Liturgia diária Transfiguração do Senhor - Mt 17,1-9

2º Domingo da Quaresma – Ano Litúrgico A

12 de março de 2017

ORAÇÃO DO DIA

Pai, que a transfiguração leve-me a confessar Jesus como teu Filho amado, e a reconhecer que sou chamado a expressar o esplendor divino que trago dentro de mim.

PRIMEIRA LEITURA:  Gn 12,1-4a

Leitura do Livro do Gênesis 1Naqueles dias, o Senhor disse a Abrão: “Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar. 2Farei de ti um grande povo e te abençoarei; engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção. 3Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!”.
4aE Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 32

          — Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ venha a vossa salvação!
— Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ venha a vossa salvação!

— Pois reta é a palavra do Senhor,/ e tudo o que ele faz merece fé./ Deus ama o direito e a justiça,/ transborda em toda a terra a sua graça.

— Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem,/ e que confiam esperando em seu amor,/ para da morte libertar as suas vidas/ e alimentá-los quando é tempo de penúria.

No Senhor nós esperamos confiantes,/ porque ele é nosso auxílio e proteção!/ Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,/ da mesma forma que em vós nós esperamos!

SEGUNDA LEITURA: 2Tm 1,8b-10

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo – Caríssimo: 8bSofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus.
9Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não devido às nossas obras, mas em virtude do seu desígnio e da sua graça, que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
10Esta graça foi revelada agora, pela manifestação de nosso Salvador, Jesus Cristo. Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do Evangelho.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

EVANGELHO: Mt 17,1-9

         – O Senhor esteja convosco.
          – Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
          – Glória a vós, Senhor.

          Naquele tempo, 1Jesus

tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus.
4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 5Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!”
6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”.
8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.

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Comentário do Evangelho

O Tabor da Transfiguração é um cantinho do céu na terra. Cantinho do céu na terra é cantinho de paz e de solidariedade. Jesus e seus companheiros sobem ao monte e distanciam-se estrategicamente para terem uma visão global da realidade. A realidade não é só o Deserto da Provocação, onde estivemos na primeira semana da Quaresma. É também aqui no alto, no Tabor da Transfiguração.
Abrão recebe a ordem de sair da sua terra com a promessa de uma grande descendência e de bênçãos para todas as famílias do mundo. “Em ti serão abençoadas todas as famílias da terra.” E Abrão partiu. A grande bênção é a bênção da fraternidade. Para se obter essa bênção é preciso sair, partir, como fez nosso pai Abrão. O distanciamento estratégico é necessário para se ter uma visão do conjunto. É preciso se distanciar do sistema de competições orientado para interesses pessoais; é preciso afastar-se do egoísmo no qual o outro só existe se for capaz de produzir bens de consumo. O distanciamento estratégico permite ver “o rastro de miséria e sofrimento que os egoístas em competição vão deixando atrás de si”. É preciso partir, libertar-se, desapegar-se das situações de poder que tornam o mundo carente de solidariedade, para que todas as famílias da terra possam ser abençoadas.
Paulo reaviva o ânimo de Timóteo e o de todos nós. A construção da fraternidade é uma exigência de cada dia, e trabalhosa. Supõe sofrimento. “Sofre comigo pelo Evangelho.” Deus, porém, tem um projeto, um desígnio, e sua graça está em nós. Ela é mais forte do que as forças da morte e faz brilhar a vida e a imortalidade. Vendo tudo o que perturba o bom relacionamento, poderíamos desanimar e deixar de acreditar. Vendo o poderio das armas e a tristeza dos pequenos abatidos, poderíamos pensar que este mundo não tem jeito. Tem, nos diz São Paulo: “Sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus”.
Jesus se transfigura, mostrando, no alto do monte, um pedacinho do céu. Com Jesus estão Pedro, Tiago, João, Moisés e Elias. Eles somam solidariamente em torno de Jesus. Tudo está tão bom que Pedro quer até construir tendas, não para si nem para seus colegas, mas para Jesus, Moisés e Elias. Os construtores da solidariedade dão amostras da fraternidade definitiva. Ela só existirá plenamente na eternidade de Deus. Aqui ela é construída e desfeita. Mas não desanimamos.
Começamos cada vez de novo para que todos possam experimentá-la e querer torná-la permanente. A harmonia da Transfiguração ressalta a igualdade nas relações entre seres desiguais. No Tabor todos estão vinculados a uma mesma pessoa, Jesus Cristo. As diferenças, que continuam a existir, se unificam num objetivo comum. A fraternidade não exige concordância nas opiniões. Ela exige um objetivo comum. Todos querem chegar a um mesmo lugar, embora discordem quanto ao caminho. Quando descobrirem que o objetivo e o caminho são o mesmo, isto é, que “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, estaremos na paz perfeita da eternidade. Continuamos a caminhada quaresmal, renovando nossa confiança no Senhor. Olhamos para o alto, para Jesus transfigurado, e sabemos que sua graça transborda em toda a terra e é mais forte do que o projeto desagregador do demônio. Guardamos no coração as palavras do Filho bem-amado e aguardamos a ressurreição.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial
Neste segundo domingo da quaresma, mais uma vez nos encontramos com a riqueza da Palavra de Deus. Celebramos a memória da Transfiguração do Senhor. Raniero Cantalamessa, em seu livro “O Mistério da Transfiguração”, nos diz: “Jesus se transfigura ainda hoje na Escritura, e não basta a inteligência humana para tornar suas vestes cândidas, isto é, suas palavras claras e compreensíveis… Asseguramos que nenhuma leitura científica pode, por si só, iluminar o mistério encerrado na Escritura. Só o Espírito Santo pode fazê-lo”.
Peçamos que o Espírito Santo nos ilumine para compreendermos o mistério da vida de Cristo revelado na Palavra: “Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tua Palavra. Envia teu Espírito Santo para que eu não tenha medo de escutá-la e vivê-la conforme a tua vontade. Que a Palavra transforme o meu coração através da fé e confiança que eu deposito em ti. Amém.”

