Nossa Senhora das Graças

Nossa Senhora das Graças

No dia 27 de novembro, a Igreja nos convida a celebrar a memória de Nossa Senhora das Graças. Nesta data especial, aproveitamos para pedir à Virgem Maria para derramar graças sobre toda as famílias, bem como junto a todos os arquidiocesanos, reforçando nossa fé durante este período de incertezas.

Durante os nove dias que antecedem a data, muitas comunidades convidaram a todos para rezar a novena da Medalha Milagrosa. Além dos evidentes cuidados que precisamos ter em relação à prevenção do coronavírus, a fé é um instrumento de suporte nestes dias.

Essa devoção em nossa Igreja é muito viva e tradicional. Comemora-se neste dia a manifestação da Imaculada Virgem Maria à Santa Catarina Labouré, em 1830, na Capela da Casa Mãe das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris, França. Três foram as manifestações.

Na noite do dia 19 de julho de 1830, a Virgem se manifestou sentada na cadeira presidencial da capela, facilitando a Santa Catarina Labouré colocar suas mãos nos joelhos da Virgem, conversaram longo tempo sobre os acontecimentos que viriam sobre a França e o mundo. Catarina escuta com atenção os conselhos que lhe são dados.

Depois, Maria lhe anuncia: “o bom Deus quer encarregar-vos de uma missão”. Maria insiste: “Tereis a graça. Sereis inspirada em vossas orações”. Despertar a fé no mundo, tornar o amor de Deus conhecido pela humanidade, é isto que está em jogo nessa missão ainda desconhecida para Catarina e que lhe vai ser confiada.

Na segunda manifestação, em 27 de novembro do mesmo ano, a Virgem se mostrou segurando o globo terrestre na altura do peito, como que apresentando o mundo a Deus. E, finalmente, manifestou-se com os braços abertos e estendido sobre o mundo, derramando suas graças e pisando na serpente. Esta manifestação deu origem à Medalha Milagrosa e a sua festa, aprovada pelo Papa Leão XII, em 23 de julho de 1894.

A atitude de Maria nas manifestações é de oração, exercendo o que há de ser, sua missão até o fim dos tempos: a mediação de intercessão junto de seu Filho. A Medalha que ela nos oferece é um convite à oração a ser dirigida ao único Mediador entre Deus e o homem por Maria. Não se pode separar a Medalha Milagrosa da oração. Ela vem estimular e lembrar a necessidade de pedir por Maria todas as graças de que necessitamos.

Uma oração particularmente cara a Virgem Maria e ela recomendou a Irmã Catarina Labouré. A oração do Rosário faz jorrar de suas mãos torrentes de graças. A Santíssima Virgem voltou a insistir sobre o Rosário nas aparições seguintes. Em Fátima, esse apelo foi particularmente solene. Maria considera o Rosário como o grande remédio para os males de nossa época. A própria Igreja não cessa de nos repetir pela voz dos Papas a necessidade de rezar o Rosário, reiterando assim o apelo de Maria.

Nas manifestações a Santa Catarina Labouré, Maria insiste sobre o culto Eucarístico e orienta para Eucaristia. Ela aparece não somente na capela, mas junto ao altar e mesmo perto do sacrário. Maria convida Catarina a procurar forças junto ao sacrário, dizendo: “Vinde aos pés deste Altar. Aqui as graças serão abundantes para os que a pedirem com confiança e fervor”. É pela Eucaristia que recebemos a graça em plenitude. A verdadeira missão de Maria é levar-nos a Jesus.

Ao se identificar como serva humilde do Senhor (Lc 1, 48), Maria nos ensina uma virtude muito cara e pouco assimilada no presente. Vive-se hoje a agitação motivada pelo mercado de consumo, que incita no ser humano desejos por vezes egoístas em que o ter é posto numa perspectiva superior ao ser. Com isso, a reciprocidade, o “fazer com”, a “comum-união”, e outras virtudes propriamente humanas são esquecidas ou mesmo evitadas.

A crise instaurada pela pandemia do coronavírus exige dos cristãos e mesmo dos não cristãos a consciência humanitária. Observar as recomendações sanitárias de higiene pessoal e coletivas se tornam expressões de amor consigo e ao próximo. Assim, quem cuida de si mesmo, cuida e protege também a sua família e toda sociedade. Esta é uma característica da Virgem Maria. Ela se preocupa com todos. É prestativa e está sempre disponível para cuidar da vida e o bem comum. Em tempos de grandes tribulações é imperativo que os cristãos, sobretudo os católicos, se aproximem mais de Deus, por meio da oração, seja ela pessoal, familiar ou em comunidade. O importante é se conectar com o sagrado, por meio de súplicas.

Ó Nossa Senhora das Graças, abraçai todos os vossos filhos atribulados e alcançai a graça que Deus intervenha com sua mão onipotente para nos libertar desta terrível pandemia de modo que a vida possa retornar com serenidade o seu curso normal.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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