O Evangelho de São João apresenta um ensinamento profundo de Jesus sobre o mistério da salvação. O Salvador afirma: “Se alguém comer deste pão viverá para sempre, e portanto o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo” (Jo 6, 51). Certamente, essas palavras ecoam no coração da Igreja e revelam o tamanho do amor divino por nós.
No entanto, os judeus daquela época começaram a discutir entre si sobre essa afirmação. Eles perguntavam como um homem poderia dar a sua própria carne para comer. Jesus respondeu com autoridade que quem não come a carne do Filho do Homem e não bebe o seu sangue não tem a vida em si mesmo. O pão da Eucaristia constitui o verdadeiro alimento que nos sustenta na caminhada terrena rumo ao Reino dos Céus.
A Eucaristia como banquete e sacrifício santo
A Igreja ensina que o Senhor nos serve um banquete sagrado no altar. O Pai Celestial oferece o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do seu próprio Filho feito Alimento celeste. Dessa forma, o que parece um pão simples e ázimo aos nossos olhos humanos já não é pão, mas o Corpo vivo de Cristo.
Para participar desse banquete, nós necessitamos do vestido de gala da graça santificante e da amizade com Deus. São Paulo faz um alerta muito sério sobre a dignidade desse momento na sua carta aos Coríntios. Ele afirma que quem come o pão ou bebe o cálice do Senhor indignamente come a sua própria condenação.
“Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice.” 1 Coríntios 11, 28
Além disso, a Missa atualiza o Sacrifício da Cruz. O sofrimento de Cristo se renova no altar para restabelecer a amizade do homem com o Criador e reparar as nossas ofensas cotidianas.
O pão da Eucaristia como remédio de imortalidade
Jesus garante no Evangelho que o pão da Eucaristia nos liberta da morte espiritual e eterna. O alimento comum da terra nutre o nosso corpo apenas por algum tempo. Contudo, o Alimento celestial comunica a vida imortal diretamente para a nossa alma.
Nós podemos comparar a Sagrada Comunhão a uma vacina preventiva contra o pecado mortal. Esse Sacramento fortalece antecipadamente o nosso organismo espiritual. Portanto, o Alimento divino impede que a nossa alma adoeça com a condenação do inferno.
Como aconteceu com o profeta Elias no deserto, esse Alimento restaura as nossas forças diárias. O vigor recebido no altar nos ajuda a caminhar firmes pelas dificuldades deste mundo. No entanto, esse mistério cessará quando nós alcançarmos a meta definitiva do céu. Lá, nós veremos a Deus face a face, sem véus e sem a necessidade de sinais sacramentais.
O germe da ressurreição em nossa alma
A Sagrada Comunhão deposita em nós uma semente do Céu. Como sofredor, Jesus aplica em nossa vida os frutos da sua Paixão, como o perdão e a reconciliação. Como glorioso, Ele comunica o germe da sua maravilhosa Ressurreição. Atualmente, os Santos Padres chamam esse mistério de o remédio para a imortalidade.
Santo Irineu explicava que os nossos corpos, nutridos pelo pão da Eucaristia, um dia ressuscitarão revestidos de glória. O Alimento divino antecipa a felicidade do céu. No Reino Celestial, não haverá cansaço, tristeza, discussões ou inveja. Tudo será puro e eternamente feliz.
Por fim, viva a Santa Missa de uma forma totalmente nova e profunda a partir de hoje. Olhe para a eternidade que espera por você e deseje esse Alimento com um coração sincero.














