Sexta-feira santa da Paixão do Senhor

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Hoje, a Liturgia celebra-se a Ação Litúrgica, às 15h, recordando a Morte de Jesus Cristo na Cruz. A celebração de hoje é divida em três partes: Liturgia da Palavra; Adoração da Cruz; Comunhão. Toda a celebração da Ação Litúrgica é voltada para a compreensão do Ministério da Paixão de Jesus em que “Jesus Cristo, morrendo, apagou nossa condenação com seu sangue para que assim recuperássemos a esperança do perdão e da salvação eterna”. (Santo Afonso de Ligório)

A Liturgia da Palavra relata Jesus Cristo como o Verdadeiro Cordeiro Imolado, o Servo Sofredor que realiza a sua missão de libertar o povo dos pecados e torná-los agradável a Deus, pois “a verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado! Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura. Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós” (cf. Is 53,4-6).

A Adoração da Cruz ressalta a suprema importância que a morte dolorosa e humilhante sofrida por Jesus Cristo, é a qual pendeu a salvação do mundo. “Adoramos, Senhor, vosso madeiro; vossa ressurreição nós celebramos. Veio alegria para o mundo inteiro por esta cruz que hoje veneremos” (cf. Antífona da Ação Litúrgica). Portanto, “aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno” (cf. Hb 4,16).

E na Comunhão, “comungamos com Jesus, nosso Cordeiro. Ele se sacrificou voluntariamente para liberta-nos do pecado; neste convite pascal nos dá a força para passarmos da morte do pecado à alegria da ressurreição” (Missal Dominical – Missal da Assembleia Cristão).

Certos de que a Paixão e Morte de Jesus no lenho da cruz é o Verdadeiro Sacrifício que nos liberta de nossas paixões, possamos reavivar verdadeiramente este Supremo Amor de Jesus Cristo, através da obediência a Deus, em nossos corações e no trilhar das nossas vidas.

Cruz fiel, árvore nobre,

Que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

Das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

Ao Homem Deus sustentais!

Deus Santo, Deus forte, Deus imortal, tende piedade de nós!

Dom Eurico dos Santos Veloso