Os vergões passam, Jesus Cristo fica

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Certa vez, dois irmãozinhos começaram a frequentar o catecismo, contra a vontade do pai, que era um homem rude e não gostava de religião. Eles iam no período da tarde, quando o pai estava trabalhando. As crianças estavam entusiasmadas com os ensinamentos da doutrina cristã. Não viam a hora de poderem receber Jesus.

Chegou a semana da Primeira Comunhão, e os dois contaram ao pai que estavam assistindo às aulas de catequese e que no próximo domingo iam fazer a Primeira Comunhão.

O pai, estupidamente, perguntou-lhes o que era isso e, depois de ouvi-los, proibiu-os de irem ao catecismo. No dia seguinte, o pai foi para o trabalho e os filhos, às escondidas, foram ouvir as belezas que a catequista falava.

À noite, era sábado, o pai, voltando do trabalho, descobriu que os filhos tinham ido ao catecismo e os açoitou com uma vara.

No dia seguinte, domingo de manhã, as crianças foram à Missa da Primeira Comunhão. Ao vê-los machucados, com marcas de varas nas costas e pernas, admirada, a catequista perguntou: “O que é isso, meus filhinhos?

E ouviu a santa resposta das crianças: “Não é nada. Os vergões passam, Jesus Cristo fica”.

“Chegou o dia da querida festa, chegou a hora em que vamos comungar. A inocência brilha em nossa testa, queremos sempre a Jesus amar.”

Quando comungamos, comemos daquele Corpo que foi gerado dentro de Maria. Assim, o nosso amor a Cristo se estende também à ela.