57ª Dia Mundial de Oração pelas Vocações

vocação chamado de Deus

No Domingo dia 03 de maio celebramos o 57º dia mundial de oração pelas vocações, em que a Igreja coloca para a nossa reflexão que a vocação acima de tudo é um chamado divino, ele nos chama para segui-lo onde quer que estejamos e em qualquer situação que nos encontramos. Seja para segui-lo mais de perto na vida sacerdotal ou mesmo através do matrimônio ou algum outro tipo de chamado em que eu possa servi-lo assumindo o meu batismo. Existem diversas vocações, o Senhor nos chama para inúmeras delas, cabe a nós ouvirmos esse chamado de Deus e trabalha-lo em nosso coração e descobrir qual é a nossa vocação.

Durante a sua vida pública após passar a noite em oração no deserto escolhe doze apóstolos para o seguirem mais de perto, escolheu pessoas simples, pescadores, lavradores, homens comuns que nunca imaginavam que seriam escolhidos para ser discípulos de Jesus. Assim Ele, também, faz conosco, nos escolhe, nos chama, pessoas simples como nós, pecadores que somos para segui-lo. Deus não escolhe “Santos” ou “super-homens”, mas pessoas simples com seus defeitos e qualidades. Deus não precisa dos perfeitos, mas sim dos pecadores. É esses que o Senhor chama para coloca-los no caminho da perfeição. Esses somos cada um de nós. 

Agora é um caminho de mão dupla o Senhor nos chama e espera que demos a resposta a Ele sobre o chamado por meio da oração. Até escutarmos a voz dele em nosso interior e decidirmos dizer o “Sim”. O Senhor hoje em dia continua repetindo o convite feito aos discípulos “Vem e segue-me”, e nos convida a nós despojarmos de tudo que impede o seu seguimento, a tudo que nos prende nesta vida, para segui-lo mais de perto. Ele continua ainda hoje enviando discípulos e missionários para anunciarem o Evangelho em toda parte.

Não chama somente aqueles que querem aderir a vida sacerdotal, mas chama todos os batizados e todos aqueles que de coração sincero querem fazer a sua vontade, para anunciar a boa nova do Reino e perdoar os pecadores e conduzir muitos a salvação. A vida de oração deve fazer parte da vida do sacerdote. Jesus foi tentado no deserto e a venceu não somente porque era Filho de Deus, mas a venceu porque rezava, orava muito, estava em sintonia com o Pai. Assim deve ser a vida do sacerdote pautada, sobretudo, na Oração. Quando os discípulos pedem que Jesus os ensinassem a rezar, Ele ensinou a oração mais sublime que temos que é a Oração do Pai Nosso, que sendo posta em prática nos ajuda a vencer muitas tentações.

Para este dia Mundial de orações pelas vocações deste ano o Papa Francisco, oportunamente lembrando a importância do ministério sacerdotal, nos sugere um texto muito singular que é o da barca no meio do Mar, onde se encontram os discípulos e eles ficam com medo devido ao barulho do vento e das ondas do Mar que invadiam a barca onde eles se encontravam, e Pedro vendo Jesus caminhando sobre a água fica com medo achando que seria um fantasma que estava indo ao encontro deles mas era o próprio Jesus. Esta passagem é muito marcante para nós, pois a Barca representa a própria Igreja Católica no meio do Mundo, que está ali no meio dos ventos contrários querendo derrubá-la, mas por meio da oração e com a presença de Jesus a Igreja permanece de pé e vence essas ondas e ventos contrários e continua seguindo o seu caminho. Vamos refletir o Evangelho de Mateus que relata essa cena para juntos meditarmos em nossa missão e naquilo que Jesus nos chama:

“Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes. 15.Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: “Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia”. 16 Jesus, porém, respondeu: “Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer”. – 17.“Mas” – disseram eles – “nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes.” – 18.“Trazei-mos” – disse-lhes ele. 19.Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo.

20.Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios. 21.Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças. 22.Logo depois, Jesus obrigou seus discípulos a entrar na barca e a passar antes dele para a outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 23.Feito isso, subiu à montanha para orar na solidão.

