Nossa Senhora Auxiliadora

Nossa Senhora Auxiliadora é o auxílio dos cristãos
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O mês de maio é um mês especial para a Igreja, é o mês Mariano e mês das mães. A Igreja convida todos os fiéis a rezarem o rosário nesse mês. Ao longo do mês de maio, celebramos muita festa festas marianas, entre as quais: Nossa Senhora de Fátima (13), Nossa Senhora Auxiliadora (24) e a Visitação de Nossa Senhora (31). Por isso, somos convidados a rezar o rosário ao longo desse mês, agradecendo a Deus por nos ter dado Maria como mãe.

Nossa Senhora Auxiliadora é o auxílio dos cristãos, sempre podemos recorrer a Ela em nossas necessidades, como Ela sempre fez ao longo da história. Na China tem um grande Santuário a ela dedicado. O Papa Bento XVI quis que esse dia fosse também um dia de oração pela China. Nossa Senhora, quando esteve aos pés da cruz, Jesus entrega a humanidade aos seus cuidados, e Ela acolhe a todos e cuida de todos os cristãos. Nossa Senhora é a Mãe da Igreja, portanto, Mãe de cada um de nós. Ela esteve com os discípulos na missão, ajudando no trabalho de evangelização dos primeiros cristãos e está junto conosco, também.

Nossa Senhora Auxiliadora é padroeira da Congregação dos Salesianos (SDB), pois São João Bosco, fundador da Congregação, era devoto de Nossa Senhora Auxiliadora e conseguiu grandes graças por seu intermédio. Peçamos, sempre, o auxílio de Nossa Senhora todas as vezes que nos sentirmos aflitos.

O título de Auxiliadora remonta ao século XVI, quando a expressão “auxílio dos cristãos” foi introduzida na Ladainha de Nossa Senhora pelo Papa São Pio V. Isso se deu porque os cristãos venceram os muçulmanos em uma batalha nas águas de Lepanto, em 1571. Porém, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora entrou no calendário da Igreja em 1814, por intermédio do Papa Pio VII, quando ele retornou da França, após ter sido preso por Napoleão Bonaparte. O Papa atribuiu sua libertação à Nossa Senhora Auxiliadora e fixou a data de 24 de maio para a sua festa. Depois, quem difundiu realmente a devoção à Nossa Senhora Auxiliadora foi Dom Bosco.

Dom Bosco, desde pequeno, aprendeu com sua mãe a ter grande confiança em Nossa Senhora. A mãe de Dom Bosco chamava-se Margarida e sempre interrompia algum trabalho do dia para saudar a Virgem Maria. A hora do angelus era um momento sagrado para dona Margarida, que para ela era um encontro com Deus e de memória da anunciação de Nossa Senhora.

Em 1824, justamente dez anos após o Papa Pio VII ter introduzido a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, quando Dom Bosco tinha nove anos, ele teve um sonho profético, em que lhe foi manifestado o campo de seu futuro apostolado. Nesse sonho, o menino João ouviu a voz do Senhor e logo depois de ouvi-la, apareceu-lhe uma senhora de aspecto majestoso. Sem saber quem era essa senhora, João pergunta quem era ela, e obtém a resposta: “Eu sou aquela que sua mãe ensinou a saudar três vezes ao dia”.

No ano de 1862, Dom João Bosco iniciou a construção, em Turim, de uma Basílica dedicada à Nossa Senhora, auxílio dos cristãos. Ele disse que era necessário dedicar aquele templo à Nossa Senhora Auxiliadora, pois naquele momento vivia-se tempos difíceis e era necessário pedir o auxílio de Nossa Senhora para salvaguardar a fé.

Com a construção da Basílica de Maria Auxiliadora em Turim, Dom Bosco quis construir um monumento que fosse eterno e em forma de gratidão à Nossa Senhora Auxiliadora. Ele disse: “Maria, Santíssima é a minha mãe”. E ele dizia que Ela sempre foi o seu guia ao longo de sua vida.

Em todas as suas palestras, conferências e homilias, Dom Bosco ensinava sobre a importância de notar sempre a presença materna de Nossa Senhora. Ele fazia as pessoas refletirem o quanto Nossa Senhora é importante e que Ela seja verdadeiramente honrada, pois é a Mãe de Deus e nossa mãe.

Dom João Bosco ensinou aos religiosos da família salesiana a nutrirem um amor por Nossa Senhora e sempre a invocar em qualquer circunstância da vida. Ensinou a eles, sobretudo, a invocá-la como auxiliadora. Vários escritos de Dom Bosco retratam o amor que ele nutria pela Virgem Maria. Ele pedia em seus escritos para que os padres e religiosos de sua congregação ensinassem aos seus fiéis a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora e a Jesus sacramentado. E recomendou que em todas as casas salesianas houvesse uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, e quando um jovem entrar numa dessas casas, seria acolhido por Nossa Senhora.

Dom Bosco confiou à família salesiana a propagação dessa devoção, que nada mais é do que a devoção à mãe de Deus, à Igreja e ao Papa. Que todos nós possamos cultivar em nosso coração essa bonita devoção à Nossa Senhora Auxiliadora e clamemos a sua ajuda em diversas circunstâncias da nossa vida. Amém!

Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