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Domingo de Ramos: O estado de espírito de Jesus

A Entrada Triunfal de Jesus: Significados e Simbolismos
Material para catequese
Material para catequese

No primeiro dia da semana, Jesus parte em direção a Jerusalém, iniciando o que seria sua entrada triunfal de Jesus na cidade. “Ele andava adiante deles” (Lucas). Uma peregrinação composta por cinquenta a cem pessoas, entre homens e mulheres, segue em silêncio, enquanto o entusiasmo vai crescendo lentamente. Eles estão vigilantes, pois sabem que podem ser atacados pelos inimigos de Jesus. Porém, a coragem deles é inabalável, enquanto Jesus, em silêncio, reconhece a importância desse momento de fé.

O Símbolo do Jumento na Entrada Triunfal de Jesus

Ao chegarem ao topo da ladeira de Betânia, um evento significativo ocorre. Jesus diz: “Quando Jesus chegou a Betfagé, perto do Monte das Oliveiras, enviou dois discípulos” (Mateus). O gesto de Jesus de montar um jumento e não um cavalo simboliza uma mensagem profunda. O jumento, símbolo do antigo Israel, é agora substituído por um potro, mostrando a novidade que Jesus traz com a Nova Aliança.

A Procissão de Hosanas

Os discípulos obedecem às ordens de Jesus, vestem o jumento com mantos e o fazem montar. As multidões, que se preparavam para celebrar a Páscoa, começam a aplaudir e cantar. Eles clamam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!” A cidade de Jerusalém, com sua imponência, recebe Jesus com entusiasmo. As pessoas o reconhecem, não apenas pelos milagres, mas pela ressurreição de Lázaro, um feito que se espalhou por toda a região.

O Louvor das Multidões na Entrada Triunfal de Jesus

Enquanto a comitiva segue seu caminho, a empolgação cresce. “Uma grande multidão estendeu seus mantos pelo caminho e outros cortavam ramos de árvores.” Jesus, ao contrário de outras ocasiões em que refutou o entusiasmo popular, agora permite que o louvor se manifeste. Ele aceita ser reconhecido como rei e se declara como o libertador enviado por Deus.

Jesus Chora Sobre Jerusalém: O Lamento

No caminho, Jesus para e, diante da vista do Templo, chora. Ele sabe que a cidade não reconheceu o momento de sua visitação. A destruição de Jerusalém, que ocorrerá em 70 d.C., será um castigo pela dureza de coração do povo. Jesus chora por uma cidade que se recusou a reconhecer a paz e a misericórdia de Deus.

O Conflito com os Fariseus e a Rejeição à Entrada Triunfal de Jesus

Alguns fariseus, irritados com o louvor a Jesus, pedem que Ele repreenda os discípulos. Jesus responde: “Se estes se calarem, as pedras clamarão” (Lucas). A rejeição dos fariseus é clara, mas Jesus não se intimida. Ele sabe que a sua missão não é política, mas espiritual.

A Entrada Triunfal de Jesus no Templo

Após a aclamação, Jesus entra pela porta dourada de Jerusalém e realiza curas. “Chegaram até ele cegos e coxos, e ele os curou” (Mateus). Ao ensinar no Templo, Jesus continua a proclamar a verdade de Deus, mas seus inimigos, os sacerdotes e escribas, estão decididos a matá-lo. Porém, a popularidade de Jesus entre o povo impede que eles ajam contra Ele naquele momento.

Os Gentios Buscam a Jesus

Naquele dia, alguns gentios desejam ver Jesus. “Senhor, queremos ver-te” (João). Essa busca dos gentios é um sinal de que a mensagem de Jesus está além das fronteiras do povo de Israel. Jesus, então, fala sobre sua morte iminente e a glorificação do Pai. Ele compara sua morte à semente que, ao cair na terra, produz frutos.

O Estado de Espírito de Jesus

Jesus, em seu íntimo, está perturbado. A consciência do sacrifício que Ele terá de fazer pesa sobre Ele. Ele questiona: “Pai, livra-me desta hora?”, mas logo responde: “Sim; é por isso que vim nesta hora. Pai, glorifica o teu nome!” O objetivo de Jesus é a glória do Pai, e não sua própria liberdade ou conforto.

O Julgamento e a Cruz: O Desfecho

Jesus fala sobre o julgamento deste mundo e a derrota do príncipe deste mundo. “Agora o príncipe deste mundo vai ser lançado fora” (João). A cruz, que parece derrota, será, na verdade, a vitória sobre o pecado e a morte. Jesus antecipa sua morte e o significado profundo desse sacrifício.

O Silêncio de Jesus

À medida que o dia chega ao fim, Jesus se retira para Betânia. O silêncio que envolve esse momento é profundo. Ele não aproveita o sucesso popular para buscar poder, mas continua sua missão de ensinar e preparar os corações para o mistério da cruz.