Eu sou a ressurreição e a vida

por do sol

Celebramos nessa terça-feira, dia 02 de novembro, o dia de finados ou a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. É um dia de oração que vivemos na saudade em lembrar daqueles que passaram aqui pela terra e agora se encontram na eternidade.

A celebração de finados acontece um dia depois de celebrarmos a Solenidade de Todos os Santos, pois o que cada um de nós busca durante a vida é viver a santidade e, depois da passagem dessa vida esperamos entrar na eternidade e viver ao lado de Deus. Entretanto, como o dia 01 de novembro caiu numa segunda-feira, por determinação da CNBB, no Brasil, a celebração será no dia 07 de novembro. Essa solenidade é transferida para o domingo seguinte.

O Dia de Finados é um dia de profunda oração por aqueles que já se foram. É dia de irmos à missa ou ao cemitério para rezarmos por aqueles que já partiram. Enquanto nós continuamos aqui peregrinando nessa terra, devemos almejar a vida eterna e construir aqui na terra o Reino de Deus, que vivenciaremos de maneira plena no céu. Por isso, nós rezamos por nossos entes queridos, para que estejam na eternidade ao lado de Deus e na certeza de que um dia nos encontraremos com eles.

A Palavra de Deus ilumina a nossa vida presente e nos dá o caminho para fazermos o bem aqui na terra e através dessa mesma Palavra temos a certeza da ressurreição, por meio da luz da fé. A morte não é o fim, mas é o começo de uma nova vida, ao lado de Deus. A celebração de Finados nos ajuda a entender a “luz da fé” a ressurreição, e assim como Cristo Ressuscitou nós ressuscitaremos de igual modo.

Inúmeros são os formulários que poderão ser usados para as missas de Finados. Escolhemos um dos formulários.

Na primeira leitura da missa (Jó 19, 1.23 – 27a) Jó toma a palavra e diz que as palavras que ele professaria fossem guardadas para sempre. Jó proclama a fé na ressurreição dos mortos e que após essa vida terrena contemplaria a face de Deus. A partir dessa leitura, somos chamados a confiar na vida eterna como Jó confiava.

O Salmo responsorial é o 27 (26), o salmo nos diz em seu refrão: “Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes”, o salmista eleva um salmo de esperança e o desejo de habitar para sempre no santuário de Deus. Durante a nossa vida procuramos o Senhor no “santuário da terra”, ou seja, nas igrejas e após a nossa morte habitaremos de maneira plena no santuário eterno de Deus.

Na segunda leitura (1Cor 15, 20 – 24a. 25 28) São Paulo diz a comunidade de Corinto que assim como Cristo ressuscitou, nós também ressuscitaremos. Por um homem veio a morte, esse homem é Adão e por outro homem nos vem a ressurreição, esse outro homem é Jesus Cristo. Assim como em Adão todos morrem, em Cristo todos reviverão.

A comunidade de Corinto, na qual Paulo pregava existia algumas pessoas que duvidavam da ressurreição dos mortos, pois havia muitos judeus recém-convertidos, que ainda tinham dúvidas a respeito da ressurreição. Por isso, São Paulo fala de maneira clara e explica para a comunidade e para todos nós hoje sobre a ressurreição.

O Evangelho (Jo 11, 17 -27) relata a ressurreição de Lázaro, que já se encontrava morto há quatro dias. Suas irmãs Marta e Maria estavam em luto e Jesus chega a Betânia a fim de consolá-las, tendo a certeza de que Lázaro ressuscitaria.

Marta diz a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irão não teria morrido” (Jo 11, 21), e Jesus lhe responde: “Teu irmão ressuscitará” (Jo 11, 24). Jesus diz a Marta que Ele é a ressurreição e a vida e quem crê nele, mesmo que morra viverá. E todo aquele que vive e crê N’ele, não morrerá jamais.

Por isso, o que Jesus diz a Marta serve para cada um de nós hoje, como cristãos e batizados devemos acreditar na ressurreição dos mortos e na vida eterna. E que após essa vida terrena viveremos eternamente ao lado de Deus. E que encontraremos aqueles entes queridos que já partiram na vida eterna.

Somos convidados a viver a nossa vida terrena buscando sempre a santidade em nossas ações diárias e a construir aqui na terra o Reino de Deus, para viver de maneira plena esse Reino de Deus na eternidade.

Portanto, celebremos com esperança e com saudades esse Dia de Finados. Celebremos na certeza de que um dia contemplaremos a face de Deus no céu. Lembro ainda, que o Dia de Finados é dia de participar piedosamente da Santa Missa, bem como dia de visitar o cemitério para rezarmos por aqueles que já partiram dessa vida lucrando a indulgência plenária para os falecidos. Essa indulgência pode-se lucrar, no caso deste ano, durante todo mês.

Que o Espírito Santo nos ilumine e nos encha de esperança na vida eterna.

Dai, Senhor, aos fiéis defuntos o descanso eterno e a luz perpétua os ilumine, Amém!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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