Liturgia diária, Senhor, quantas vezes devo perdoar... - Mt 18,21 – 19,1

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19ª Semana do Tempo Comum – Ano Litúrgico A

17 de agosto de 2017

ORAÇÃO DO DIA

Pai, predispõe meu coração para o perdão, e que eu esteja sempre disposto a perdoar e a querer viver reconciliado com meu semelhante.

PRIMEIRA LEITURA: Js 3,7-10a.11.13-17

Leitura do Livro de Josué –

Naqueles dias 7o Senhor disse a Josué: “Hoje começarei a exaltar-te diante de todo Israel, para que saibas que estou contigo assim como estive com Moisés. 8Tu, ordena aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo-lhes: Quando chegardes à beira das águas do Jordão, ficai parados ali”.
9Depois Josué disse aos filhos de Israel: “Aproximai-vos para ouvir as palavras do Senhor vosso Deus”. 10aE acrescentou: “Nisto sabereis que o Deus vivo está no meio de vós e que ele expulsará da vossa presença os cana­neus. 11Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão adiante de vós. 13E logo que os sacerdotes, que levam a arca do Senhor de toda a terra, tocarem com a planta dos pés as águas do Jordão, elas se dividirão: as águas da parte de baixo continuarão a correr, mas as que vêm de cima pararão, formando uma barragem”.
14Quando o povo levantou acampamento

para passar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança puseram-se à frente de todo o povo. 15Quando chegaram ao rio Jordão e os pés dos sacerdotes se molharam nas águas da margem – pois o Jordão transborda e inunda suas margens durante todo o tempo da colheita –, 16então as águas que vinham de cima pararam, formando uma grande barragem até Adam, cidade que fica ao lado de Sartã, e as que estavam na parte de baixo desceram para o mar da Arabá, o mar Salgado, até secarem completamente.
Então o povo atravessou, defronte a Jericó. 17E os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor conservaram-se firmes sobre a terra seca, no meio do rio, e ali permaneceram até que todo Israel acabasse de atravessar o rio Jordão a pé enxuto.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 113a

          Aleluia, aleluia, aleluia.
— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Quando o povo de Israel saiu do Egito, e os filhos de Jacó, de um povo estranho, Judá tornou-se o templo do Senhor, e

Israel se transformou em seu domínio.

— O mar, à vista disso, pôs-se em fuga, e as águas do Jordão retrocederam; as montanhas deram pulos como ovelhas, e as colinas, parecendo cordeirinhos.

— Ó mar, que tens tu, para fugir? E tu, Jordão, por que recuas deste modo? Por que dais pulos como ovelhas, ó montanhas? E vós, colinas, parecendo cordei­rinhos?

EVANGELHO: Mt 18,21–19,1

          – O Senhor esteja convosco.
          – Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
          – Glória a vós, Senhor.

         Naquele tempo, 18,21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna.
25Como o empregado

não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’.
29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muitos tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33Não devias, tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’
34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

– Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.

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Comentário do Evangelho

O Sermão Comunitário termina apregoando o valor do perdão. Quando devemos perdoar? “Sempre!”, responde Jesus. Sete vezes não está bom? Não! Se quiser fazer cálculos, perdoe então setenta vezes sete vezes. Comece a contagem. Perdoe de coração e veja os efeitos do perdão. Cada um de nós sabe que precisa do perdão de Deus e que seremos perdoados do mesmo modo como perdoamos os outros.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas

LEITURA ORANTE

Oração Inicial
O Evangelho de hoje, mais uma vez, nos convida a refletir sobre o perdão e a caridade. É Pedro quem questiona Jesus: “Quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”. Para Jesus, porém, o perdão não tem limites: “Não apenas sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

Peçamos as luzes do Espírito Santo para compreendermos os ensinamentos de Jesus transmitidos por meio de sua Palavra: “Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tua Palavra. Envia teu Espírito Santo para que eu não tenha medo de escutá-la e vivê-la conforme a tua vontade. Que a Palavra transforme o meu coração através da fé e confiança que eu deposito em ti. Amém.”

Leitura (Verdade)
Leia o texto pausadamente e procure imaginar a narrativa. Depois, faça uma segunda leitura, detendo-se nos personagens. Quais palavras se repetem? Faça um paralelo entre os dois personagens que pedem o perdão de suas dívidas. Por que um recebeu o perdão e o outro não? Como você compreende as palavras de Jesus – “Não apenas sete vezes, mas até setenta vezes sete” – em relação ao perdão?

“Esta parábola exclusiva de Mateus caberia também em Lucas, que é o evangelista que mais acentua o amor misericordioso de Deus, revelado em Jesus. A parábola exprime que a fonte da misericórdia é o perdão de Deus, concedido a quem a Ele recorre. Cabe àqueles que foram libertados por este perdão comunicá-lo a outros. Isto é próprio de um coração generoso e agradecido. O perdão é desejado por Jesus não só como reconciliação entre duas pessoas, mas como a prática que consolida a comunidade, tornando-a um espaço de alegria e paz” (Reflexão de José Raimundo Oliva, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)
Vamos trazer o texto para a nossa vida. De que forma a Palavra de Deus está em sintonia com a realidade em que você vive? É fácil perdoar? É fácil dar o perdão quando alguém nos pede? É fácil pedir o perdão quando ofendemos alguém? Quais sentimentos a Palavra de Deus despertou em você? Fique em silêncio por alguns instantes para compreender melhor esta Palavra.

O perdão vem do fundo do coração de quem sabe o que significa amar. Quem ama perdoa. Jesus adverte que somente seremos perdoados pelo Pai se soubermos perdoar nossos irmãos. O perdão é o desejo mais sincero de viver a comunhão com os outros.

Oração (Vida)
Hoje, peça ao Senhor a graça de perdoar as pessoas que o(a) ofenderam e de dar o perdão sem medidas. Apresente ao Senhor os sentimentos que estão presentes em seu coração e os apelos que a Palavra lhe fez.

Contemplação (Vida e Missão)
Com a Palavra na mente e no coração, qual atitude você se propõe a viver no dia de hoje?

Bênção
– Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
– Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
– Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
– Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

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