Assim também Eu vos amei

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alegria em cristo

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Neste final de semana, celebramos o 6º Domingo da Páscoa, e pouco a pouco vamos nos aproximando do final do Tempo Pascal, que será marcado com a celebração de Pentecostes. De certa maneira, toda celebração Eucarística é a Pascoa de Jesus que atualizamos, mas na igreja os tempos litúrgicos ocorrem de forma pré-determinada.

A cada domingo, Cristo nos renova com a sua Páscoa e somos chamados a proclamar essa alegria que nos advém da sua Páscoa a muitas pessoas. Neste domingo, Jesus nos oferece o mandamento do amor. Foi Ele que primeiro nos amou e nos ensinou a amar os nossos semelhantes. Se eu amo a Deus, devo de igual modo amar o meu semelhante. A fé Cristã é a religião do amor, e por isso, a identidade do cristão deve ser o amor, pois aprendemos o amor que vem de Deus.

Dessa maneira, celebremos essa Eucaristia que é o memorial definitivo do amor de Deus, que em Jesus deu a sua vida por nós. “Não há maior prova de amor, do que aquele que dá a vida pelo irmão”. Jesus entregou a sua vida livremente na cruz, por amor a todos nós.

A primeira leitura (At 10,25-26.34-35.44-48), lemos sobre a conversão de Cornélio que era um centurião do Exército do imperador romano e um pagão, ou seja, não acreditava em Deus. Pedro anuncia Jesus Cristo a Cornélio e, após Cornélio aceitar a pregação, Pedro ordena que ele fosse batizado. Nessa ocasião, não somente Cornélio, mas outros pagãos de igual modo receberam o batismo. Muitos eram convertidos através da pregação dos apóstolos e o número de cristãos aumentava sempre mais.

O salmo responsorial 97(98), nos diz em seu refrão que o Senhor fez conhecer a salvação e revelou a justiça às nações. A salvação de Deus é para todos os povos, e para todo aquele que de coração queira aceitar a sua palavra em seu coração. A justiça de Deus é a misericórdia e perdão, não importa o pecado que tivermos cometido, ele está sempre pronto a nos perdoar e não a castigar.

Na segunda leitura (1Jo 4,7-10), João fala que devemos nos amar uns aos outros, pois o amor vem de Deus. Deus instaura os dez mandamentos, que nada mais é do que colocar o seu amor em prática no dia a dia, na relação com Ele e com os nossos semelhantes. Jesus dá pleno cumprimento a essa lei, instaurando o mandamento do amor. A verdadeira religião cristã deve ter por base essa lei. Nós só viveremos de fato o cristianismo se amarmos de todo o coração o nosso próximo.

No Evangelho (Jo 15,9-17), Jesus pede para permanecer em seu amor, como temos ouvido nesta semana. O verbo permanecer é um estribilho nestes dias. Jesus morreu e ressuscitou e nos deixou como prova de seu amor a eucaristia. Toda vez que nos aproximamos do altar para comungar, estamos correspondendo ao amor que Ele ofereceu a nós. A partir do momento que eu comungo do Corpo de Cristo, o amor de Deus permanece comigo e sou chamado a espalhar esse amor a quem encontrar.

O amor de Deus nos contagia e nos faz ser mais alegres e disponíveis para servir. A alegria de Jesus deve estar em cada cristão e a nossa alegria deve ser plena. Jesus deixa o seu mandamento: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. O mundo precisa de muito amor no coração das pessoas, se quisermos mudar a realidade atual que vivemos, essa mudança deve começar no trato que temos com os nossos semelhantes. Nós podemos mudar o mundo, colocando nele o amor que vem de Deus.

Jesus nos envia em missão aos quatro cantos da terra para espalharmos o seu amor e anunciarmos o Evangelho da salvação. Ao nos enviar Jesus, quer que produzamos fruto e que esse fruto permaneça, esse fruto deve ser, sem dúvida, o amor. Tudo aquilo que pedirmos ao Pai, em nome de Jesus, Ele nos concederá, desde que coloquemos em prática o seu mandamento do amor.

Vivamos a nossa vida como verdadeiros discípulos do Senhor, amando a Deus e de igual modo amando os nossos semelhantes. Que nós possamos ter amor sobretudo aos mais pobres e necessitados, estendendo a mão para aqueles que mais precisam.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