O cavalo cego

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Existe um sitiante que tem dois cavalos. De longe, parecem normais. Mas quando se olha de perto, percebe-se que um deles é cego.

Contudo, o dono não se desfez dele e arrumou-lhe um companheiro, um cavalo mais jovem. Quando alguém fica observando, logo ouve o barulho de um sino amarrado no pescoço do cavalo mais novo. Assim, o cavalo cego sabe onde está seu companheiro e vai até ele.

Ambos passam o dia comendo. No fim do dia, o cavalo cego vai atrás do companheiro até o estábulo. Quem observa, logo percebe que o cavalo que tem o sino está sempre olhando se o outro o acompanha. Às vezes para e o espera chegar. E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.

Como colocou no instinto dos animais, Deus não se desfaz de nós, quando temos alguma deficiência ou limitação. A pobreza é uma limitação, e Deus quer amparar os pobres, através daqueles que têm mais.

O Anjo Gabriel saudou Maria Santíssima com a expressão “cheia de graça”. Esta é a sua riqueza. Que ela nos ajude a ter a coragem de renunciar a tudo, a fim de ganhar as riquezas do Céu. (Adaptação Maria Olívia)