Eu sou o Bom Pastor

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RESPONSAVEL: Anderson Roberto Fuzatto

Celebramos neste final de semana o quarto Domingo da Páscoa, o domingo intitulado do Bom Pastor. Jesus é o Bom Pastor que cuida das suas ovelhas, ou seja, de cada um de nós. Somos convidados a sermos bons pastores uns com os outros, a exemplo de Jesus. É também comemorado o 58º Dia Mundial de Oração pelas vocações com o tema: “São José: o sonho da vocação”.

Rezemos nessa celebração pelo Papa Francisco, por nossos bispos e padres, para que de fato sejam bons pastores, cuidem do rebanho a eles confiado, e possam ir ao encontro daquelas ovelhas que se encontram perdidas e feridas, particularmente, aquelas que estão nas periferias existenciais. Possam tomá-las no colo, cuidar de suas feridas e recolocá-las no bom caminho.

Já nos dizia certa vez o Papa Francisco: “os pastores têm que ter o cheiro das ovelhas”, ou seja, o bom pastor é aquele que vai ao encontro de suas ovelhas, senta-se com elas, ouve as suas aflições e ajuda no que for necessário. O bom pastor conhece as ovelhas pelo nome, assim como o Senhor nos conhece pelo nome, desde o nosso batismo.

Rezemos ao Senhor nessa Eucaristia, para que nunca faltem bons pastores para cuidar do rebanho e a Palavra do Senhor possa ser propagada a todos os cantos da terra. Que o Bom Pastor que é Jesus, olhe por cada um de nós e livre a todos nós dessa terrível pandemia da Covid-19.

Nesse domingo, ainda somos convidados a rezar pelas vocações sacerdotais e religiosas, pedindo ao Senhor que nunca faltem pessoas corajosas que escutem o chamado do Senhor e sejam bons pastores para as pessoas. Aquele que abraça a vocação religiosa é chamado a deixar a sua comunidade por um amor maior, que é Jesus Cristo. Depois, volta para o meio dessa comunidade, indo ao encontro daqueles que foram batizados e formando novos cristãos, segundo o coração do Senhor.

Como ovelhas sedentas de salvação, ouçamos a voz do Bom Pastor que irá falar ao nosso coração. Através de sua palavra, somos convidados a permanecer no rebanho do Senhor. A Primeira Leitura (At 4,8-12), Pedro como o líder do grupo dos apóstolos, missão que lhe foi confiada por Jesus, cheio do Espírito Santo, fala diante dos anciãos e chefes do povo, o porquê eles estavam sendo interrogados, pois fizeram o bem a um enfermo. E Pedro diz que foi em nome de Jesus de Nazaré, ao qual eles mataram pregado numa cruz, que eles realizaram tal cura.

Jesus é a pedra que os construtores desprezaram, Ele se tornou a pedra angular e por meio dele nos vem a salvação. De nenhum outro pode nos vir a salvação, a não ser por meio de Jesus. Por isso, os sacerdotes anunciam Jesus Cristo, que deve ser o sinal de salvação para todos os povos nos dias de hoje. A Igreja, por meio do Papa Francisco, continua a missão confiada a Pedro.

O Salmo Responsorial {117(118)}, o salmista exalta a misericórdia e a bondade infinita do Senhor. Ele sempre escuta as preces daqueles que elevam a ele as suas preces de coração sincero. Eterna é a misericórdia do Senhor.

A Segunda Leitura (1Jo 3,1-2), é uma sequência do que estamos acompanhando nos últimos domingos. João nessa leitura de hoje diz que Deus nos deu um grande presente de amor, de sermos chamados seus filhos. E de fato nós o somos, desde o nosso batismo. Se o mundo não nos conhece como seus filhos, não conheceu o próprio Deus. Essa filiação a ele se confirmará de maneira plena no dia da ressurreição final, quando nos encontrarmos com ele de fato.

No Evangelho (Jo 10,11-18), Jesus se apresenta como o Bom Pastor e diz que o bom pastor dá a vida por suas ovelhas. De fato, Jesus deu a sua vida morrendo na cruz, em favor de suas ovelhas.

Jesus diz que ele é diferente do mercenário, do mau pastor que abandona as ovelhas no rebanho, no primeiro sinal de perigo. O mercenário é ladrão e não se importa com as ovelhas. Jesus, pelo contrário, acompanha as suas ovelhas até o fim, inclusive nos momentos de perigos e dificuldades está junto delas.

Jesus diz que conhece as suas ovelhas e elas o conhecem, assim como Pai o conhece e ele conhece o Pai. Desde o nosso batismo, pertencemos ao Pai, assim como Jesus, que desde o batismo tem uma intimidade com o Pai. Deixemos Jesus caminhar conosco e cuidar de nós, de nossas feridas e de nossas dores. Sejamos fiéis ao rebanho de Jesus, não deixemos que os maus pastores nos afastem do verdadeiro pastor que é Jesus.

Rezemos muito por todos os padres que como bons pastores têm se desdobrado no atendimento pastoral neste tempo terrível da pandemia da Covid-19. Minha gratidão e meu reconhecimento pela dedicação generosa de nossos presbíteros. Celebremos com alegria e confiança esse quarto Domingo da Páscoa, na certeza de que o Senhor ressuscitou e nos dá a certeza que de igual modo ressuscitaremos e pertenceremos a Ele eternamente. Rezemos por toda a Igreja para que continue com fidelidade a missão confiada por Jesus. E todo o povo de Deus possa ter orgulho de seus pastores.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