Quando um filho despreza seu pai

pai sofrendo pelo desprezo de um filho
Material para catequese
Material para catequese

Uma das grandes dores da vida ocorre quando um filho despreza os próprios pais.

O filho existe porque seus pais se amavam, estavam abertos à chegada daquele filho, ajudaram-no nos primeiros anos, protegeram-no em tantas situações da vida.

Por diversas razões, um dia aquela criança demonstra indiferença, antipatia, até mesmo desprezo e ódio pelos pais.

Como é possível? Talvez por um orgulho terrível: a criança pensa que sabe mais, que pode fazer mais, que é melhor que os pais.

Ou talvez porque acusa os pais de terem defeitos, de não o terem educado bem (ou como o filho gostaria), de não lhe atenderem os seus pedidos.

Ou, simplesmente, porque, sentindo-se “maduro” e independente, não quer reconhecer o que deve aos pais; Ele acha que assim “voará” e será realizado de acordo com seus planos pessoais.

Os pais sofrem indescritivelmente diante dessas atitudes de um filho. Eles sofrem porque deram muito. Sofrem porque, como seres humanos, esperavam carinho e encontram raiva e desprezo.

Não existem pais perfeitos. Mas com as suas imperfeições, com os seus limites, às vezes com a falta de estudos, os pais continuam a ser pais.

É possível ajudar uma criança que atingiu a cegueira e o pecado do desprezo pelos pais? Parece difícil. Deus, porém, pode tocar um coração tão endurecido, tão sem coração.

Os pais rezam por aquele filho, pela dor que experimentam, pela angústia que surge ao sentirem-se desprezados por aquele que nasceu como fruto do seu amor de maridos.

Talvez um dia a luz de Deus chegue ao coração daquele filho. Você será então capaz de reconhecer o quanto deve a seus pais e como agiu com eles com terrível ingratidão.

Se aquela criança se converter, se pedir perdão a Deus e aos seus pais, superará os sentimentos negativos que a sufocaram até aquele momento e poderá viver com aquela alegria de quem sabe que existe graças a quem acolheu-o e ajudou-o, por vezes com heroísmo, nos seus primeiros anos de existência humana.

 Pe. Fernando Pascual