Leitura (Verdade)
É o momento de compreendermos o texto. O que ele diz? Leia calma e silenciosamente o texto do Evangelho. Depois, leia novamente em voz alta e pausadamente, e procure repetir as palavras que chamaram a sua atenção. Quais personagens aparecem no texto? Onde eles se encontram? O que acontece no alto da montanha? Como os discípulos reagem? O que significam as palavras: “Este é o meu Filho amado. Escutai-o!”? Por que os discípulos não compreenderam o que Jesus queria dizer com “ressuscitar dos mortos”?
Alguns elementos presentes no texto: diferente de outros relatos em que Jesus realiza curas e milagres, aqui algo se realiza em Jesus. A roupa branca e brilhante revela a manifestação da luz divina que Jesus irradia de seu interior. A Transfiguração é um efeito da oração de Jesus. A montanha é lugar onde Deus se comunica e se manifesta. Moisés e Elias aparecem conversando com Jesus e representam a Lei e os Profetas do Antigo Testamento. A voz do Pai revela quem é Jesus e qual a sua missão: “o Filho amado, escutai-o”.

Meditação (Caminho)
Agora, vamos trazer a reflexão da Palavra para a nossa vida. O que o texto me fala? Que aspectos do mistério de Deus esta passagem proporciona conhecer? Que luz nos dá Jesus, com sua pessoa e sua mensagem? De que maneira esta passagem nos compromete? O que ela está me pedindo?
Na montanha, os discípulos foram testemunhas, contempladores da grandeza de Jesus. Contemplar o rosto de Jesus ilumina a nossa caminhada, mesmo nas noites mais escuras. A glória manifestada na transfiguração é a transparência do amor e da liberdade com que Jesus sempre se relacionou com seus discípulos e com o povo.

Oração (Vida)
Ouvimos Deus que nos falou em sua Palavra. Agora, somos impelidos em direção àquele a quem temos ouvido. O que o texto bíblico me inspira a dizer a Deus? Conclua com a oração composta por São João Paulo II: “Senhor Jesus, concede-me crer firmemente no amor que tu me revelaste e que doaste no teu Evangelho. Faze que eu ouça cada dia a tua voz que me chama a seguir-te para sentir sempre em mim os benefícios da tua redenção. Amém.”

Contemplação (Vida e Missão)
Qual é o novo olhar que nasceu em mim? Quais pelos que recebi e compromissos desejo concretizar em minha vida?

Bênção
– Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
– Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
– Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
– Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

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