Encontro de perseverança: 2 Carnaval

O nome carnaval vem de “carne vale”, seu significado está ligado ao fato dessa festa pagã acontecer durante os três dias que antecedem a quaresma, um longo período de privação, portanto era como uma despedida dos pecados da carne. Esse nome surgiu depois que a celebração foi legalizada pela igreja católica para coibir o que a instituição classificava como celebração pecaminosa. Ou seja, a   celebração tinha como objetivo principal extravasar e fazer tudo que durante a quaresma era proibido.

Discute-se a origem. Em Roma havia festejos parecidos, em honra das divindades pagãs. Eram orgias com libertinagem desenfreada. Lá por volta de 590 d.c. A igreja tentou pôr um freio moral. Daí teria surgido a palavra “carnaval”, do latim “carne vale”, ou seja: “adeus carne!”. Era o início da quaresma, e a carne era tirada do cardápio por 40 dias.

No brasil, “país tropical, onde fevereiro tem carnaval”, a mídia e outras empresas roubaram a festa do povão. Mudaram-na para espetáculo turístico, onde se explora o erotismo, o apelo sexual e a licenciosidade desvairada. 

Após o carnaval todos voltam à vida real. Muitos voltam amargando penosas desilusões e arrependimentos. Rasgou-se a fantasia. A máscara foi jogada fora. Diga-se o que se disser do afã carnavalesco: arte popular, cultura e talento brasileiro, libertação das repressões: é hora de contabilizar prejuízos, perdas e frustrações.

O que pensar então? Excessos e abusos no carnaval, antes de serem transgressões morais, são atentados ao valor humano em si e nos outros. O comportamento moral cristão não obedece em primeiro lugar leis, costumes, padrões sociais de conduta. Segue antes a consciência, marcada pela liberdade e fidelidade que brotam da fé em cristo.

Fé e consciência limpa são inseparáveis, também no carnaval! Tudo o que não procede da fé é pecado, ensina são paulo (rm 14,23). A fé é a luz que ilumina a consciência e a confirma nas convicções morais. É infantil perguntar: “é pecado pular carnaval?”. 

Quem se guia pela consciência do que é bom, digno e justo, possui um “faro moral”. Sabe se posicionar, escolher e decidir: onde, como e com quem pular (ou não!) Carnaval. Sem pular também a linha da moralidade sadia. Ou seja, no sufoco da folia salvará o bom senso natural. Ao invés de perder o senso moral irá defendêlo das ilusões permissivas.

Não passa, pois, de preconceito — às vezes de má fé —, achar que a religião é contrária à alegria e leva à tristeza. O evangelho é notícia alegre e feliz! Dele nos vêm as festas religiosas, as celebrações e solenidades festivas, as comemorações de datas e fatos históricos. 

A alegria cristã é autêntica, simples e espontânea. Mobiliza os serviços de caridade e fortalece o ser humano em suas angústias e sofrimentos. Inspira todas as artes e os costumes sadios e nobres.

Nada disso se encontra nas diversões barulhentas, superficiais, cheias de dissipações e desregramentos morais. A alegria carnavalesca é em geral uma cortina de fumaça que esconde o vazio do espírito, o desencanto consigo mesmo, as frustrações da vida! 

Apesar da folia contagiante nas ruas, quadras e salões, o fim do carnaval é triste. Não porque é o fim. Porque é alto o índice de acidentes com perdas materiais, feridos e mortos.

História do carnaval no brasil

O carnaval chegou ao brasil à partir do século xiii, quando os portugueses trouxeram a brincadeira do entrudo, típica da região de açores e cabo verde, que consistia em um jogo em que as pessoas sujavam umas às outras com tintas, farinha, ovos e também atiravam água.

No rio de janeiro, século xx, surgem as primeiras escolas de samba. No final da década de 1920, os desfiles agradam muito a população e torna-se uma forma popular de comemoração do carnaval ainda muito forte, tanto no rio, quanto em são paulo. No nordeste do país o jeito mais popular de passar o carnaval é ir para as ruas, mantendo um pouco da tradição trazida pelos portugueses. Na bahia, mais especificamente manteve-se o costume do carnaval de rua, mas fortaleceu-se os trios elétricos depois da década de 1980.

        Cálculo do dia do carnaval

Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da páscoa8 , com exceção do natal. Como o domingo de páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir do equinócio da primavera (no hemisfério norte) ou do equinócio do outono (no hemisfério sul), e a sexta-feira da paixão é a que antecede o domingo de páscoa, então a terça-feira de carnaval ocorre 47 dias antes da páscoa.

Datas do carnaval

O carnaval ocorre 47 dias antes da páscoa, em fevereiro, geralmente, ou em março, conforme o cálculo da páscoa, ocorre próximo do dia de lua nova9 . Assim, poderá calhar próximo do ano novo chinês, se calhar antes ou próximo de 19 de fevereiro10 no século xxi, a data em que ocorreu mais cedo foi a 5 de fevereiro de 2008 e a que ocorrerá mais tarde será a 9 de março de 2038. Embora seja possível noutros séculos, o dia de carnaval não ocorrerá a 3 ou 4 de fevereiro durante todo o século xxi.11

Curiosidades do carnaval

  • Turismo – rio de janeiro – em 1999, cerca de 250 mil turistas visitaram a cidade, 61% de fora do país.
  • Nordeste – nos últimos anos, uma média de 700 mil turistas desembarcaram em recife.
  • Dinheiro – em 1999, no rio de janeiro, cada escola recebeu r$ 500 mil da prefeitura. Escolas de samba como imperatriz leopondinense e beija-flor de nilópolis chegaram a gastar r$ 1,5 bilhão com o desfile. A paraíso do tuiuts (de onde?) Desfilou com um orçamento mais modesto: r$ 800 mil. Em 2000, as escolas de samba (seria bom citar o local dessas escolas) desembolsaram uma quantia aproximada em nada mais nada menos do que r$ 22,5 milhões, sendo que cada delas levou r$ 500 mil, somando um total de r$ 7,5 milhões gastos pela prefeitura (aqui se refere ao rio de janeiro, apenas?).
  • Acidentes – só no ano de 1999 foram registrados, pela polícia rodoviária federal, 2468 acidentes nas estradas do país, com 150 mortos e mais de 551 feridos.

Autoras:
Carolina Oliveira, Gabriely Bataier, Julia Bonache, Paloma Frasson, Vanessa F.Damasceno.


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