1 – ACOLHIDA:
(Receber com carinho quem chega, desejando que seja bem-vindo; acomodar e deixá-los à vontade).
2 – ORAÇÃO INICIAL:
Iniciar o encontro com o sinal da cruz, a oração de invocação ao Espírito Santo e logo após rezar o Salmo de nº 8 (poder do nome Divino: Senhor nosso Deus quão poderoso é o teu nome/ em toda a terra!)
3 – CÂNTICO:
Deus está aqui
4 – PROCLAMAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS:
Eclo 17, 1-12.
(Após a proclamação solene da Palavra, o catequista motiva os candidatos que trouxeram a Bíblia a repetir um versículo que mais lhe chamou a atenção e refletir sobre esse versículo – ao término da leitura rezar: Glória ao Pai, ao Filho….).
5 – APROFUNDAMENTO DO TEMA:
O AMOR DE DEUS
“Acreditamos que Deus criou o mundo segundo a sua sabedoria” (CIC, 295). O mundo não é fruto duma qualquer necessidade, dum destino cego ou do acaso.
Acreditamos que ele procede da vontade livre de Deus, que quis fazer as criaturas participantes do seu Ser, da sua sabedoria e da sua bondade: “porque Vós criastes todas as coisas e, pela vossa vontade, elas receberam a existência e foram criadas” (Ap 4, 11). “Como são grandes, Senhor, as vossas obras! Tudo fizestes com sabedoria” (Sl (103,)104, 24). “O Senhor é bom para com todos e a sua misericórdia estende-se a todas as criaturas” (cf. Sl (144) 145, 9); CIC 295).
Diz o texto bíblico, no livro do Gênesis, que Deus, no sexto dia da criação disse (o catequista lê e os catequizandos vão repetindo): “Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança, e que eles dominem sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra” Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou” (Gn 1, 26-27).
Nosso Deus é Criador e o motivo pelo qual Ele cria é o AMOR. Por isso, põe todo o seu amor na sua criação e deseja para ela vida harmoniosa e perfeita. Amor em grego significa sair de si, é doação. Ao criar, ao amar, DEUS sai de Si e vai ao encontro da humanidade. Não bastou criar uma terra sem forma. Ele pairou sobre ela seu Espírito, pois ali também colocou todo o seu amor e sua força criadora. E, em amor, por amor e para o amor Deus cria o Homem à sua imagem e semelhança; à imagem da Santíssima Trindade: “Façamos o Homem à nossa imagem, como nossa semelhança, e homem e mulher Deus os criou” (Gn 1,26-27).
Imagem e semelhança de Deus, o Homem foi criado para uma vida de amor, de intimidade com Deus e com o próximo, seu irmão. Foi criado para reinar sobre o mundo, “para o cultivar e o guardar” (Gn. 2,15), respeitando a obra criadora de Deus, preservando a natureza e sabendo usá-la para o bem comum.
No princípio, DEUS e o homem viviam em perfeita comunhão e ao homem nada faltava. O bem-estar era tão grande que o autor sagrado narra na Bíblia que o homem vivia no paraíso, isto é, um estado de vida extremamente agradável, pois a criação foi feita à proporção do amor e da perfeição de Deus.
“Uma vez que Deus cria com sabedoria, a criação possui ordem. “Dispusestes tudo com medida, número e peso” (Sb 11, 20). Criada no Verbo e pelo Verbo eterno, «que é a imagem do Deus invisível» (Cl 1, 15), a criação destina-se e orienta-se para o homem, imagem de Deus, chamado ele próprio a uma relação pessoal com Deus. A nossa inteligência, participante da luz do intelecto divino, pode entender o que Deus nos diz pela sua criação, sem dúvida com grande esforço e num espírito de humildade e de respeito perante o Criador e a sua obra. Saída da bondade divina, a criação partilha dessa bondade (E Deus viu que isto era bom […] muito bom: Gn. 1, 4. 10. 12. 18. 21. 31). Porque “a criação é querida por Deus como um dom orientado para o homem, como herança que lhe é destinada e confiada”, (CIC 299).
Deus nos amou primeiro. Ele nos quis, e mesmo que nos afastemos de seu cuidado de Pai, está sempre pronto a nos receber de volta. Ele não desiste de nós;
jamais nos abandona porque somos muito preciosos para Ele. Deus deseja que vivamos mergulhados em seu amor nesta vida e por toda eternidade. Mesmo quando me afasto de dEle, Ele permanece sempre comigo, envolvendo-me tanto quanto eu permito, chamando- me à completa união com Ele. É projeto de DEUS ver-nos face-a-face e estar sempre no nosso coração.
Muitas vezes, o homem não dá o devido valor ao amor de Deus, porque sua própria visão de amor é muito limitada. O amor humano é condicional, inconstante, precisa sempre de uma resposta positiva e é baseado em emoções e sentimentos que podem mudar de um momento para o outro. O mais perto que o amor humano pode chegar do amor de Deus é o sentimento que os pais têm para com os filhos. Entretanto, este amor também é limitado. Deus, porém, nos assegura “Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, eu não me esquecerei de você!”
Is 49,15. E o mais surpreendente é que Deus nos conhece e mesmo assim nos ama. Conhece nossos pecados e limitações e talvez, por isso mesmo nos ame ainda mais. O amor que cria é aquele mesmo que quer salvar. O escultor divino não quer ver sua tão querida obra desvirtuada, estragada.
Nosso Pai é verdade e amor e assim se revela: “Deus, “Aquele que É”, revelou-Se a Israel como Aquele que é “cheio de misericórdia e fidelidade” (Ex 34, 6). Estas duas palavras exprimem, de modo sintético, as riquezas do nome divino. Em todas as suas obras, Deus mostra a sua benevolência, a sua bondade, a sua graça, o seu amor; mas também a sua credibilidade, a sua constância, a sua fidelidade, a sua verdade. “Hei de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade» (Sl 138, 2) (13). Ele é a verdade, porque «Deus é luz, e n’Ele não há trevas nenhuma” (1 Jo 1, 5); Ele é “Amor”, como ensina o apóstolo João (1 Jo 4, 8).” (CIC 214)
Ao longo da existência humana na terra, o homem pode comprovar que o amor de Deus por nós é eterno, é pessoal e é incondicional. E quando a humanidade se afastou do caminho do amor, Ele nos mandou seu único Filho que para nos resgatar pagou o preço doando a própria vida: “Porque Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho único, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por meio dele.” (Jo 3,16-17)
“O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa de atrair o homem para Si e só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso:” (CIC 27)
“Fizeste-nos, Senhor, para ti, e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em ti” (Agostinho de Hipona).
6 – ORAÇÃO E BÊNÇÃO FINAL:
(Bênção retirada do livro: Caminho de Fé – pág.15).
O Introdutor ou o Catequista estende as mãos em direção aos candidatos e reza:
“Oremos: Senhor Deus todo poderoso, olhai os vossos servos e servas que são formados segundo o Evangelho de Cristo, fazei que vos conheçam e amem, e, generosos e prontos, cumpram a vossa vontade. Dignai-vos que abram seus corações para serem preparados por esta santa iniciação e que se tornem membros ativos de vossa Igreja para que participem dos mistérios neste mundo e na eternidade. Por Cristo, nosso Senhor.”
Todos: Amém!
O Introdutor ou o Catequista despede os catequizandos dizendo:
Cateq.: Que o Amor de Deus Pai, a Graça de Jesus nosso Salvador e a força libertadora do Espírito Santo nos conduza sempre.
Todos: Amém.
Cateq.: Vamos em paz, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Todos: Amém.






