de obra barata para fazer os serviços pesados. Então, Moisés realiza os sinais e Deus envia as dez pragas sobre
os egípcios. Foram elas: a água transformada em sangue, a infestação de rãs, os mosquitos, as moscas, a peste nos animais, as úlceras, a chuva de pedra, os gafanhotos, as trevas e, por fim, a morte dos primogênitos.

Apesar de todas as demonstrações de poder com o envio das nove primeiras pragas, o faraó prometia que libertaria o povo Hebreu, mas assim que as pragas eram retiradas, seu coração endurecia e ele voltava atrás, mantendo o Povo de Deus como escravo.

Então DEUS diz a Moisés que enviará uma última praga sobre o Egito e, depois disso, o faraó os deixará partir. Até mesmo, os expulsará de seu país (Ex 11,1-10).

A Libertação deveria acontecer na noite da Páscoa. – A Páscoa era uma festa pagã, em que se festejava a “passagem” do inverno para a primavera (Páscoa = passagem), quando a natureza começa a renascer, quando se passa da morte para a vida, que vai desde a 2ª quinzena de março até a 1ª quinzena de abril que coincide, para nós, com a passagem do verão para o outono.

DEUS diz a Moisés e Aarão: “Este mês será, para vós, o primeiro mês do ano. Dize ao povo que, no primeiro dia do mês, cada família pegue um cordeiro, macho, sem defeito, de um ano e o guarde até o dia catorze desse mês, quando será imolado, à
tarde. Tomareis do seu sangue e o passareis sobre os dois marcos e a travessa da porta da casa em que o comereis. Não comereis a carne crua, nem cozida na água, mas, assada no fogo e a comereis com pães ázimos e ervas amargas. Não deverá sobrar nada dela para o outro dia; se sobrar, deverá ser queimada no fogo. Vós o comereis assim: com os rins cingidos, sandálias nos pés e com vara na mão.

Comereis às pressas, pois é a “PÁSCOA DO SENHOR”. Naquela noite, Eu passarei pela terra do Egito e ferirei todos os primogênitos, desde os homens até os animais; o sangue nas vossas portas, será um sinal em vosso favor: quando Eu vir o sangue, passarei adiante e não haverá entre vós o flagelo destruidor. Este dia será para vós um memorial e o celebrareis como uma festa, em todas as gerações; é um decreto perpétuo” (Ex 12,1-14).

O Senhor passou no meio da noite e feriu todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito do Faraó que deveria sentar-se no trono, até o primogênito dos animais. Nessa noite, Faraó levantou-se com todos os egípcios numa grande lamentação, porque não havia uma casa em que não houvesse um morto. Faraó mandou chamar Moisés e Aarão e expulsou o povo do país (Ex 12,29-33).

Quando DEUS tirou o povo do Egito, levou-os pelo caminho do deserto, passando pelo Mar Vermelho. Ele ia à frente deles, de dia, numa coluna de nuvem, para lhes mostrar o caminho, e, de noite, numa coluna de fogo, para iluminá-los, a fim de
que caminhassem de dia e de noite (Ex 13,17-22).

Depois que o povo saiu do Egito, o Faraó se arrependeu e foi, com seus soldados, em busca dos filhos de Israel para trazê-los de volta. O povo, avistando de longe os egípcios, ficou apavorado e murmurou contra Moisés por tê-los tirado do Egito.

Moisés disse ao povo: ‘Não temais! Permanecei firmes e vereis o que o Senhor fará, hoje, para vos salvar; os egípcios que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver! O Senhor combaterá por vós e vós ficareis tranquilos’ (Ex 14,1-14).

DEUS então manda a Moisés que estenda a sua vara sobre o mar, para que ele se abra, a fim de que os filhos de Israel caminhem pelo meio. E disse-lhes: ‘EU endureci o coração dos egípcios para que vos sigam e serei glorificado às custas do Faraó e de todo o seu exército. E os egípcios saberão que EU SOU O SENHOR quando Eu for glorificado neles’. Então, a coluna de nuvem que ia à frente deles, passou para trás, ficando entre o acampamento dos egípcios e o de Israel, de modo que eles não podiam se aproximar um do outro. Moisés estendeu a mão sobre o mar e começou a soprar um vento forte, durante toda a noite que secou o
mar; este se tornou terra seca e as águas foram divididas. Os filhos de Israel entraram no mar seco e as águas formavam uma muralha à sua esquerda e à sua direita. Os egípcios, que os perseguiam, entraram no mar atrás deles. Ao romper da manhã, DEUS emperrou as rodas de seus carros e eles avançavam com dificuldades; entenderam que DEUS estava lutando contra eles, a favor de Israel e resolveram voltar. O Senhor diz a Moisés que estenda a sua mão sobre o mar, para que ele se volte sobre os egípcios e o mar voltou ao seu leito. Os egípcios, na sua fuga, foram de encontro a ele e morreram todos. Os filhos de Israel, porém,
passaram pelo mar a seco. Naquele dia, Israel viu os egípcios mortos à beira mar e viu, também, o grande poder do Senhor (Ex 14,15 até 15,21). E o povo caminhou pelo deserto sob a proteção do Senhor, mas quando surgia uma dificuldade, reclamava e duvidava do seu poder, mesmo tendo visto e provado sua compaixão e providência.

