Tu és o Messias, o Filho do Deus Vivo

São Pedro e São Paulo

Celebramos no primeiro domingo de julho a Solenidade de São Pedro e São Paulo Apóstolos. O dia de São Pedro pelo calendário litúrgico é dia 29 de junho, mas devido à importância deste santo para a Igreja, a solenidade é transferida para o domingo seguinte, considerando que o dia 29 não é dia santo ou feriado. Celebra-se, juntamente com São Pedro, a festa de São Paulo Apóstolo, que são as duas colunas que sustentam a Igreja.

Essa celebração é transferida para o domingo para que um número maior de fiéis possa participar da celebração. É dia de rezar pelo Papa e pela Igreja, por isso a comunidade dominical se reúne em torno do altar para rezar à Deus, em favor do sucessor de Pedro. Nesse dia, a comunidade é convidada a fazer a oferta do “Óbolo de São Pedro”, que tem por finalidade ajudar o Papa e a Igreja em sua missão de anunciar o Evangelho e levar o Reino de Deus a todos os cantos da terra. Entendemos a situação financeira de cada um, mas sejamos generosos na coleta desse final de semana.

Os apóstolos que celebramos hoje são movidos por um só e intenso amor a Cristo, ambos de diferentes formas, abraçaram a causa de Jesus Cristo, o Reino de Deus, e fizeram dela o sentido de suas vidas. São as colunas da Igreja, fundaram comunidades cristãs, unidas pelo Espírito Santo.

Pedro é um dos apóstolos mais velhos do grupo dos 12 e, muitas vezes, era inocente e nessa inocência muitas vezes não compreendia os planos de Deus. Mas foi a Pedro que Jesus confiou a sua Igreja. Paulo se tornou apóstolo mais tardiamente e de perseguidor, se torna o seguidor mais fiel de Jesus e de sua Igreja. Considerado o apóstolo dos “gentios”, evangelizava os pagãos e procurava converter os pecadores. Por isso, esses dois apóstolos são considerados as colunas da Igreja e no dia de hoje elevamos uma prece a Deus em favor da Igreja.

Na Primeira Leitura da solenidade (At 12,1-11) lemos queHerodes havia prendido alguns membros da Igreja a fim de torturá-los e mandou matar a espada Tiago, irmão de João. Vendo que aquilo que fez tinha agradado aos judeus, mandou prender também a Pedro. Herodes deixou Pedro numa prisão guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Enquanto Pedro estava na prisão, a Igreja rezava continuamente por ele. Observamos aqui a “comunhão” dos fiéis em torno do “líder” da Igreja naquele momento. É justamente o que fazemos nesse domingo, nos reunimos como comunidade para rezar pelo sucessor de Pedro. Deus envia o seu anjo que liberta Pedro da prisão e, de repente, Pedro se vê do lado de fora e cai em si e acredita que de fato Deus enviou o seu anjo para libertá-lo daquele sofrimento, ou seja, ainda não tinha chegado a hora de Pedro, era preciso caminhar muito ainda. Deus sempre está conosco e envia os seus anjos para nos libertar dos momentos difíceis.

O Salmo Responsorial 33 (34) nos diz em seu refrão que “de todos os temores me livrou o Senhor Deus”. O Senhor nos livra sempre de todos os perigos, se caminharmos junto com Ele, trilhando um caminho de justiça e de paz, Ele sempre se lembrará da aliança que fez conosco desde o nosso batismo.

Na Segunda Leitura (2Tm 4,6-8.17-18) Paulo já está chegando ao final da sua vida e diz a Timóteo que já está chegando o momento de sua partida. Paulo diz que já combateu o bom combate e guardou a fé e que Deus sempre esteve com ele. E da mesma maneira que ele ressuscitará no último dia, todos os cristãos de boa vontade também ressuscitarão. Aquilo que Paulo pregava não era para si mesmo, mas em favor da construção do Reino de Deus. A ele a glória, pelos séculos dos séculos.

No Evangelho (Mt 16,13-19), Jesus vai à região de Cesareia de Filipe e ali pergunta aos discípulos quem dizem os homens ser o Filho do Homem? Jesus pergunta sobre a sua identidade, queria saber o que as pessoas estavam dizendo a respeito dele, mas também queria ouvir uma resposta diferente por parte dos discípulos, daquela que as pessoas diziam dele.

Os discípulos começaram respondendo que uns dizem que ele era João Batista, outros que era Elias, Jeremias ou algum dos profetas. Então, Jesus lança a pergunta a eles querendo ouvir uma resposta diferente: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15). Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16). Pedro dá a resposta que Jesus queria ouvir desde o início e Jesus diz a Pedro: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu”. A partir dessa afirmação de Pedro, Jesus confia a Pedro a sua Igreja e lhe dá a chave do reino dos céus.

Jesus faz hoje para nós a mesma pergunta que fez aos discípulos e espera que nós possamos dar a mesma resposta que Pedro lhe deu. E como podemos dar essa mesma resposta de Pedro a Jesus? Através da oração. Por meio da oração, conheceremos Jesus intimamente e poderemos dar a Ele a mesma resposta de Pedro.

O Papa Francisco sempre termina as suas audiências gerais das quartas-feiras e os Angelus e Regina Coeli com o humilde pedido: “e por favor, não se esqueçam de rezar por mim!”. Hoje, dia do Papa, é o dia por excelência de redobrarmos nossas orações pelo sucessor de Pedro. Ele tem pedido mais insistentemente que rezemos por ele!

Celebremos com alegria no coração a solenidade de São Pedro e São Paulo, pedindo a Deus que o Espírito Santo continue soprando bons ventos sobre a Igreja e protegendo o Papa e os bispos de todos os perigos. Que esse mesmo espírito encha o nosso coração de fé e possamos proclamar como Pedro: “Tu és o Messias, o filho do Deus vivo”. Amém.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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