Oração diária, O bom relacionamento fraterno precisa de correção e perdão. Não de correção e vingança, mas de compreensão.

Na liturgia diária de hoje lemos o Evangelho: Mt 18,21 – 19,1

O perdão vem do fundo do coração de quem sabe o que significa amar. Jesus adverte que somente seremos perdoados pelo Pai se soubermos perdoar nossos irmãos. Façamos a oração do dia: Pai, predispõe meu coração para o perdão, e que eu esteja sempre disposto a perdoar e a querer viver reconciliado com meu semelhante.

19ª Semana do Tempo Comum – Ano Litúrgico A

Liturgia do dia 13 de agosto de 2020

PRIMEIRA LEITURA: 

Leitura da Profecia de Ezequiel – 1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Filho do homem, estás morando no meio de um povo rebelde. Eles têm olhos para ver e não veem, ouvidos para ouvir e não ouvem, pois são um povo rebelde. 3Quanto a ti, Filho do homem, prepara para ti uma bagagem de exilado, em pleno dia, à vista deles. Emigrarás do lugar onde estás, à vista deles, para outro lugar. Talvez percebam que são um povo rebelde. 4Deverás tirar a bagagem em pleno dia, à vista deles, como se fosse a bagagem de um exilado. Mas deverás sair à tarde, à vista deles, como quem vai para o exílio.


5À vista deles deverás cavar para ti um buraco no muro,

pelo qual sairás; 6deverás carregar a bagagem nas costas e retirá-la no escuro. Deverás cobrir a face para não ver o país, pois eu fiz de ti um sinal para a casa de Israel”.


7Eu fiz assim como me foi ordenado. Tirei a bagagem durante o dia, como se fosse a bagagem de exilado; à tarde, abri com a mão um buraco no muro. Saí no escuro, carregando a bagagem às costas, diante deles. 8De manhã, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 9“Filho do homem, não te perguntaram os da casa de Israel, essa gente rebelde, o que estavas fazendo?


10Dize-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Este oráculo refere-se ao príncipe de Jerusalém e a toda a casa de Israel que está na cidade. 11Dize: Eu sou um sinal para vós. Assim como eu fiz, assim será feito com eles: irão cativos para o exílio. 12O príncipe que está no meio deles levará a bagagem às costas e sairá no escuro. Farão no muro um buraco para sair por ele. O príncipe cobrirá o rosto para não ver com seus olhos o país.

– Palavra do

Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 78(77)

— Das obras do Senhor não se esqueçam.
— Das obras do Senhor não se esqueçam.

— Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, recusando-se a guardar os seus preceitos. Como seus pais, se transviaram, e o traíram como um arco enganador que volta atrás;

— Irritaram-no com seus lugares altos, provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos. Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, e repeliu com violência a Israel.

— Entregou a sua arca ao cativeiro, e às mãos do inimigo a sua glória; fez perecer seu povo eleito pela espada, e contra a sua herança enfureceu-se

EVANGELHO:  Mt 18,21 – 19,1

– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 18,21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus

é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna.

25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’.

29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muitos tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 

33Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’
34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

– Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

O bom relacionamento fraterno precisa de correção e perdão. Não de correção e vingança, mas de compreensão. Os dogmas de fé continuam os mesmos, os princípios morais são os de sempre: não dizemos que está certo o que está errado e, no entanto, abraçamos e acolhemos todo mundo. O irmão pecou contra mim, me ofendeu, me deu prejuízo, me caluniou mais de uma vez. Quantas vezes devo perdoá-lo? Setenta vezes sete vezes. Podemos começar a contar. Se quisermos ser exatos, serão 490 vezes. E se pecar contra Deus, contra as verdades da fé, se blasfemar contra Jesus? Ele mesmo já disse uma vez que tudo será perdoado, menos o pecado contra o Espírito Santo. Deixemos por conta de Deus a vingança e a punição. Da nossa parte, acolhamos quem quer que seja para sermos também acolhidos pelo Pai. Acolhamos e andemos juntos no rumo certo. Podemos empurrar o irmão e jogá-lo precipício abaixo pelos erros que cometeu, e podemos entrelaçar os braços e caminhar juntos num esforço fraterno, até alcançarmos o lugar onde estão as verdadeiras alegrias. No fim dos quatro primeiros Sermões, São Mateus escreve que Jesus terminou essas palavras e foi para outro lugar. Ao término do último Sermão, Mateus escreverá: “Quando Jesus terminou todas essas palavras…”. É assim que ele organiza as palavras de Jesus no seu Evangelho.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial

