Liturgia diária, Multiplicação dos pães - Mt 14,13-21

18ª Semana do Tempo Comum – Ano Litúrgico A

07 de agosto de 2017

ORAÇÃO DO DIA

Pai, abre meu coração para a solidariedade, a fim de que, diante de meu semelhante necessitado eu sinta a alegria de partilhar com ele o que me deste.

PRIMEIRA LEITURA:  Nm 11,4b-15

Leitura do Livro dos Números

Naqueles dias, 4bos filhos de Israel começaram a lamentar-se, dizendo: “Quem nos dará carne para comer? 5Vêm-nos à memória os peixes que comíamos de graça no Egito, os pepinos e os melões, as verduras, as cebolas e os alhos. 6Aqui nada tem gosto ao nosso paladar, não vemos outra coisa a não ser o maná”.
7O maná era parecido com a semente do coentro e amarelado como certa resina. 8O povo se dispersava para o recolher e o moía num moinho, ou socava num pilão. Depois o cozinhavam numa panela e faziam broas com gosto de pão amassado com azeite.
9À noite, quando o orvalho caía no acampamento, caía também o maná. 10Moisés ouviu, pois, o povo lamentar-se em cada família, cada um à entrada de sua tenda. 11Então o Senhor tomou-se de uma cólera violenta, e Moisés, achando também tal coisa intolerável, disse ao Senhor: “Por que maltrataste assim o teu povo? Por que gozo tão pouco do teu favor, a ponto de descarregares sobre mim o peso de todo este povo? 12Acaso

fui eu quem concebeu e deu à luz todo este povo, para que me digas: ‘Carrega-o ao colo, como a ama costuma fazer com a criança; e leva-o à terra que juraste dar a seus pais!’? 13Onde conseguirei carne para dar a toda esta gente? Pois se lamentam contra mim, dizendo: ‘Dá-nos carne para comer!’ 14Já não posso suportar sozinho o peso de todo este povo: é grande demais para mim. 15Se queres continuar a tratar-me assim, peço-te que me tires a vida, se achei graça a teus olhos, para que eu não veja mais tamanha desgraça”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 80

          Exultai no Senhor nossa força!
— Exultai no Senhor nossa força!

— Mas meu povo não ouviu a minha voz, Israel não quis saber de obedecer-me. Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos, abandonei-os a seu duro coração.

— Quem me dera que meu povo me escutasse! Que Israel andasse sempre em meus caminhos! Seus inimigos, sem demora, humilharia e voltaria minha mão contra o opressor.

Os que odeiam o Senhor o adulariam, seria este seu destino para sempre; eu lhe daria de comer a flor do trigo, e com o mel que sai da rocha o fartaria.

EVANGELHO:  Mt 14,13-21

         – O Senhor esteja convosco.
          – Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
          – Glória a vós, Senhor.

         Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16Jesus

porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

– Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.

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Comentário do Evangelho

Uma grande multidão espera por Jesus. Jesus sente compaixão e cura os doentes. Os discípulos sugerem que se despeça o povo, para que procure alimento enquanto é dia. Jesus, porém, dá a eles uma resposta surpreendente. “Estas pessoas não precisam ir embora. Vocês mesmos vão dar a elas de comer”. Como, com cinco pães e dois peixes? Jesus vai ensiná-los a alimentar muita gente com pouco pão. Ergue os olhos e diz a bênção. Todos os judeus dizem uma bênção antes da refeição. Em seguida, parte os pães e os pedaços são distribuídos. Todos comem e ficam satisfeitos. Sabemos o que Jesus fez: partiu o pão e o distribuiu. Como os pedaços continuaram a se multiplicar, não sabemos. E os discípulos, poderão fazer o que Jesus fez?

