Solenidade da Assunção da Santíssima Virgem Maria

Assunção de Maria ao céu

“O anjo lhe disse: Não temas, Maria, pois obtiveste graça junto a Deus. Eis que engravidarás e darás à luz um filho, e lhe darás o nome de Jesus Ele será grande e será chamado filho do altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai” (Lc1,26-28).

Deus Pai a escolheu, desde sempre, para torná-la, mãe do verbo encarnado. Este a chamou amorosamente, de mãe (Jo19,26). O Espírito Santo a educou, para assumir a missão de mãe do Salvador, do Messias. O anjo a saudou, dizendo (Lc1,28). A Igreja a honra com o título de mãe. Eu também. Aliás, Ela é a mãe adotiva de todos nós. Não é belo isso? Ela é esperança de salvação, para todos os que seguem seu Filho, Jesus Cristo. Ele a confiou a João, como mãe. (Jo19,25-26) Hoje, João sou eu, és tu, somos todos nós. Felizes.

Ela assumiu sua missão: apresentou seu Filho, no templo como mandava a lei (Lc2,22-24), defendeu sua vida, fugindo, para o Egito e escapar assim, das mãos de Herodes, o assassino Cf(Mt2,16-17). Procurou-O no templo, quando, já, ensaiava os primeiros passos, de Sua missão (Lc2,41-52). Preocupou-se, com Ele e Suas atividades messiânicas. Seguiu-O, bastante de perto, em toda vida. Quando os apóstolos cheios de medo fugiram, com exceção de São João, Ela estava junto a Cruz, ouvindo, as últimas palavras do filho. Foi fiel. Quando da preparação, para vinda, do Espírito Santo, estava com os discípulos (Lc2,14). Hoje, deseja estar com todos os filhos de Deus. Nós ó somos. Por isso, desejamos encontrá-la, na casa do Pai, no céu. Eis a razão pela qual, temos tanto carinho, aqui na terra, com a mãe do Senhor.

Assunção: a Escritura nada afirma, a respeito, mas a tradição e o “sensus fidelium” (fé vivenciada pelos cristãos), o confirmam. Por isso, nós exultamos. Não existimos, para morrer, mas morremos para viver. É claro, também, que não temos pressa, para morrer. Por isso, pela vivência da fé-amor, continuamos a alimentar nossa esperança, de chegarmos à casa do Pai, (Abbá). (Ro8,15) onde, Ela, já nos precede.  Por isso, queremos seguir Jesus Cristo, marianamente. Nisto, certamente, não falharemos.

Ela levou alegria à casa de Zacarias e Isabel. Proporcionou, o primeiro encontro entre João Batista (o precursor) e Jesus o nascituro. Hoje em dia, Ela deseja fomentar nosso encontro, com o Filho-Redentor e com os irmãos. Salvou outrora do vexame os noivos, nas bodas de Caná (Jo2,1-25). Então faltava vinho. Hoje, provavelmente, não falte bebida nos casamentos, mas talvez falte o verdadeiro vinho do amor, do qual fala o evangelho.

A assunção de Maria ao céu, foi graça de Seu filho, Jesus Cristo e é sinal de Esperança para nós, pecadores. Quem na vida, imita Maria, nunca estará longe do filho, Jesus Cristo. Nós cremos, que Ela esteja, de corpo e alma, junto do Filho, esperando e intercedendo sempre por nós. Somente à Trindade, nós prestamos culto absoluto, de adoração (latrêutico), contudo a Sua mãe, dedicamos o culto de hiperdulia, ou seja, aquele prestado, somente, a Ela, enquanto, mãe de Cristo e por isso de Deus. Os Santos são nossos irmãos. Porém, Ela é sempre nossa mãe querida. Os santuários marianos, no mundo, são, verdadeiras cátedras para a formação de novos cristãos.

Conclusão. Somente à Trindade prestamos o culto absoluto, como, já, dissemos: Ao Pai tributamos glória e louvor, ao Filho, queremos seguir amorosamente, e ao Espírito Santo reconhecemos como nosso melhor formador na fé. Em Maria, vemos a pedagoga humana coadjuvante do Espírito Santo. Ela nada subtraí à glória da Trindade, pois é a criatura mais perfeita e amada da grande obra de Deus. Tem perfume humano-divino. Cristãos: descubramos sempre, mais e melhor, a grandeza de Maria, na história da salvação. Ela une e não separa os irmãos pois é a vivência perfeita do evangelho. Repitamos com o anjo: salve, ave, alegra-te: ó virgem Maria.  Tens de fato o beneplácito de Deus Cf(Lc1,28), o perfume vivo da graça divina. Salve, rainha nossa, e excelsa mãe da Igreja. Pedimos, vossa amorosa e constante proteção e interseção. Até nosso encontro, na casa do Pai Celeste.

Em tempo: quero saudar, outrossim, todos os religiosos e religiosas do Brasil. É vosso dia. Parabéns. Sede santos e fazei-nos santos. Precisamos, sempre, mais de santos e santas, como Edith Stein, e Madre Dulce dos pobres, São Francisco de Assis e Frei Galvão.

Carmo João Rhoden,

Bispo Emérito de Taubaté, SP

Presidente da Pró Saúde

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