Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós

juntar tesouro no céu

Celebramos, neste último domingo de julho, o 18º Domingo do Tempo Comum. Estamos terminando o mês de julho e, a partir de amanhã, iniciaremos um mês muito importante para a Igreja, que é o mês vocacional. Na próxima quinta-feira, dia 4 de agosto, celebraremos o dia do Padre – na liturgia, celebraremos no próximo domingo em todas as nossas comunidades. No dia 14 de agosto, lembraremos da vocação a paternidade e iniciamos a Semana Nacional da Família, no dia 21 de agosto, a vocação à vida religiosa consagrada e, por fim, no dia 28 de agosto, os leigos na Igreja e seus ministérios. No último domingo, neste ano coincide como quarto, lembraremos de todos os catequistas.

No Evangelho deste domingo, Jesus nos ensina a dividir os nossos bens com o nosso próximo, seja nosso parente ou alguém que conhecemos que precise de alguma ajuda. Não devemos “brigar por dinheiro” e nem fazer do dinheiro um bem maior do que Deus. Pois, ao morrermos não levaremos nada dessa vida, tudo ficará aqui. A palavra de Deus nos ensina a partilhar e a sermos ricos diante de Deus, Ele deve ser a nossa maior riqueza.

Temos que tomar cuidado com todo o tipo de ganância e acúmulo de bens, tudo o que é demais nos prejudica e nos afasta de Deus. Mesmo em nosso trabalho, se assumimos muitas funções, não conseguimos dar conta de todas e não as faremos bem. As funções pastorais da Igreja é a mesma coisa, se assumimos muitas pastorais não daremos conta de todas e o nosso trabalho não será bom. Por fim, se acumulamos muitos bens, a nossa relação com Deus fica prejudicada, pois os “bens” se tornam prioridade e Deus fica em segundo plano.

A primeira leitura desse domingo é do livro do Eclesiastes (Ecl 1, 2-2; 21-23). Esse trecho do livro do Eclesiastes nos alerta sobre a questão da vaidade. Assim como as coisas do mundo, a vaidade é passageira, não adianta sermos cheios de vaidade, querermos ser melhores do que os outros e esquecer de Deus. Podemos ter tudo hoje e amanhã não termos nada. Existem pessoas que passam a vida inteira se vangloriando de seus bens, mas com certeza, no dia do juízo, serão julgadas por suas atitudes e mais ainda, serão julgadas por terem colocado Deus em segundo plano.

Deus não julga ninguém por ter sua casa, seu carro ou uma boa posição financeira, o que cada um tem que lembrar é que só conseguiu tudo isso por graça de Deus. Podemos ter tudo, mas não podemos esquecer Deus.

O Salmo Responsorial é o 89 (90), que nos diz em seu refrão: “Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós”. Podemos perder tudo em nossa vida, mas não podemos perder o foco de Deus. Podemos perder dinheiro e outros bens, mas Deus tem que ser sempre o nosso refúgio, para termos forças de recomeçar novamente.

A segunda leitura é da carta de São Paulo aos Colossenses (Cl 3, 1-5.9 -11). São Paulo diz à comunidade e a todos nós hoje, que devemos aspirar sempre as coisas do alto, onde está Cristo sentado a direta de Deus. No céu estão as verdadeiras alegrias e não na terra, as coisas da terra passam, as do céu permanecem para sempre. Amemo-nos uns aos outros, do mesmo modo que Deus nos ama. O amor humano é passageiro, o amor de Deus é eterno.

O Evangelho é de Lucas (Lc 12, 13-21). Jesus falava e do meio da multidão alguém disse: “Mestre, diz ao meu irmão que reparta a herança comigo”. Jesus lhe respondeu dizendo: “Homem, quem me encarregou de julgar ou dividir vossos bens”? Depois de dizer isso, Jesus faz um alerta que serve para todos nós. Devemos tomar cuidado com todo o tipo de ganância e não devemos esbanjar os nossos bens. Temos que antes de tudo agradecer a Deus por tudo o que temos, pois se conseguimos ter os bens que possuímos, foi através do nosso trabalho e porque Deus nos deu.

Outro alerta que podemos tirar desse Evangelho de hoje é que não devemos nos achar melhor do que os outros porque possuímos tal bem, tudo o que temos é passageiro e o que temos agora, podemos não ter amanhã. E, ainda, se o outro agora não tem, pode ter depois.

Ainda como lição desse Evangelho o que Jesus nos ensina é que não devemos colocar os nossos bens em primeiro lugar e deixar Deus em segundo plano, pois podemos fazer com que o dinheiro ocupe o lugar de Deus e acabamos por servir a Deus e ao dinheiro.

Irmãos e irmãs, temos que estar em constante vigilância e oração para não cairmos em tentação e procurar juntar tesouros no céu e não aqui na terra. A Palavra de Deus nos ensina a partilhar, por isso, partilhemos aquilo que temos com aqueles que pouco ou nada tem, e dessa forma juntaremos tesouros no céu.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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