Liturgia diária, A rede lançada ao mar - Mt 13,47-53

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RESPONSAVEL: Anderson Roberto Fuzatto

17ª Semana do Tempo Comum – Ano Litúrgico A

03 de agosto de 2017

ORAÇÃO DO DIA

Pai, concede-me suficiente realismo para perceber que teu Reino se constrói em meio a perdas e ganhos, e que só tu podes garantir o sucesso final.

PRIMEIRA LEITURA: Êx 40,16-21.34-38

Leitura do Livro do Êxodo

Naqueles dias, 16Moisés fez tudo o que o Senhor lhe havia ordenado. 17No primeiro mês do segundo ano, no primeiro dia do mês, o santuário foi levantado. 18Moisés levantou o santuário, colocou as bases e as tábuas, assentou as vigas e ergueu as colunas. 19Estendeu a tenda sobre o santuário, pondo em cima a cobertura da tenda, como o Senhor lhe havia mandado. 20Depois, tomando o documento da aliança, depositou-o dentro da arca e colocou sobre ela o propiciatório. 21E, introduzindo a arca no santuário, pendurou diante dela o véu de proteção, como o Senhor tinha prescrito a Moisés.
34Então a nuvem cobriu a Tenda da Reunião e a glória do Senhor encheu o santuário. 35Moisés não podia entrar na Tenda da Reunião, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do Senhor tomava todo o santuário.
36Em todas as etapas da viagem, sempre que a nuvem se elevava de cima do santuário, os

filhos de Israel punham-se a caminho; 37e nunca partiam antes que a nuvem se levantasse. 38Pois, de dia, a nuvem do Senhor repousava sobre o santuário, e de noite aparecia sobre ela um fogo, que todos os filhos de Israel viam, em todas as suas etapas.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 83

          Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
— Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

— Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo!

— Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar; vossos altares, ó Senhor Deus do universo! Vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor!

— Felizes os que habitam em vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força, caminharão com um ardor sempre crescente.

— Na verdade, um só dia em vosso templo vale mais do que milhares fora dele! Prefiro estar no limiar de

vossa casa, a hospedar-me na mansão dos pecadores!

EVANGELHO: Mt 13,47-53

         – O Senhor esteja convosco.
          – Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
          – Glória a vós, Senhor.

         Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 47“O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam.
49Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí, haverá choro e ranger de dentes. 51Com­preendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”.
52Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”.

53Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.

– Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.

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Comentário do Evangelho

O fim do sermão das parábolas reforça a ideia de que nem todo mundo é apto para o Reino dos Céus. Há uma seleção de peixes na praia. Ficam com os bons. Jogam fora os que não prestam. Será assim no fim dos tempos. Os maus irão para a fornalha de fogo e os justos para o Reino dos Céus. A interpretação comum é a dos novíssimos: morte, juízo, inferno, paraíso. Os que são maus pensem bem enquanto estão a caminho. Ninguém precisa ir parar na fornalha de fogo. Outra interpretação: nem todos são construtores do Reino nesta terra, embora possam ir para o céu. De qualquer forma, é bom ser sábio. Estar no novo sem se desfazer do antigo e não rejeitar o novo por causa do antigo. Aquele que antes era escriba e depois se tornou discípulo do Reino adquiriu a sabedoria e se tornou capaz de tirar de seu tesouro coisas novas e velhas. É homem do seu tempo sabendo manter vivo o que lhe transmitiram os antigos. Este discípulo é sem dúvida o próprio evangelista São Mateus, que soube ver realizado no Novo Testamento o que foi dito no Primeiro Testamento confiado a Israel.
Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial
Jesus costumava ensinar o povo por meio de parábolas, e nós tivemos contato com muitas delas ao longo da semana. Também hoje a liturgia nos traz uma parábola sobre o Reino dos Céus. O Reino agora é comparado a uma rede que foi lançada ao mar e pegou peixes de todos os tipos.
Peçamos ao Espírito Santo que nos oriente para bem compreendermos os ensinamentos de Jesus. Rezemos: “Senhor Jesus Cristo, envia sobre nós, como prometeste, teu Espírito Santo. Que Ele nos conceda a vida e nos ensine a plenitude da verdade. Que nele encontremos a salvação, felicidade e plenitude de amor. Amém.”

Leitura (Verdade)
O que diz o texto? Com que imagens Jesus compara o Reino dos Céus? O que representa a separação dos peixes bons e dos que não prestavam, dos maus e dos justos, das coisas novas e das velhas tiradas do baú? Em que momento se dará essa separação?
“Dentre as primitivas comunidades cristãs oriundas do judaísmo, surgiram tradições sobre Jesus inspiradas a partir do Primeiro Testamento, como o escriba ‘que tira de seu tesouro coisas novas e velhas’. Os evangelistas elaboram seus evangelhos coletando estas tradições, marcadas pela ideologia do messianismo davídico de glória e poder, já descartado por Jesus. A parábola de hoje, com um estilo bem característico de Mateus, pretende descrever o juízo final, apresentando-o de maneira excludente e violenta. A separação entre bons e maus e o cruel destino dos maus na fornalha de fogo, com ranger de dentes, exprimem mais o julgamento do Deus do Primeiro Testamento, que, no ‘dia de Javé’, viria para exterminar os inimigos do povo eleito, o qual, purificado, seria elevado à gloria e ao poder sobre as demais nações. A grande novidade de Jesus, contudo, é a revelação do Deus de amor e misericórdia. A exemplo de Jesus, nossos julgamentos não são de condenação do mundo, mas, sim, de reconhecimento do amor pleno de Deus, que tudo transforma e a todos acolhe em seu seio divino” (Reflexão de José Raimundo Oliva, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)
“Precisamos sempre de contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro. Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado” (Papa Francisco, Misericordiae Vultus).

Oração (Vida)
O Senhor Deus é justo, clemente e misericordioso. Agradeçamos seu amor, que nos concede a vida renovada. Agradeçamos a Palavra deste dia e seus ensinamentos.

Contemplação (Vida e Missão)
Sintetize, em poucas palavras, o apelo que você sentiu, para colocá-lo em prática durante o dia. O que você se propõe a viver? Como pretende atingir esse propósito?

Bênção
– Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
– Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
– Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
– Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

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