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05. Anúncio Querigmático: O pecado

Encontros de catequese catecumenato
Material para catequese
Material para catequese

1 – ACOLHIDA:

(Colocar no ambiente uma cruz e uma vela acesa. Receber com carinho quem chega, desejando que seja bem-vindo; acomodar e deixá-los à vontade).

2 – ORAÇÃO INICIAL:

Iniciar o encontro com o sinal da cruz, a oração de invocação ao Espírito Santo e,
logo após, a oração do Papa pelo Jubileu da Misericórdia

Oração:
“Senhor Jesus Cristo, Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste, e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele. Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos. O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro; a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura; fez Pedro chorar depois da traição, e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido.

Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as palavras que dissestes à mulher samaritana: Se tu conhecesses o dom de Deus! Vós sois o rosto visível do Pai invisível, do Deus que manifesta sua onipotência sobretudo com o perdão e a misericórdia: fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, seu Senhor, ressuscitado e na glória. Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro: fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus. Enviai o
Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a sua unção para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem proclamar aos cativos e oprimidos a libertação e aos cegos restaurar a vista. Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia, a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.” Amém.

3 – CANTICO:

Perdão Senhor

4 – PROCLAMAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS: Jo 8, 2-11.


Celebrando a Palavra ouvida, convidar os candidatos a rezar:
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós!
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós!
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dá-nos a paz!

5 – APROFUNDAMENTO DO TEMA:

O PECADO – O QUE NOS AFASTA DE DEUS

Deus criou a terra para que o homem usufruísse dela e possuísse uma vida plena de felicidade. E assim o colocou no jardim do Éden – o paraíso – representava o projeto de Deus que era a obediência aos seus preceitos para viver a vida em plenitude: corresponder o amor dEle e viver em fraternidade. Mas tinha uma condição: o homem não podia comer o fruto de uma das árvores desse paraíso que representava o mal (o pecado). O homem, entretanto, caiu em tentação e desobedeceu às ordens de Deus.

Como consequência, ele caminhou para a opressão e para a morte. Toda ordem e perfeição de tudo o que fora criado por Deus, em
perfeita sintonia, ruiu diante da fraqueza e miséria humana. Deus sempre fez sua parte, entretanto, o homem não conseguiu manter-se fiel à Aliança; não correspondeu ao amor de Deus. “Pelo seu pecado, Adão, como primeiro homem, perdeu a santidade e a justiça originais que tinha recebido de Deus, não somente para si, mas para todos os seres humanos” (CIC 416. ).

Mesmo gozando da presença de Deus face a face, Adão usou o “seu livre arbítrio” (capacidade de tomar decisões por conta própria) para sua escolha, na qual a vontade de Deus é preterida pela vontade do próprio homem. Quando pecou, o homem virou as costas para o amor de Deus, preferiu seus próprios projetos aos projetos amorosos de Deus. Enfim, afastou-se da “fonte da vida” e, desta forma, aproximou-se da morte. Ao tomar a decisão de não depender de Deus, tornou-se soberano do seu destino e passou a sofrer todas as consequências de sua escolha.

Esse “não confiar no amor de Deus e em sua sabedoria” consiste na criação do pecado que é confiar mais na própria força humana do que na força do alto (pecado original). Ele, antes “constituído em um estado de santidade e destinado a ser plenamente divinizado por Deus na glória. Pela sedução do diabo, quis ser como Deus, mas sem Deus, e antepondo-se a Deus, e não segundo DEUS” (CIC 398).

O pecado afasta o homem de Deus e ele se vê “nu” e sozinho, entregue às suas próprias paixões e carências. Nada além do amor de Deus pode satisfazer plenamente o homem; a falta do amor de Deus lhe corrói a alma. Sua vida torna-se pura frustração. O ser humano se sente insaciável, perde o seu alvo e nele se instala um grande vazio. Acha que tem a faculdade de determinar o que é bom e o que é mau, privilégio reservado somente a DEUS, única norma suprema à qual todos as leis e consciência dos homens devem submeter-se. Assim a simbologia apresentada e descrita em Gn 3, 7-8 sobre a nudez é a tomada de consciência do homem diante de Deus: cobrir-se com a folha da figueira representa o medo do homem depois da trágica experiência, isto é, o erro que foi descoberto ou percebido e que era necessário ocultar. Sem argumentos diante de DEUS, que já o prevenira anteriormente;

tomou consciência da situação e, com medo, Adão preferiu fugir, afastar-se de Deus.

