Liturgia diária, Operários da Vinha - Mt 20,1-16a

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25ª Semana do Tempo Comum – Ano Litúrgico A

24 de setembro de 2017

ORAÇÃO DO DIA

Pai, que eu jamais me deixe levar pelo espírito de ambição e de rivalidade, convencido de que, no Reino, somos todos iguais, teus filhos.

PRIMEIRA LEITURA:  Is 55,6-9

Leitura do Livro do Profeta Isaías – 6Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto.
7Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão.
8Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor.
9Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra..

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 144

          — O Senhor está perto da pessoa que o invoca!
— O Senhor está perto da pessoa que o invoca!

— Todos os dias haverei de bendizer-vos,/ hei de louvar o vosso nome para sempre./ Grande é o Senhor e muito digno de louvores,/ e ninguém pode medir sua grandeza.

— O Senhor está perto da pessoa que o invoca!
— Misericórdia

e piedade é o Senhor,/ ele é amor, é paciência, é compaixão./ O Senhor é muito bom para com todos,/ sua ternura abraça toda criatura.

— É justo o Senhor em seus caminhos,/ é santo em toda obra que ele faz./ Ele está perto da pessoa que o invoca,/ de todo aquele que o invoca lealmente.

SEGUNDA LEITURA: Fl 1,20c-24.27a

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses – Irmãos: 20cCristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. 21Pois, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro.
22Entretanto, se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso, neste caso, não sei o que escolher.
23Sinto-me atraído para os dois lados: tenho o desejo de partir, para estar com Cristo — o que para mim seria de longe o melhor — 24mas para vós é mais necessário que eu continue minha vida neste mundo.
27aSó uma coisa importa: vivei à altura do Evangelho de Cristo.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Mt 20,1-16a

         – O Senhor esteja convosco.
          – Ele

está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
          – Glória a vós, Senhor.

          Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: 1“O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha.
3Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, 4e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. 5E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três da tarde, e fez a mesma coisa.
6Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ 7Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para

a minha vinha’.
8Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’
9Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. 10Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata.
11Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’.
13Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? 14Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. 15Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’
16aAssim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

– Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.

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Comentário do Evangelho

Alegrar-se com o bem dos outros é, sem dúvida, a maior expressão da qualidade do nosso relacionamento. Nossa maior dificuldade está nos nossos relacionamentos. Sentimos isso quando estamos bem com os outros. Se os relacionamentos vão bem, a gente se sente bem e tem disposição para superar os outros problemas. A ajuda mútua leva a um relacionamento positivo e faz a gente estar de bem com todos. Na parábola contada por Jesus, alguém contrata trabalhadores para um trabalho de roça. Isso é feito em vários momentos do dia, uns começando bem mais cedo do que outros, que iniciam o trabalho quase no fim do dia. E todos recebem o mesmo pagamento. O patrão paga o que combinou: uma moeda de prata para cada um. Surge então o problema. Quem trabalhou o dia inteiro não aceita receber o mesmo que aqueles que trabalharam somente algumas horas. Não aceita a bondade do patrão e não se alegra com o bem dos companheiros de trabalho. Por que não ficar feliz com o outro que, tendo trabalhado menos, recebe igual pagamento? Por que temos dificuldade em nos alegrar com o bem dos outros! Aqui não há injustiça. Há generosidade. No entanto, o nosso pensamento caminha em outra direção: se não para mim, também não para o outro! Por que não para mim? “O melhor e o primeiro para o meu companheiro”, ensinava na Espanha um Cardeal chamado Cisneros. Evite as injustiças e proteste contra elas, mas faça o exercício de deixar o que é melhor para os outros e fique feliz com isso. O profeta Isaías mostra que os nossos pensamentos e os nossos caminhos nem sempre coincidem com os de Deus. Não pensamos como Deus pensa nem agimos como ele. A distância entre o pensamento de Deus e o nosso é como a distância entre o céu e a terra. Isaías caracteriza a Deus como alguém que é generoso no perdão. Nós, ao contrário, costumamos ser mesquinhos. Não nos sentimos bem com o bem dos outros. Uma boa pratica é pedir a Deus que multiplique tudo o que o outro tem e que eu não tenho, sem que me falte o necessário. Pensando na morte, Paulo tem certeza de que é bem melhor estar definitivamente com Cristo no céu, mas, se estar aqui é bom e útil para os irmãos, torna-se difícil escolher. O que importa é que Cristo seja engrandecido em nossa vida e que nossa vida seja digna do Evangelho de Cristo. Mesmo sabendo que é melhor partir, Paulo pensa nos irmãos e irmãs que podem precisar dele. Ele se alegra com o bem do outro.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas

