Liturgia diária, A parábola dos talentos - Mt 25,14-30

Na liturgia diária de hoje lemos o Evangelho: Mt 25,14-30

texto

Façamos a oração do dia: Pai, dá-me senso da responsabilidade e faze-me entender que o serviço amoroso e gratuito a meu próximo é o único caminho de fazer multiplicar os dons que de ti recebi.

33º Domingo do Tempo Comum – Ano Litúrgico A

Liturgia do dia 15 de novembro de 2020

PRIMEIRA LEITURA:  Pr 31,10-13.19-20.30-31

Leitura do Livro dos Provérbios – 10Uma mulher forte, quem a encontrará? Ela vale muito mais do que as joias. 11Seu marido confia nela plenamente, e não terá falta de recursos. 12Ela lhe dá só alegria e nenhum desgosto, todos os dias de sua vida. 13Procura lã e linho, e com habilidade trabalham as suas mãos.

19Estende a mão para a roca, e seus dedos seguram o fuso. 20Abre suas mãos ao necessitado e estende suas mãos ao pobre.
30O encanto é enganador e a beleza é passageira; a mulher que teme ao Senhor, essa sim, merece louvor.
31Proclamem o êxito de suas mãos, e na praça louvem-na as suas obras!

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 128(127

— Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!
— Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

— Feliz és tu, se temes o Senhor/ e trilhas

seus caminhos!/ Do trabalho de tuas mãos hás de viver,/ serás feliz, tudo irá bem!

— A tua esposa é uma videira bem fecunda/ no coração da tua casa;/ os teus filhos são rebentos de oliveira/ ao redor de tua mesa.
— Será assim abençoado todo homem/ que teme o Senhor./ O Senhor te abençoe de Sião,/ cada dia de tua vida.

SEGUNDA LEITURA: 1Ts 5,1-6

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses – 1Quanto ao tempo e à hora, meus irmãos, não há por que vos escrever.
2Vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como um ladrão, de noite.

3Quando as pessoas disserem: “Paz e segurança!”, então de repente sobrevirá a destruição, como as dores de parto sobre a mulher grávida. E não poderão escapar.

4Mas vós, meus irmãos, não estais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão.
5Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite, nem das trevas. 6Portando, não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Mt 25,14-30

– O Senhor esteja convosco.
– Ele está

no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus
– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: “Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens.

15A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou.
16O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles e lucrou outros cinco.
17Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois.

18Mas aquele que havia recebido um só saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o dinheiro do seu patrão.
19Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados.
20O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco, que lucrei’. 21O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão

pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’

22Chegou também o que havia recebido dois talentos, e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. 23O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’

24Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. 25Por isso, fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’.
26O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e ceifo onde não semeei? 27Então, devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’.

28Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! 29Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes’”.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

O que fizemos com os talentos que nos foram confiados? No Sermão das Cinzas, o Padre Antônio Vieira deixa aos ouvintes quatro perguntas: primeira, quanto tenho vivido? Segunda, como vivi? Terceira, quanto posso viver? Quarta, como é bem que viva, ou como devo viver?

Boas questões para nos colocarmos diante do julgamento de Deus. Vale a pena reler o soneto de Frei Antônio das Chagas, escrito em Portugal no século 16, sobre a prestação de contas do tempo que nos foi dado: “Deus pede hoje estrita conta do meu tempo e eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.

Mas como dar, sem tempo, tanta conta, eu que gastei sem conta tanto tempo? Para ter minha conta feita a tempo, o tempo me foi dado e não fiz conta. Não quis, tendo tempo, fazer conta. Hoje quero fazer conta e não há tempo. Oh! Vós, que tendes tempo sem ter conta, não gasteis vosso tempo em passatempo.

Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta. Pois aqueles que sem conta gastam tempo, quando o tempo chegar de prestar conta, chorarão, como eu, se não der tempo”. O tempo passa, escreve Olavo Bilac: “Sou o tempo que passa, que passa, sem princípio, sem fim, sem medida. Vou levando a ventura e a desgraça, vou levando as vaidades da vida. A correr, de segundo em segundo, vou formando os minutos que correm.

Formo as horas que passam no mundo, formo os anos que nascem e morrem. Ninguém pode evitar os meus danos. Vou correndo sereno e constante: Desse modo, de cem em cem anos, formo um século e passo adiante. Trabalhai, porque a vida é pequena e não há para o tempo demora! Não gasteis os minutos sem pena! Não façais pouco caso das horas!”.

