Liturgia diária, Nossa Senhora das Dores - Lc 2,33-35

Na liturgia diária de hoje lemos o Evangelho: Jo 19,25-27

Façamos a oração do dia: Pai, a prática do amor e da justiça revele tua ação no íntimo do meu coração, transformando-me em instrumento de tua misericórdia, que eleva a humanidade decaída.

24ª Semana do Tempo Comum – Ano Litúrgico B

Liturgia do dia 15 de setembro de 2021

PRIMEIRA LEITURA: Hb 5,7-9 

Leitura da Carta aos Hebreus.

7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se a causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

SALMO  31(30)

— Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

— Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

— Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente. Porque sois justo, defendei-me e libertai-me; apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!

— Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!

— Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!

— A

vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor!

— Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.

EVANGELHO: Jo 19,25-27

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Ou (escolhe-se um dos Evangelhos)

Evangelho (Lc 2,33-35)

Naquele tempo, 33o pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão

os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda quanto de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

Fiel aos pés da cruz de Jesus estava Maria, sua mãe. É possível imaginar o que significa ser crucificado e morrer crucificado. Não conhecemos o suplício da cruz, por isso o imaginamos. Conhecemos, porém, a dor de uma mãe que perde o filho. O normal é que os filhos vejam a morte dos pais, que nasceram antes. Ver a morte do filho, que nasceu depois, é sempre doloroso. Ver o Filho morrer crucificado, zombado por judeus e romanos, foi o que Maria viu, firme, de pé, junto à cruz, recebendo a missão de ser Mãe de todos os discípulos do Filho que morria.

Os

discípulos também foram encarregados de cuidar da Mãe. E nós, filhos de hoje, nos unimos a ela em sua dor. Maria das Dores. Quantas mulheres entre nós se chamam “Das Dores”! A sequência “Stabat Mater”, na tradução do padre Ricardo Dias Netto, começa dizendo: “De pé, a mãe dolorosa junto da cruz, lacrimosa, via o filho que pendia. Na sua alma agoniada, enterrou-se a dura espada de uma antiga profecia”, a profecia do Velho Simeão quando o Menino Jesus foi apresentado no templo. Simeão abençoou José, Maria e o Menino, e disse a Maria: “Eis que este menino foi colocado para a queda e para o soerguimento de muitos em Israel, e como um sinal de contradição, e, a ti, uma espada traspassará tua alma, para que se revelem os pensamentos íntimos de muitos corações”. “Quanta angústia não sentia, Mãe piedosa, quando via as penas do Filho seu.”

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2021’, Paulinas

LEITURA ORANTE

Oração Inicial

Celebramos a memória litúrgica de Nossa Senhora das Dores. Maria partilhou as dores do seu Filho. Os mesmos braços que embalaram o Menino Deus, o tomaram morto, do alto da Cruz. Hoje, como Mãe, ela acompanha, intercede, se faz presente na vida de seus filhos que sofrem e os ensina a permanecerem firmes na fé.

Silenciando o coração, repita algumas vezes a oração: “Jesus Mestre, iluminai minha mente, movei meu coração, para que esta meditação produza em mim frutos de vida. Amém.”

Leitura (Verdade)

A presença de Maria nos Evangelhos é discreta, mas pontual. Depois das narrativas da infância, a encontramos nas Bodas de Caná; vez ou outra, a procura de seu filho e finalmente no momento crucial de sua entrega ao Pai. Ela é a primeira discípula de seu filho e fiel colaboradora na sua obra da redenção.

“Muitos são os títulos conferidos a Maria, mãe de Jesus e nossa mãe. Um dos mais significativos é o de Nossa Senhora das Dores. Na apresentação no Templo, o velho Simeão profetizou as dores que transpassariam o coração e a alma de Maria. Na hora dramática da cruz, Maria, de pé, contempla seu Filho e nele a redenção da humanidade. E Jesus não nos deixaria órfãos; nos deixou o seu mais preciso dom: sua mãe. E desde aquele momento, João a levou para sua casa. Será difícil encontrar um lar católico sem uma ou mais imagens de Maria. Sobretudo nas horas de sofrimento, ela nos acolhe, acaricia e enxuga nossas lágrimas. E, em todos os dias, indica o caminho e a vontade de seu Filho, nosso irmão Jesus.” 

Meditação (Caminho)

“A grandeza de Maria se encontra na nobreza de tantos cristãos que não se deixam vencer pelas provocações e pela sede de vingança que povoa os espíritos mesquinhos. Sua força espiritual e sua confiança na presença divina permitiam que todos os acontecimentos se tornassem caminhos para encontrar-se com a graça divina (…). Após cada momento de martírio de sua vida, após o desterro em terras longínquas e mesmo após as dores da cruz, Maria mostrava sempre ao mundo o Filho de Deus, o fruto abençoado de seu ventre, para que a esperança nunca morresse, mas que após as tempestades viesse sempre a bonança. Por sua comunhão com Deus, revelado em seu Filho e Filho de Deus, Maria está associada à obra da redenção divina.” 

Oração (Vida)

“Mãe de Jesus e minha Mãe! O Filho de Deus e ao mesmo tempo teu Filho, no alto da cruz, te indicou um homem e disse: ‘Mulher, eis o teu filho!’ Naquele homem ele te confiou cada um dos homens e das mulheres de todos os tempos. Por isso, abraças a todos e de todos te aproximas, para atraí-los maternalmente a ti e poderes apresentá-los a Jesus. Estás sempre onde estão os homens e as mulheres, onde quer que esteja a Igreja. Olha para nós com compaixão e, se cairmos, ajuda-nos a levantar-nos e a nos voltar para Cristo. Que seu Sangue, derramado no alto da cruz, seja fonte de vida e de salvação para todos. Amém”

Contemplação (Vida e Missão)

Qual novo olhar nasceu em você, a partir da palavra? Quais compromissos você deseja concretizar em sua vida? Nossa Senhora das Dores e da Esperança, olha para nós!

Bênção

Ó Deus, de quem provém toda a bênção e para quem sobe nosso louvor e nossa prece, por intercessão de Maria, vossa e nossa mãe, concedei-nos a paz, a alegria de vos servir e a esperança da plenitude no vosso Reino. Amém.

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