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial
Neste início de mais uma semana, o Evangelho nos relata o encontro de Jesus com a multidão que foi ao seu encontro. Ao vê-la, Jesus encheu-se de compaixão, curou os doentes e, partilhando os pães e os peixes, alimentou os famintos. O Mestre nos ensina o valor da partilha, gesto concreto de amor.
Rezemos: “Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.”

Leitura (Verdade)
O que diz o texto? Por que Jesus se preocupa em alimentar a multidão? Com seus gestos, qual convite Jesus, hoje, nos faz? O que representa a partilha dos cinco pães e dos dois peixes?
“Esta narrativa da partilha dos pães entre Jesus, seus discípulos e a multidão encontra-se nos quatro evangelhos. Contudo, Marcos e Mateus apresentam uma segunda partilha, bastante semelhante, como que em reprise desta primeira; porém, diferencia-se na medida em que a primeira acontece na Galileia, e a segunda, em território exclusivo de gentios, fora da Galileia. João Batista, que com seu anúncio do Reino de justiça atraía a si as multidões, foi preso e executado por Herodes, no que teve o apoio dos chefes religiosos das sinagogas e do Templo de Jerusalém. Eles temiam João por seu anúncio libertador, conclamando à prática da justiça, e pela sua grande acolhida entre as multidões. Jesus percebe que ele próprio também pode sofrer o mesmo processo repressivo. Assim, retira-se para um lugar isolado com seus discípulos, indo de barco através do lago da Galileia (chamado mar da Galileia). As multidões, sabendo da sua partida, seguiram a pé pela margem do lago, acompanhando-o. Quando Jesus desembarca, já encontra a multidão e, ao ver-lhe a carência e as necessidades, sente compaixão, passando a curar os doentes. A presença dos doentes entre as multidões exprime uma situação de exclusão social, que favorece o surgimento e a proliferação das doenças. É muito expressiva a compaixão que invade Jesus diante dessas multidões. A menção das curas sugere o seu empenho em promover a vida entre esses excluídos. Ao entardecer, os discípulos percebem as necessidades das multidões e sugerem que sejam enviadas para comprar comida. Jesus, porém, mostra-lhes outra solução: ‘Vós mesmos dai-lhes de comer’. Os discípulos alegam, então, que têm apenas alguns pães e peixes. Jesus pede que sejam trazidos e, em seguida, os abençoa e os parte. Os discípulos os distribuem. O gesto toca o coração dos demais, que traziam reservadamente seu alimento. Eles também partilham, e todos são satisfeitos. A partilha é o gesto concreto do amor. O amor é contagioso e transforma a comunidade” (Reflexão de José Raimundo Oliva, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)
O que o texto diz a você? De que modo a Palavra o(a) provoca? Você acredita na força da partilha? Quais “pães” e “peixes” você tem para partilhar no dia de hoje?
“Na partilha se dá a abolição de uma sociedade escrava do mercado pela implantação da nova sociedade livre, justa e fraterna. A bênção de Jesus sobre os pães e peixes trazidos pelos discípulos significa redirecionar a Deus aquilo que é de Deus, bem como desvincular os bens da posse excludente para libertar o dom de Deus em sua criação, colocando-o ao alcance de todos. A bênção liberta também o coração, e a generosidade leva à partilha e à saciedade de todos. A sobra indica a eficiência da generosidade. A partilha é a expressão do amor de Jesus. Nada nos separa desse amor, que se manifesta, hoje, nas pessoas e comunidades que buscam a justiça e constroem a fraternidade” (Reflexão de José Raimundo Oliva, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Oração (Vida)
Com a oração do Pai-Nosso, pedimos ao Senhor que nos conceda o pão de cada dia, a nós e a todos que dele necessitam. Que saibamos ser fraternos, e que nosso coração compreenda o dom de partilhar.
“Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.”

Contemplação (Vida e Missão)
Qual novo olhar nasceu em você a partir da Palavra? Quais apelos o Senhor lhe faz hoje? Quais compromissos você deseja assumir em sua vida?

Bênção
– Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
– Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
– Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
– Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

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