Sede praticantes da palavra

Amar a Deus e ao próximo mulher rezando na igreja

Somos convidados a nos reunirmos em torno da mesa da Palavra e da Eucaristia, como comunidade orante que está sempre atenta para ouvir o que o Senhor quer falar e recebê-lo com fé na Eucaristia. Este é um dia de agradecimento pela nossa romaria anual ao Santuário da Mãe Aparecida. Nesse domingo, celebramos o 22º desse Tempo Comum e recordamos a vocação de todos os catequistas.

A vocação de catequista é uma das mais belas vocações da Igreja. O catequista é como uma “extensão” do braço do padre, ou seja, o catequista chega muitas vezes, onde o sacerdote não consegue ir. O primeiro catequista da paróquia é o padre, é ele quem deveria dar a catequese, mas é claro, que devido às muitas tarefas que o padre tem, não consegue dar a catequese. Por isso, o padre escolhe leigos que, voluntariamente, exercem esse trabalho com muita gratidão e afinco. Hoje o Papa Francisco instituiu o Ministério do Catequista que está em vias de organização.

Na missa deste domingo, queremos elevar uma prece de gratidão a Deus por todos os catequistas e por desempenharem uma função tão importante na Igreja. Pedimos ao Senhor, também, que nunca faltem pessoas dispostas para desempenharem essa função, educando crianças, jovens e adultos para os caminhos do Senhor.

Ainda nesta missa, recordemos dos nossos catequistas, que nos conduziram para o caminho da fé e que desempenharam um papel importante em nossa vida. Se o seu catequista ainda é vivo e tem contato com ele, agradeça-lhe por ter te orientado nos caminhos de Deus e, caso já tenha falecido, eleve o nome dele a Deus em sinal de gratidão.

Encerramos com a liturgia de hoje o mês vocacional, e nos preparamos para, a partir de setembro, celebrarmos o mês da Bíblia. A cada mês, a Igreja nos proporciona uma motivação para bem vivenciarmos em nossa vida o Reino de Deus com os meses temáticos. Peçamos ao Espírito Santo que sempre faça nova todas as coisas.

Na Primeira Leitura (Dt 4, 1-2.6-8) Moisés orienta o povo de Israel a seguirem os preceitos e as leis de Deus, para que pudessem entrar na terra prometida. Moisés diz ao povo para que não alterem nada da lei e que nem a descumpram para que eles possam ter posse da terra. Deus está próximo do povo e caminha junto ao povo e a lei que Ele pede que o povo pratique. Não é difícil demais e nem impossível de se praticar e ainda é um ato de amor quem a coloca em prática.

No Salmo Responsorial 14 (15), o salmista diz que feliz é aquele que caminha segundo a lei de Deus, ou seja, aquele que busca viver a sua vida de acordo com a vontade de Deus e longe do pecado. Somente praticando o amor e a justiça habitaremos junto de Deus.

Na Segunda Leitura (Tg 1,17-18.21b-22.27) Tiago diz a sua comunidade para que eles sejam praticantes da Palavra e não apenas meros ouvintes. A comunidade não deve apenas ouvir sobre o amor de Deus e não colocar esse amor em prática, amando os semelhantes. A verdadeira religião é aquela que socorre aos órfãos e as viúvas e não os deixa se contaminar pelo mundo. Ou seja, a verdadeira religião é aquela em que não se “prende” ao papel apenas, mas de forma prática serve aos menos favorecidos do reino.

No Evangelho (Mc 7, 1-8.14-15.21-23) lemos que alguns fariseus e doutores da Lei se reuniram em torno de Jesus: eles viam que os seus discípulos não lavavam as mãos antes das refeições e com isso achavam que eles comiam os alimentos de forma ritual impura. De fato, os judeus não comiam nada sem antes lavar bem as mãos e ainda seguiam muitas outras regras, devido à tradição que eles receberam dos antigos.

Eles perguntam a Jesus o porquê de seus discípulos comerem sem lavar as mãos, mas Jesus lhes diz que o que faz mal ao homem é aquilo que sai de sua boca e não o que entra. O que sai de sua boca é que torna o homem impuro ou não. São as ações que a pessoa pratica que a torna pura ou impura perante Deus.

Jesus ainda quer dizer que não devemos nos “prender” às leis ou sermos escravos delas, as leis estão aí para nos servir e a partir delas amar a Deus e ao próximo. Assim, como disse São Tiago na Segunda Leitura, não devemos ser apenas meros ouvintes da Lei, mas devemos colocá-la em prática no nosso dia a dia. Os fariseus e doutores da Lei eram muito conhecedores da Lei e a cumpriam rigidamente, mas por outro lado, esqueciam do próximo e não serviam o necessitado.

Por isso, sejamos praticantes da Lei, sem sermos escravos delas e coloquemos em prática essa Lei servindo os mais pobres e necessitados. Dessa forma, edificaremos o Reino de Deus. O pecado é que torna o homem impuro e não o fato de lavar ou não as mãos. Tenhamos o nosso coração e a nossa vida voltados para o Senhor, amando a Deus e servindo aos irmãos. Dessa maneira, colocaremos em prática a verdadeira religião cristã.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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