Vem e segue-me

desprendimento , homem livre para seguir Jesus

Celebramos, neste domingo, o 28º desse Tempo Comum. Pouco a pouco, vamos caminhando para o final desse ano litúrgico e somos convidados a rever as nossas ações desse ano. Somos convidados a refletir se fomos capazes ou não de instaurar o Reino de Deus entre nós, sobretudo, se fomos capazes de amar o nosso próximo. Neste domingo do Santo Padre, o Papa Francisco abre oficialmente o Sínodo dos Bispos com as consultas a todo o povo de Deus: “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão.”

A liturgia desse domingo nos convida a refletir sobre quanto nós fomos capazes de desprender dos nossos bens e amar o nosso semelhante. Dar aquilo que temos a mais para aquele que pouco ou nada tem. Não podemos acumular bens para nós, o único bem que devemos acumular é o amor.

Quem não se apega à família, aos amigos e ao dinheiro, mas escolhe seguir a Jesus, receberá 100 vezes mais tudo isso. Devemos, antes de tudo, amar primeiro a Deus. E as outras coisas virão depois. Em suma, somos convidados a ter Deus como nossa única riqueza e o nosso bem mais precioso.

Na primeira leitura (Sb 7, 7-11) o autor do texto sagrado diz que orou ao Senhor e lhe foi dada a prudência e suplicou ao Senhor e foi lhe dada a sabedoria. O autor diz que preferiu a sabedoria a todas as riquezas e bens. A sabedoria que lhe adveio de Deus era a sua maior riqueza. Todos os bens lhe vieram através da sabedoria. Que o nosso maior bem possa ser, também, a sabedoria que nos vem de Deus e que usemos essa sabedoria para amar e servir aos nossos irmãos.

O Salmo Responsorial 89 (90) nos diz em seu refrão: “Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor, e exultaremos de alegria”. O amor do Senhor nos basta e é a nossa maior riqueza. Através desse amor recebido de Deus, amaremos os nossos semelhantes. Eu dou aquilo que recebo e o maior tesouro que podemos dar é o amor vindo de Deus.

Na segunda leitura (Hb 4,12-13) o autor sagrado fala do poder que tem a Palavra de Deus. Ela tem o poder de transformar a vida daquele que a lê e, ao meditar essa Palavra, sua vida é transformada. Temos que viver em nossas vidas aquilo que está contido na Palavra.

Lemos no Evangelho deste domingo (Mc 10, 17-30) que um jovem se aproxima de Jesus e pergunta o que ele deve fazer para entrar na vida eterna. Jesus pergunta se ele conhece os mandamentos e se os tem vivido. Ele disse que tem observado todos esses mandamentos desde a sua juventude. Jesus lhe diz que somente uma coisa lhe falta: vender tudo o que tem e dar aos pobres e com isso possuirás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me. O jovem sai muito triste, pois era muito rico e possuía muitos bens.

Jesus olha ao redor e diz aos discípulos: “Como é difícil para um rico entrar no reino dos céus” (Mc 10,23). Jesus de maneira alguma condena a riqueza, ou quem, com o suor do seu trabalho, conseguiu adquirir carro, casa etc. O que Jesus condena são aquelas pessoas que acumulam os bens para si e não partilham com os demais. Principalmente, aquelas pessoas que amam ou preservam mais os seus bens do que os seus semelhantes.

Os discípulos perguntam a Jesus quem pode ser salvo, e Jesus lhes diz que para os homens isso pode ser impossível, mas para Deus tudo é possível. Pedro ainda diz a Jesus que eles deixaram tudo para segui-lo. E Jesus diz que quem tiver deixado casa, campo, irmãos, irmãs, pais e mãe para segui-lo, receberá cem vezes mais durante essa vida e, no mundo futuro, alcançará a vida eterna.

O que a liturgia de hoje nos ensina é que devemos colocar Deus em primeiro lugar, Ele deve ser a nossa única riqueza. Muitas vezes priorizamos outras coisas e não Deus. Aos domingos preferimos passear, ir ao shopping, cinema, jogar bola, ver futebol, ao invés de ir e participar da Santa Missa, que faz parte de nossa coerência católica: participar aos domingos da Eucaristia. Temos que colocar Deus acima de tudo isso e essas coisas virão por acréscimo. Dessa forma, construiremos nosso tesouro no céu.

“Com Maria, Somos Povo de Deus, unido pela aliança” – tema da novena de N. Sra. Aparecida: peçamos a proteção de Nossa Senhora Aparecida, que celebraremos na próxima terça-feira, que nos ajude nessa caminhada e nos ensine a cada dia a colocar Deus em primeiro lugar na nossa vida e que a partir disso sirvamos os nossos irmãos e irmãs.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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