Missa do Crisma

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Meus irmãos e minhas irmãs,

A Missa do Crisma deve ser celebrada, preferencialmente, na Quinta-feira Santa na Igreja Catedral, Sé de toda a Igreja Particular. Por isso, Senhor Arcebispo Metropolitano e os sacerdotes concelebram na Sé Catedral Diocesana. Constituídos, na última Ceia, “servos do Mistério”, realizam eles a unidade do seu sacerdócio no único grande Sacerdote, Jesus Cristo. Nesta Santa Eucaristia manifesta-se o mistério do sacerdócio de Jesus Cristo, participado pelos ministros constituídos em cada Igreja local, que renovam hoje seu compromisso ao serviço do povo de Deus.

O Bispo Diocesano, como pastor próprio da sua Igreja Particular, cercado pelos outros sacerdotes, abençoa os Santos Óleos, que serão usados nos diversos sacramentos: o óleo do crisma, misturado com perfumes, para significar o dom do Espírito no batismo, na crisma, na ordem; o óleo para os catecúmenos, que será ministrado no Batismo quando o batizado torna-se participante da Igreja e herdeiro da vida futura no céu; e o óleo para os enfermos, sinal da força que liberta do mal e sustenta na provação da doença. Através de uma realidade terrena já transformada pelo trabalho do homem – o óleo – e de um gesto simples e familiar – a unção –, exprime-se a

riqueza da nova existência em Cristo, que o Espírito continua a transmitir à Igreja até o fim dos séculos.

Meus irmãos e minhas irmãs,

A Missa do Crisma é o momento propício para que façamos uma reflexão sobre a importância da unidade entre o Presbitério ao redor de Seu Arcebispo Metropolitano. Por isso a antífona da Entrada já canta: “Jesus Cristo fez de nós um reino e sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele a glória e poder pelos séculos dos séculos, Amém!” (At 1,16).

A primeira leitura, retirada de Isaías (Is 61,1-3a.6a.8b-9), descreve a missão do profeta como pregador da salvação e do amor de Deus pelo seu povo, agora purificado pelo exílio no Egito. O objeto do seu anúncio é a libertação, através da qual Deus reconduzirá o povo à sua terra, fará com ele um novo pacto e o tornará um povo sacerdotal.

O anúncio da Boa Nova aos pobres é uma das obrigações primeiras de todos os ministros ordenados. O bispo, como pontífice máximo da sua Diocese, é o primeiro a se preocupar com os pequenos e os deserdados da

sorte. Os presbíteros, como primeiros colaboradores da ordem episcopal, são também responsáveis em socorrer os pobres, anunciar a justiça e a liberdade que vem de Deus, o Senhor Ressuscitado.

O verdadeiro sacerdote é aquele que se preocupa com as pequenas coisas e com os pequenos do Reino de Deus. A aliança que será celebrada eternamente pela Missa da Ceia do Senhor é a alegria que deve invadir o coração de todos os ordenados no sentido de fazer uma aliança eterna entre o sacerdócio real-ministerial e o sacerdócio batismal, entre o sacerdote-presbítero e o sacerdote-batizado.

O verdadeiro sacerdote é aquele que leva em consideração a Eucaristia diária como o grande momento de seu ministério e de sua ação pastoral. Assim nos ensina o Documento O PRESBÍTERO PASTOR E GUIA DA COMUNIDADE PAROQUIAL: “Sem sacerdotes verdadeiramente santos, seria muito difícil ter um bom laicado e tudo seria como que apagado” (n. 27). E continua o documento: “O sacerdócio ministerial, na medida em que configura

ao ser e ao agir sacerdotais de Cristo, introduz uma novidade na vida espiritual de quem recebeu esse dom. É uma vida espiritual conformada por meio da participação do senhorio de Cristo na sua Igreja e que amadurece no serviço ministerial à Igreja: uma santidade no ministério e pelo ministério” (n. 12).

Meus queridos irmãos,

A segunda leitura da Missa do Crisma é retirada do Livro do Apocalipse (Ap 1,5-8). Estamos diante de uma releitura dos textos do Êxodo e Isaías à luz do Evangelho de Nosso Senhor. Jesus, libertando-nos do pecado, faz de todos nós o novo e definitivo povo sacerdotal. O conceito de sacerdócio implica no de consagração, cujo sinal exterior é a unção com o óleo santo. Por isso, a Santa Igreja Católica continua a consagrar os óleos que servirão para assinalar a fronte de seus membros.