 E, chegando a noite, estava lá sozinho. 24.Entretanto, já a boa distância da margem, a barca era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25.Pela quarta vigília da noite, Jesus veio a eles, caminhando sobre o mar.* 26.Quando os discípulos o perceberam caminhando sobre as águas, ficaram com medo: “É um fantasma!” – disseram eles –, soltando gritos de terror. 27.Mas Jesus logo lhes disse: “Tranquilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!”. 28.Pedro tomou a palavra e falou: “Senhor, se és tu, manda-me ir sobre as águas até junto de ti!”.

 29.Ele disse-lhe: “Vem!”. Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus. 30.Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!”. 31.No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e lhe disse: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?”. 32.Apenas tinham subido para a barca, o vento cessou. 33.Então, aqueles que estavam na barca prostraram-se diante dele e disseram: “Tu és verdadeiramente o Filho de Deus.” (cf. Mt 14, 22-33).

Às vezes pode acontecer que titubeemos na fé assim como Pedro em alguns momentos, as vezes podemos ficar desanimados ou para baixo no caminho, mas o Senhor nos coloca de pé novamente, nos toma pela mão. Ou pode acontecer que algum fiel venha até nós com algum problema de “falta de fé” cabe a nós reanima-lo e acreditar que a onda agitada passa, mas o amor de Deus continua em nós.

O Papa Francisco fala ainda dos quatros pilares da vida sacerdotal tribulação, gratidão, coragem e louvor. A tribulação é aquilo que de certa forma já relatamos até aqui, que com a força da oração e a confiança em Jesus venceremos. A gratidão consiste em sempre dar graças a Deus por tudo que acontece na nossa vida, seja pelas coisas boas e pelas não tão boas assim.

Toda a vocação nasce daquele olhar amoroso com que o Senhor veio ao nosso encontro, talvez mesmo quando o nosso barco estava à mercê da tempestade. “Mais do que uma escolha nossa, a vocação é resposta a uma chamada gratuita do Senhor” (Carta aos Presbíteros, 4/VIII/2019); por isso conseguiremos descobri-la e abraçá-la, quando o nosso coração se abrir à gratidão e souber reconhecer a passagem de Deus pela nossa vida.

A coragem consiste em enfrentar com coragem o mar da vida que quer nos derrubar, a encarar de frente os problemas da vida sacerdotal. Não ter medo frente aos desafios da vida . E por fim o louvor, a vida do sacerdote consiste no Louvor , na adoração, na celebração diária da Eucaristia, um gesto de Louvor e agradecimento a Deus pela vocação que dele recebemos.

 E então a nossa vida, mesmo no meio das ondas, abre-se ao louvor. Esta é a última palavra da vocação, e pretende ser também o convite a cultivar a atitude interior de Maria Santíssima: agradecida pelo olhar que Deus pousou sobre Ela, superando na fé medos e perturbações, abraçando com coragem a vocação, Ela fez da sua vida um cântico eterno de louvor ao Senhor.

Por fim o sacerdote deve ter um amor grande por Maria Santíssima, a Mãe das divinas Vocações, pedindo que ela seja a nossa protetora e que caminhe conosco em todos os momentos. Por isso sempre que possível rezar o terço pedindo que por meio de Maria possamos vencer todas as dificuldades.

Neste domingo do Bom Pastor quero convidar todos os meus leitores a rezarem pelos sacerdotes: pelo que nos batizou, pelo que nos deu a Primeira Eucaristia, pelo que assistiu ao nosso casamento, pelo que presidiu um funeral de um parente ou benfeitor de nossa família. Rezemos pelo nosso Bispo Diocesano, pelo nosso pároco, pelo nosso vigário e por todo o clero. Rezemos, particularmente, por todos os capelães hospitalares. Eles são verdadeiros heróis nestes tempos de pandemia!

Que o Senhor e nossa Mãe Santíssima possa nos confirmar na nossa vocação a cada dia e possamos sempre estar dispostos para servi-lo e dizer a cada dia o nosso “Sim” confirmando sempre o nosso chamado.

Que Deus nos abençoe! Bom Pastor, rogai por nós!

+ Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Emérito de Juiz de Fora, MG

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