Adoremos o Menino Deus, luz para o mundo!

Manifestação de Jesus às nações!

A liturgia do primeiro domingo do ano da graça de 2022 leva-nos à manifestação de Jesus como “a luz” que atrai a Si todos os povos da terra. Essa “luz” encarnou na nossa história, a fim de iluminar os caminhos dos homens com uma proposta de salvação/libertação.

A Solenidade da Epifania do Senhor – do grego epifanein – manifestar – que a Igreja celebra neste primeiro domingo do ano, remonta aos primórdios da era cristã. Ela celebra um mistério multiforme, o de Cristo Luz. De fato, todas as celebrações do Tempo do Natal giram ao redor da manifestação luminosa de Jesus. Ele se manifesta primeiramente ao encarnar-se no seio de Maria, depois ao aparecer aos pastores – Natal, Missa da Aurora – , aos Reis magos – Epifania –, ao ser batizado no Rio Jordão – Batismo do Senhor e o Segundo Domingo do Tempo Comum A e B – e, finalmente, em Caná da Galiléia – 2º. Domingo do Tempo Comum  C – iniciando com seu primeiro milagre a manifestação de seu ministério público, que culminará na Páscoa, suma manifestação do Salvador.

A primeira leitura(Is 60,1-6) anuncia a chegada da luz salvadora de Deus, que alegrará Jerusalém e que atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo. De forma poética, o autor apresenta Jerusalém – a comunidade – como luz que se opõe às trevas, porque nela brilha a glória do Senhor. No meio das trevas, a presença do Senhor faz brilhar nova esperança, aurora de novo amanhecer, que atrai os povos. O objetivo do autor sagrado é animar a comunidade prostrada por causa dos problemas e dificuldades, lembrando-lhe que Deus está perto e, nesses momentos, é luz a iluminar o caminho do povo.

No Evangelho(Mt 2,1-12), vemos a concretização dessa promessa: ao encontro de Jesus vêm os “Magos”, atentos aos sinais da chegada do Messias, que O aceitam como “salvação de Deus” e O adoram. A salvação, rejeitada pelos habitantes de Jerusalém, torna-se agora uma oferta universal. Guiados pela Estrela, que é Jesus mesmo, os magos prostaram-se diante dele, representando todos que de toda parte reconhecem ser Jesus o Filho de Deus, Salvador e Rei libertador. Mateus escreve em Antioquia da Síria para cristãos de origem mista: judeus e pagãos convertidos a Jesus. Apesar de Jesus ser judeu, a maioria de seus compatriotas não o aceita como Messias, enquanto, de outra parte, é crescente a quantidade de pagãos que aderiram a comunidade cristã.  Assim, Mateus, com a narrativa da visita dos magos ensina que se “os de casa” rejeitam Jesus, “os de fora”, representados pelos reis magos, o recebem e vêm de longe à sua procura. Diversas passagens no Evangelho demonstram a presença de pagãos na comunidade e que ela está aberta a eles (Mt 1,3.4.5.6; 2, 1-12; 15,21-28; 21, 28-32; 27,54; 28,19). Jesus é o Messias, enviado por Deus para todos os povos. Os magos ofereceram a Jesus ouro, incenso e mirra. Se não temos essas preciosidades podemos oferecer a Jesus dons semelhantes: boas ações, orações, gestos de amor e de fraternidade, deixando de lado as maledicências que muitas vezes povoam as mídias sociais, com as Fake News.

É interessante notar que os dois primeiros e únicos grupos de pessoas que visitam o recém-nascido Jesus não faziam parte do grupo dos poderosos do mundo: os marginalizados pastores(Lc 2,15-20) e os magos estrangeiros, ambos desprezados pelas elites políticas e religiosas de Israel.

A segunda leitura(Ef 3,2-3a.5-6) apresenta o projeto salvador de Deus como uma realidade que vai atingir toda a humanidade, juntando judeus e pagãos numa mesma comunidade de irmãos – a comunidade de Jesus. Epifania é a manifestação de Deus a todos os povos. O autor é chamado a “revelar o mistério” escondido: não somente os judeus são chamados à herança em Cristo, mas, também os pagãos podem usufruir da salvação proclamada pelo Evangelho. Enquanto, em nosso meio, é comum a discriminação contra pessoas e grupos, o autor nos revela um Deus que acolhe a todos.

Adoremos o Menino Deus, luz para o mundo! Ao celebrarmos a Solenidade da Epifania celebramos a manifestação de Jesus como luz para todos os povos. Com os magos, guiados pela estrela, viemos adorar e acolher o Salvador da humanidade. Luz dos povos, Jesus se manifesta aos homens e mulheres, de todas as nações, que se abrem aos planos de Deus e se põem em busca de unidade, justiça e paz.  Aquele que assumiu a nossa natureza humana, hoje se revela a todos os povos e culturas como Deus, que é próximo e amigo da humanidade. Demos e cantemos louvores de todos os que celebram a manifestação do Senhor Jesus ao Mundo. Viemos do Oriente adorar o Rei, cantaram os Reis Magos. Hoje, de nossas casas, agradecendo não termos sido vitimados pela COVID-19 – vamos adorar o Senhor Jesus, o Deus Menino que nasceu para nos salvar!

+ Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Emérito de Juiz de Fora, MG

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