Irmãos queridos,

O Evangelho de Lucas (Lc 4,16-21) nos ensina que na nova e eterna aliança tudo tem valor, porque tudo procede do Ungido por excelência: Jesus Cristo. Nele, como ele mesmo declara, realiza-se em plenitude o texto de Is 6,1-2. Jesus demonstra através das obras a sua missão.

A missão de Jesus se prolonga na história pelo Colégio Apostólico. Na missão de cada bispo e de cada presbítero está a missão anunciada por Jesus: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a remissão aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos, e para proclamar um ano da graça do Senhor”. Esta missão é cumprida, ou melhor, cumprimento da missão do Antigo Testamento, conforme nos ensina a primeira leitura.

Esta missão de Jesus, dos apóstolos e dos ministros sagrados deve ser renovada, perante a renovação das promessas sacerdotais dos presbíteros para com o seu bispo. Os presbíteros respondem as indagações do Senhor Arcebispo. Eles prometem conformar-se estreitamente ao Senhor Jesus, aos mistérios de Cristo, ao amor de Deus, assumindo com amor a missão da Igreja. Os presbíteros prometem ser fiéis distribuidores dos mistérios de Deus pela missão de ensinar, pela santa eucaristia e demais celebrações litúrgicas, seguindo o Cristo Cabeça e Pastor. Desprendimento dos bens materiais e profunda união com o Arcebispo Metropolitano são apanágios básicos dos presbíteros no seguimento de Jesus Cristo.

Caros irmãos,

Oportuno é lembrar o significado que o Papa Bento XVI disse a respeito das mãos ungidas: “Além disso, recordemos que as nossas mãos foram ungidas com o óleo, que é o sinal do Espírito Santo e da sua força. Por que precisamente as mãos? A mão do homem é o instrumento do seu agir, é o símbolo da sua capacidade de enfrentar o mundo, exatamente de “o tomar pela mão”. O Senhor impôs as suas mãos sobre nós e agora quer as nossas mãos a fim de que, no mundo, se tornem suas. Deseja que elas não sejam mais instrumentos para tomar as coisas, os homens e o mundo para nós, para o reduzir à nossa posse mas, ao contrário, para que transmitam o seu toque divino, colocando-se ao serviço do seu amor. Quer que elas sejam instrumentos do serviço e, portanto, expressão da missão de toda a pessoa que se faz garante dele e que O transmite aos homens. Se as mãos do homem representam simbolicamente as suas faculdades e, em geral, a técnica como poder de dispor do mundo, então as mãos ungidas devem constituir um sinal da sua capacidade de doar, da criatividade no acto de plasmar o mundo com o amor e para isso, sem dúvida, temos necessidade do Espírito Santo. No Antigo Testamento, a unção é sinal da admissão para um serviço: o rei, o profeta, o sacerdote faz e dá mais do que aquilo que deriva da sua pessoa. De certo modo, é despojado de si próprio em função de um serviço, em que se põe à disposição de alguém que é maior do que ele. Se hoje Jesus se apresenta no Evangelho como o Ungido de Deus, como Cristo, então isto quer dizer precisamente que Ele age por missão do Pai e na unidade com o Espírito Santo e que, desta forma, entrega ao mundo uma nova realeza, um novo sacerdócio, um renovado modo de ser profeta que não busca a si mesmo, mas vive para Aquele em vista de quem o mundo foi criado. Hoje voltemos a colocar as nossas mãos à sua disposição e peçamos-lhe que nos tome novamente pelas mãos e que nos oriente”.

Irmãos caríssimos,

Que esta celebração de bênção dos santos óleos anime cada vez mais, na união do presbitério com o seu arcebispo, na comunhão necessária e básica para que se prolongue na história os mistérios da salvação. A Igreja Católica, única Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, nos convida a partir da instituição da Eucaristia e da renovação das promessas ministeriais a lançarmos as redes nas águas mais profundas, procurando a santidade que vem da Eucaristia, para que todos possamos anunciar o Evangelho àqueles que estão indiferentes ao anúncio da Salvação.

Cristo morreu na Cruz pela nossa salvação, portanto, todos devemos morrer pela nova evangelização. Assim seja!

Padre Wagner Augusto Portugal