Atualmente isso acontece quando damos as costas para Deus e seu projeto de amor e deixamos de nos reconciliar com Deus e com os irmãos. Preferimos guardar rancor que perdoar. Pecamos por ações e por omissões. Assim também foi no passado, mas ao fazer essa experiência contra Deus o homem percebe que praticara o mal. Acabou sentindo-se frustrado pela experiência amarga.
Mas este não é o fim desta história: ao tomar consciência de que é pecador, o homem é chamado a abrir-se à conversão.

Reconhecer o nosso pecado é o início da conversão e da reconciliação. “O “sim” eterno do amor de Deus é mais forte do que o “não” do ser humano pecador” (CNBB – Sou Católico). Num gesto definitivo de amor incondicional a nós, Deus fez nascer do seio virginal de Maria, Jesus Cristo, Filho de Deus e nosso Salvador. Ele veio para vencer o mal de uma vez por todas e celebrar uma nova e eterna aliança entre Deus e os homens. Aliança celebrada em sua própria carne, em seu próprio sangue derramado na cruz.

Em Jesus cumpre-se a promessa que Deus fez ao homem ao longo dos tempos de nunca abandonar sua criatura predileta.

“Jesus quer dizer, em hebraico, “Deus salva”. No momento da Anunciação, o anjo Gabriel dá-lhe como nome próprio o nome de Jesus, que exprime ao mesmo tempo sua identidade e missão. Uma vez que “só Deus pode perdoar os pecados” (Mc 2,7), é Ele que, em Jesus, seu Filho eterno feito homem, “salvará seu povo dos pecados” (Mt 1,21). Em Jesus, portanto, Deus recapitula toda a sua história de salvação em favor dos homens.” (CIC 430)

Depois de sua morte e ressurreição, Jesus volta para o Pai, mas antes envia sobre os Apóstolos o Espírito Santo de Deus. “É para reunir novamente todos os seus filhos – que o pecado dispersou e desgarrou – que o Pai quis convocar toda a humanidade na Igreja de seu Filho. A Igreja é o lugar em que a humanidade deve reencontrar sua unidade e sua salvação. Ela é “o mundo reconciliado”. Ela é esse navio que “navega bem neste mundo ao sopro do Espírito Santo com as velas da
Cruz do Senhor plenamente desfraldadas”. (CIC 845)

“As normas que nos são dadas pela Igreja sobre pontos específicos do comportamento moral devem ser observadas à luz da Lei de Cristo. É ela que nos ilumina e capacita para fazer o bem e que nos orienta no caminho do verdadeiro amor. A Lei de Cristo consiste na prática da caridade chamada a expressar-se na ternura, na mansidão, no respeito, no diálogo construtivo, na prática da justiça e na tolerância ativa.” (CNBB – Sou Católico)

6 – ORAÇÃO E BÊNÇÃO FINAL:

O Catequista ou Introdutor estende as mãos em direção aos candidatos e reza:
“Oremos, Senhor Deus todo poderoso, olhai os vossos servos e servas que são formados segundo o Evangelho de Cristo, fazei que vos conheçam e amem, e, generosos e prontos, cumpram a vossa vontade. Dignai-vos que abram seus corações para serem preparados por esta santa iniciação e que se tornem membros ativos de vossa Igreja para que participem dos mistérios neste mundo e na eternidade. Por Cristo, nosso Senhor.”

Todos: Amém!
O Catequista ou Introdutor despede os catequizandos dizendo:
Cateq.: Que o Amor de Deus Pai, a Graça de Jesus nosso Salvador e a força libertadora do Espírito Santo nos conduza sempre.
Todos: Amém.
Cateq.: Vamos em paz, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Todos: Amém.