Margarida Maria Alves

2082

PRECISO MUITO TE AJUDA !
Divida desse mês é de R$ 514,00 (referente a mensalidade do servidor do site) Data para acertar o pagamento: 17/06
Valor arrecadado: R$ 104,89
FAÇA UMA DOAÇÃO DE QUALQUER VALOR
PIX CHAVE EMAIL: doacao@catequizar.com.br
RESPONSAVEL: Anderson Roberto Fuzatto

Margarida morava no município de Alagoa Grande, Paraíba. Era uma senhora católica atuante e líder da Comunidade cristã rural a que pertencia. Em 1973, foi eleita presidente do sindicato dos trabalhadores rurais de Alagoa Grande, cargo que exerceu durante 12 anos. Assumiu o trabalho no sindicato, movida por sua fé.

Foi uma das fundadoras do Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural, que tem por objetivo contribuir para o processo de construção de um modelo de desenvolvimento rural sustentável, a partir do fortalecimento da agricultura familiar.

Margarida lutava pela defesa dos direitos do homem do campo: Pelo décimo terceiro salário, registro em carteira de trabalho, jornada de oito horas, férias obrigatórias…

Ela obteve grande destaque na região, por incentivar os trabalhadores rurais a buscarem na justiça a garantia dos seus direitos, protegidos pela legislação trabalhista. Promovia campanhas de conscientização com grande repercussão junto aos trabalhadores rurais que, assistidos pelo sindicato, moviam ações na justiça do trabalho contra usineiros e latifundiários, para o cumprimento dos direitos trabalhistas.

A liderança da Margarida era tamanha que ultrapassava o Município de Alagoa Grande e até o Estado da Paraíba. Os trabalhadores rurais tinham nela uma mãe, uma companheira, uma amiga.

Em consequência disso, Margarida Maria Alves passou a receber diversas ameaças. Eram “recomendações” para que ela parasse de “criar caso” e deixasse de atuar no Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

Infelizmente, dia 12/08/1983, ela foi assassinada a tiros, à porta de sua casa, na frente do marido e dos filhos. Tinha 50 anos de idade.

Até hoje, não se descobriu quem a matou, nem os mandantes. Mas todos por lá sabem que foi algum latifundiário ou usineiro da região, que tratava os trabalhadores rurais quase como escravos. Margarida é um modelo para todos nós.

“Animados pela fé e bem certos da vitória, vamos fincar nosso pé e fazer a nossa História.”