No terceiro mês da saída do Egito o povo chega ao Monte Sinai; e DEUS, ali, apesar das constantes infidelidades do seu povo, faz uma ALIANÇA com ele (Ex 19,1 até 20,21; 24,1-18; Dt 5,1-22). Nessa Aliança DEUS lhes entrega os Dez Mandamentos, que é o Caminho para o povo encontrar-se com os favores de DEUS, para encontrar-se com a felicidade (Dt 5,32-33; 6,1-13). DEUS acompanha a caminhada do seu povo durante os quarenta anos em que esteve no deserto, porém, esse povo é constantemente tentado a renegar a DEUS e se rebela, continuamente, contra Ele. DEUS, porém, está sempre disposto a perdoar o seu povo, quando ele se arrepende e quer voltar aos caminhos que havia traçado para ele (Dt 8,1 até 11,32).

Moisés morre sobre o Monte Nebo, contemplando daí toda a Terra Prometida, na qual ele não entraria (Ex 34,1-12). Em seguida, Josué entra com o povo na Terra, expulsando os povos que aí habitavam.

Depois da morte de Josué e de todos os que tinham saído do Egito e que viram, pessoalmente, as maravilhas de DEUS, o povo começou a cultuar os deuses dos pagãos e caem nas mãos dos povos inimigos. DEUS suscita então os Juízes que se tornam libertadores do povo e, enquanto esse juiz vivia, Israel conservava-se fiel a DEUS; quando este morria, retornavam à idolatria (Jz 2,6-19). E assim, sucessivamente, até Samuel que foi o último Juiz em Israel (1Sm 1,1 até 2,11; 3,1 até 4,1).

Mesmo vivendo na liberdade o povo pedia um rei. Samuel unge os dois primeiros reis de Israel: Saul, da tribo de Benjamim (1Sm 8,1 até 10,8; 10,17-27) e Davi, da tribo de Judá (1Sm 16,1-13). Depois, com Salomão, o filho de Davi que o substitui no trono, o Reino se divide. Dez tribos se separam e formam o Reino de Israel e as tribos de Judá e Benjamim formam o Reino de Judá.

Tanto em Israel como em Judá muitos reis foram infiéis a Deus. Cultuavam os deuses pagãos e levavam o povo à idolatria (1R 11,26 até 16,34). Surgem nesse tempo os profetas que aparecem para denunciar o pecado dos reis e do povo,
chamando-os à conversão (1R 17,1 até 2R 24,20). Porém, Israel e Judá não escutaram a voz dos profetas e o povo foi vencido por seus inimigos e levado para o Exílio. Primeiro, foi o reino de Israel (2R 17,3-41) e depois o reino de Judá (2R 23,31 até 25,30).

Assim, voltam à escravidão.

O Exílio foi um tempo muito forte para o povo de Israel; tempo principalmente de purificação da sua fé e de conscientização de suas infidelidades à Aliança com o Senhor. Agora, eles estão sem Templo, sem sacerdotes, sem levitas, impossibilitados de prestar culto a Deus. Tornaram-se novamente escravos, sem liberdade.

Para falar em nome de Deus e trazer o povo de volta ao caminho, Deus suscita profetas no meio do povo.

7 – PARA PENSAR

Releia o texto Bíblico que iluminou a nossa catequese e releia também o aprofundamento do Tema, medite e registre sua resposta:

Como Deus tem agido em minha vida? Quais são os sinais da sua presença?

8- VIVER A PALAVRA

Assim como na história do povo de Deus houve homens e mulheres que conduziram o povo no caminho de Deus. Procurar uma pessoa que animou sua caminhada rumo a Cristo e fazer um agradecimento (Pode ser verbal, escrito ou outra forma
de homenagem).

9 – ORAÇÃO E BÊNÇÃO FINAL:

O catequista estende a mão sobre os catequizandos, enquanto faz a oração. Pode pedir para que se inclinem para receber a bênção.

ORAÇÃO:

“Que o Senhor abra o vosso coração à Sua Palavra e que Ela vos leve à Fé. Que a sua luz possa dar sentido e rumo para a vossa vida; que vos conduza em vossa caminhada; que nela vós encontreis coragem, esperança e, principalmente, possais sentir-vos amados por DEUS e aprendais a amar a Deus e ao próximo.

Aumentai Senhor a fé destes vossos filhos, para que vivam mais intensamente a vida, que consiste em vos conhecer e ao Vosso Filho que enviastes.”

Todos: Amém!

Cateq.: Que o Senhor seja a vossa força e a vossa luz. Ide em Paz e que o Senhor vos acompanhe! Em nome do Pai e do filho e do espírito Santo.

Todos: Amém!

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