Hoje celebramos a memória de Santa Dulce dos pobres. O Evangelho mais uma vez, nos convida a refletir sobre o perdão e a caridade. É Pedro quem questiona Jesus: “Quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”. Para Jesus, porém, o perdão não tem limites: “Não apenas sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

Peçamos as luzes do Espírito Santo para compreendermos os ensinamentos de Jesus transmitidos por meio de sua Palavra: “Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tua Palavra. Envia teu Espírito Santo para que eu não tenha medo de escutá-la e vivê-la conforme a tua vontade. Que a Palavra transforme o meu coração através da fé e confiança que eu deposito em ti. Amém.”

Leitura (Verdade)

Leia o texto pausadamente e procure imaginar a narrativa. Depois, faça uma segunda leitura, detendo-se nos personagens. Quais palavras se repetem? Faça um paralelo entre os dois personagens que pedem o perdão de suas dívidas. Por que um recebeu o perdão e o outro não? Como você compreende as palavras de Jesus – “Não apenas sete vezes, mas até setenta vezes sete” – em relação ao perdão?

“Na discussão casuística sobre o perdão, perdoar três vezes era considerado suficiente para os rabinos. A proposta de Pedro pretende ser generosa, mas fica muito longe das setenta vezes sete indicadas por Jesus. Ele revela que é este o critério que Deus utiliza para perdoar seu povo. É impressionante o número de vezes que os Evangelhos falam do perdão. Somos uma comunidade santa e pecadora, e o perdão é a condição para manter de pé esta comunidade. Perdoar é dar ao outro o direito de ser feliz, de recomeçar a vida. É habilitar-nos ao perdão de Deus. E é mostrar que somos filhos do Pai que é infinito na misericórdia. A última atitude de Jesus na cruz foi a de implorar o perdão para nós.” (Viver a Palavra – 2020. Frei Aldo Colombo – Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)

Vamos trazer o texto para a nossa vida. De que forma a Palavra de Deus está em sintonia com a realidade em que eu vivo? É fácil perdoar? Conseguimos dar o perdão quando alguém nos pede? Nós pedimos o perdão quando ofendemos alguém? Quais sentimentos a Palavra de Deus desperta em mim? Fique em silêncio por alguns instantes para compreender melhor esta Palavra.

O perdão vem do fundo do coração de quem sabe o que significa amar. Quem ama perdoa. Jesus adverte que somente seremos perdoados pelo Pai se soubermos perdoar nossos irmãos. O perdão é o desejo mais sincero de viver a comunhão com os outros.

Oração (Vida)

Hoje, peça ao Senhor a graça de perdoar as pessoas que o(a) ofenderam e de dar o perdão sem medidas. Apresente ao Senhor os sentimentos que estão presentes em seu coração e os apelos que a Palavra lhe fez. Oração do Pai-nosso…

Contemplação (Vida e Missão)

Senhor, ensinai-me a matemática do perdão!
Com a palavra na mente e no coração, qual atitude você se propõe a viver no dia de hoje?

Bênção

  • O Senhor Deus nosso Pai esteja sempre conosco.
  • Ele está no meio nós.

Oremos: “Senhor nosso Deus, Que enviastes Vosso Filho ao mundo Para curar as nossas enfermidades, Levar sobre Si as nossas dores, Redimir nossos pecados e Nos dar a Vida Eterna que vem de Vós, Tendes Piedade de nós!

Deus Misericordioso, Que cuida de todas as Vossas Criaturas, Atendei as nossas suplicas, e Segundo a Vossa Vontade, Protegei o Vosso Povo, Oprimido por essa doença terrível. Guardai e mantenhais a saúde daqueles Que não contraíram essa doença e Dai Senhor, aos que a contraíram, Paciência fortalecida, fé renovada e A cura desse mal, Para que todos nós desfrutemos De plena e duradoura saúde! Por Jesus Cristo nosso Senhor.” Amém.

Todo o Louvor, toda a Honra, toda a Gratidão, Toda a Fé, toda a Confiança, Toda a Adoração e toda a Glória Sejam dadas aos Senhor nosso Deus, Agora e para sempre! Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo! Amém.

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