Disse Paulo aos irmãos de Tessalônica, quanto aos tempos e momentos: “O dia do Senhor vem como um ladrão durante a noite. Não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, vigiemos e sejamos sóbrios”. E o que fazemos enquanto o Senhor não vem? Trabalhamos. A mulher do Livro dos Provérbios nos dá o exemplo: “Trabalhai, porque a vida é pequena e não há para o tempo demora!”.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial

Liturgia do 33º domingo do Tempo Comum. A parábola dos talentos nos faz refletir sobre os dons que Deus nos concede e sobre a forma como os colocamos em prática. Peçamos as luzes do Espírito Santo para acolhermos esta Palavra em nossa vida neste dia.

Leitura (Verdade)

O que diz o texto? Quais palavras chamaram sua atenção durante a leitura? Quais são as orientações de Jesus? Qual é a temática central da narrativa?

“Qual é mesmo o conceito que fazemos de Deus? Um senhor foi viajar e confiou seus bens aos seus servos. O talento era uma moeda poderosa, equivalente a alguns quilos de ouro. O proprietário não disse como deviam usá-los. Isto significa total confiança. Apostou na fidelidade criativa dos servos.

Cada um recebeu conforme suas capacidades. Na parábola há um criminoso sem crime. É aquele que teve medo, escondeu o talento e recusou partilhá-lo. Simboliza o cristão marcado pela anemia espiritual. Contenta-se com o mínimo, não enfrenta riscos. Outra parábola fala do grão de trigo que não aceita morrer e, por isso, fica só. Somos parceiros de Deus. Ele precisa de nossas mãos, de nossos pés e de nosso coração.”

Meditação (Caminho)

A parábola evangélica alude a dois tipos de discípulos do Reino. Os primeiros são espertos em aplicar os dons recebidos de Deus, fazendo-os frutificar em gestos de bondade e de misericórdia. Os outros, insensíveis aos sofrimentos alheios, fecham-se em seu mundo, sem motivação para fazer o bem. Onde eu me encontro? Sou criativo(a) na fé e na caridade ou estou acomodado(a)?

Oração (Vida)

“Senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, rosto humano de Deus e rosto divino do homem, acendei em nossos corações o amor ao Pai que está no céu e a alegria de sermos cristãos. Vinde ao nosso encontro e guiai os nossos passos para seguir-vos e amar-vos na comunhão da vossa Igreja, celebrando e vivendo o dom da Eucaristia, carregando a nossa cruz e ungidos por vosso envio.

Dai-nos sempre o fogo do vosso Santo Espírito, que ilumine as nossas mentes e desperte em nós o desejo de contemplar-vos, o amor aos irmãos, especialmente aos aflitos, e o ardor por anunciar-vos. Discípulos e missionários vossos, nós queremos remar mar adentro, para que os nossos povos tenham em Vós vida abundante e construam com solidariedade a fraternidade e a paz. Senhor Jesus, vinde e enviai-nos! Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós. Amém” (Bento XVI, 2007).

Contemplação (Vida e Missão)

Qual novo olhar nasceu em você, a partir da palavra? Quais compromissos você deseja concretizar em sua vida?

Bênção

  • O Senhor Deus nosso Pai esteja sempre conosco.
  • Ele está no meio nós.

Oremos: “Senhor nosso Deus, Que enviastes Vosso Filho ao mundo Para curar as nossas enfermidades, Levar sobre Si as nossas dores, Redimir nossos pecados e Nos dar a Vida Eterna que vem de Vós, Tendes Piedade de nós!

Deus Misericordioso, Que cuida de todas as Vossas Criaturas, Atendei as nossas suplicas, e Segundo a Vossa Vontade, Protegei o Vosso Povo, Oprimido por essa doença terrível. Guardai e mantenhais a saúde daqueles Que não contraíram essa doença e Dai Senhor, aos que a contraíram, Paciência fortalecida, fé renovada e A cura desse mal, Para que todos nós desfrutemos De plena e duradoura saúde! Por Jesus Cristo nosso Senhor.” Amém.

Todo o Louvor, toda a Honra, toda a Gratidão, Toda a Fé, toda a Confiança, Toda a Adoração e toda a Glória Sejam dadas aos Senhor nosso Deus, Agora e para sempre! Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo! Amém.

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