Encontro de perseverança: 4 Pensar sobre seus atos

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História 1:

Um homem, passeando pelo bosque, sussurrou: Deus, fale comigo.E um passarinho cantou, mas o homem não ouviu… Então, o homem gritou: Deus, fale comigo e trovões e raios apareceram no céu, mas o homem não notou…O homem olhou em volta e disse:  Deus, deixe-me ver o Senhor. Mas o homem não percebeu, e estrelas brilhantes apareceram… O homem gritou: Deus, mostre-me um milagre. E o homem não reparou, mas ao seu lado uma vida nasceu… Então o homem clamou em desespero: Toque-me, Deus. Deixe-me saber que o Senhor está aqui, uma borboleta pousou no seu ombro mas o homem a espantou.

História 2:

Conta-se que um velho árabe, analfabeto, orava com tanto fervor e carinho, cada noite, que certa vez, o rico chefe da grande caravana, chamou-o à sua presença e lhe perguntou: “Por que rezas com tanta fé? Como sabes que Deus existe, se nem ao menos sabes ler?”. O crente respondeu: “Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele”. “Como assim?”, indagou o chefe, admirado. O servo humilde explicou-se: “Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?” . “Pela letra”. “Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?” . “Pela marca do ourives”. O empregado sorriu e acrescentou: “Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe, depois se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?”.

“Pelos rastros”, respondeu o chefe, surpreendido. Então, o velho crente convidou-o para fora da tenda e mostrando-lhe o céu, onde a lua brilhava cercada por multidões de estrelas exclamou, respeitoso: “Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens…muito menos de algum cavalo ou algum boi…logo são de Deus!”.

Nesse momento, o rico chefe, ajoelhou-se na areia e começou a rezar também.

Deus, mesmo sendo invisível aos nossos olhos, deixa-nos sinais em todos os lugares: na manhã que nasce calma; no dia que transcorre com o calor do sol ou com a chuva que molha a relva.  

Dinâmica 1: Guia de cego 

Objetivo: Compreender a importância de Deus e dos outros no nosso dia-a-dia.

Material: Alguns vendas ou lençóis, e uma área com obstáculos (passar em baixo de mesas, pular cadeiras, vassouras entre cadeiras..) de preferência em campo aberto.

Descrição: O coordenador venda os olhos de todas, caso não tenha vendas o coordenador devera pedir a todos que fechem os olhos. Os cegos devem caminhar desviando-se dos obstáculos durante determinado intervalo de tempo. Após este tempo deve-se realizar alguns questionamentos para os mesmos, tais como:

  • Como vocês se sentiram sem poder enxergar?
  • Tiveram medo? Por quê? De quê?
  • Que acham da sorte dos cegos?

Reflexão: Deus é o seu guia para todas as coisas no seu dia-a-dia. Devemos perceber aos sinais que ele nos dá e nos livra de algumas barreiras. 

Dinâmica 2:Boas notícias 

Objetivo: Avaliar os fatos bons de nossa vida

Material: Uma folha de papel e lápis para cada pessoa.

Descrição:

  1. – O animador pode motivar o exercício da seguinte maneira: “Diariamente, todos nós recebemos notícias, boas ou más. Algumas delas foram motivo de grande alegria e por isso as guardamos com perfeita nitidez. Vamos hoje recordar algumas dessas boas notícias “.
  2. – Logo após, explica como fazer o exercício: os participantes dispõem de 15 minutos para anotar na folha as três notícias mais felizes de sua vida.
  3. – As pessoas comentam suas notícias em plenário, a começar pelo animador, seguido pelo vizinho da direita e, assim, sucessivamente, até que todos o façam. Em cada uma das vezes, os demais participantes podem dar seu parecer e fazer perguntas.

Avaliação:

  • Para que serviu a dinâmica?
  • O que descobrimos acerca dos demais?

Reflexão: Devemos reconhecer que no nosso dia-a-dia mesmo com toda a correria as vezes recebemos boas noticias que Deus coloca em nossos caminhos.

Dinâmica 3: Abre o olho

Material: Dois panos para fechar os olhos e dois chinelos ou porretes feitos com jornais enrolados em forma de cassetete.

Descrição: Dois voluntários devem ter os rostos cobertos e devem receber um chinelo ou porrete. Depois devem iniciar uma briga de cegos, para ver quem acerta mais o outro no escuro. O restante do grupo apenas assiste. Assim que inicia a “briga”, o coordenador faz sinal para o grupo não dizer nada e desamarra a venda dos olhos de um dos voluntários e deixa a briga continuar. Depois de tempo suficiente para que os resultados das duas situações sejam bem observados, o coordenador retira a venda do outro voluntário e encerra a experiência.

Conclusão: Abre-se um debate sobre o que se presenciou no contexto da sociedade atual. A reação dos participantes pode ser muito variada. Por isso, é conveniente refletir algumas posturas como: indiferença x indignação; aplaudir o agressor x posicionar-se para defender o indefeso; lavar as mãos x envolver-se e solidarizar-se com o oprimido, etc. Alguns questionamentos podem ajudar, primeiro perguntar aos voluntários como se sentiram e o por quê. Depois dar a palavra aos demais participantes. Qual foi a postura do grupo? Para quem torceram? O que isso tem a ver com nossa realidade? Quais as cegueiras que enfrentamos hoje? O que significa ter os olhos vendados? Quem estabelece as regras do jogo da vida social, política e econômica hoje? Como podemos contribuir para tirar as vendas dos olhos daqueles que não enxergam?

Palavra de Deus: Mc 10, 46-52 e Lc 24, 13-34.

Autoras:
Carolina Oliveira, Gabriely Bataier, Julia Bonache, Paloma Frasson, Vanessa F.Damasceno.


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