LEITURA ORANTE

Oração Inicial
Liturgia do 25º domingo do Tempo Comum. Peçamos ao Espírito Santo que nos conduza em nossa leitura orante, para compreendermos o coração misericordioso de Deus, que chama a todos para participarem do seu Reino. Rezemos: “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será criado, e renovareis a face da terra. Oremos: Senhor, nosso Deus, que pela luz do Espírito Santo instruístes o coração dos vossos fiéis, fazei-nos dóceis ao mesmo Espírito, para apreciarmos o que é justo e nos alegrarmos sempre com a sua presença. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”

Leitura (Verdade)
O que diz o texto? A quem Jesus está instruindo? Qual ensinamento Jesus quer transmitir por meio da parábola? Quem é Deus? O que representa a vinha? Quem são os convidados a participar do Reino?
“Após abordar o tema do desprendimento em face da ambição das riquezas, Mateus insere uma parábola narrativa – uma exclusividade sua – dentro do lema: ‘Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos’, o qual não se adapta bem à parábola. Ela é dirigida às comunidades de judeu-cristãos que estavam em conflito com as sinagogas. Os judeus das sinagogas rejeitavam aqueles que aderiam ao Cristianismo e ameaçavam expulsá-los de seu convívio. Eles não admitiam que, no Cristianismo, os pagãos se considerassem eleitos de Deus, assim como eles próprios se consideravam, conforme sua tradição do Primeiro Testamento.
Mateus quer instruir as comunidades de judeu-cristãos no sentido de que compreendam que, pela revelação de Jesus, Deus não faz distinção entre privilegiados e excluídos, tratando a todos com misericórdia e amor, em igualdade de direitos. No seu amor abrangente, Deus não se limita ao exclusivismo pretendido pelo Judaísmo. Assim, na parábola os trabalhadores de última hora (os gentios), ao receberem seu pagamento, são tratados em pé de igualdade com relação aos primeiros que vieram trabalhar na vinha (o povo de Israel). As parábolas partem de imagens extraídas da vida real. Analisando-as na parábola de hoje, vemos que, no cenário, aparecem o dono da vinha e os trabalhadores desocupados na praça, personagens característicos, respectivamente, da tradição de Israel e de uma cidade grega. Esses ‘desocupados’ não eram indolentes, mas viviam a amargura do desemprego e da busca de um trabalho para a sobrevivência diária, excluídos pelo sistema social” (Reflexão de José Raimundo Oliva, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)
O que o texto diz a você? Qual ensinamento a parábola lhe revela? O que ela o(a) convida a viver? Quais sentimentos a Palavra despertou em você?
“Por um lado, pode-se ver na parábola a expressão da simples generosidade do proprietário que convocou os operários. Com pena dos últimos, decidiu dar-lhes o mesmo que pagou aos outros. Por outro lado, é possível perceber nas imagens o significado do trabalho: não é mercadoria que se vende, avaliado pela quantidade da produção que dele resultou; é o meio de subsistência das pessoas e da família, bem como serviço à comunidade, pela partilha de seus frutos. Todos têm direito ao essencial para sua sobrevivência. Na parábola, a todos foi dado o necessário para a sobrevivência de um dia, independentemente da quantidade de sua produção. A venda do fruto do trabalho por um salário é uma alienação da dignidade do trabalhador e da trabalhadora. É vender uma parte do seu ser, de seu próprio corpo, do fruto de seu trabalho, para a acumulação de riqueza e prazer do patrão” (Reflexão de José Raimundo Oliva, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Oração (Vida)
“Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho muito amado do Pai, caminho único para chegarmos a Ele. Nós vos louvamos e agradecemos, porque sois o exemplo que devemos seguir. Com simplicidade queremos aprender de Vós o modo de ver, julgar e agir. Queremos ser atraídos por vós, para que, caminhando nas vossas pegadas, possamos viver dia a dia a liberdade dos filhos de Deus, renunciando a nós mesmos para buscar em tudo a vontade do Pai. Aumentai nossa esperança, impulsionando plenamente o nosso ser e o nosso agir. Ajudai-nos a retratar em nossa vida a vossa imagem, para que assim vos possamos possuir eternamente no céu. Amém.”

Contemplação (Vida e Missão)
Qual é a aplicação da Palavra em sua vida? O que você se propõe a viver? Como pretende atingir esse propósito?

Bênção
– Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
– Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
– Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
– Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

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