liturgia diaria Mt 14,13-21

Na liturgia diária de hoje lemos o Evangelho: Mt 14,13-21

O Evangelho nos conta a multiplicação dos pães e dos peixes. Jesus encheu-se de compaixão partilhando os pães e os peixes, alimentou os famintos. Façamos a oração do dia: Pai, abre meu coração para a solidariedade, a fim de que, diante de meu semelhante necessitado eu sinta a alegria de partilhar com ele o que me deste.

18º Domingo do Tempo Comum – Ano Litúrgico A

Liturgia do dia 02 de agosto de 2020

PRIMEIRA LEITURA: Is 55,1-3

Leitura do Livro do Profeta Isaías:

Assim diz o Senhor: 1“Ó vós todos que estais com sede, vinde às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite, sem nenhuma paga.

2Por que gastar dinheiro com outra coisa que não o pão, desperdiçar o salário senão com satisfação completa? Ouvi-me com atenção, e alimentai-vos bem, para deleite e revigoramento do vosso corpo. 3Inclinai vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida; farei convosco um pacto eterno, manterei fielmente as graças concedidas a Davi”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

SALMO 144

— Vós abris a vossa mão/ e saciais os vossos filhos.

— Vós abris a vossa mão/ e saciais os vossos filhos!

— Misericórdia

e piedade é o Senhor,/ ele é amor, é paciência, é compaixão./ O Senhor é muito bom para com todos,/ sua ternura abraça toda criatura.

— Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam/ e vós lhes dais no tempo certo o alimento;/ vós abris a vossa mão prodigamente/ e saciais todo ser vivo com fartura.

— É justo o Senhor em seus caminhos,/ é santo em toda obra que ele faz./ Ele está perto da pessoa que o invoca,/ de todo aquele que o invoca lealmente.

SEGUNDA LEITURA: Rm 8,35.37-39

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:

Irmãos: 35Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada? 37Em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou! 38Tenho a certeza de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os poderes celestiais, nem o presente, nem o futuro, nem as forças cósmicas, 39nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Mt 14,13-21

— O

Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!”.

16Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!”. 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”.

19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida, partiu os pães e

os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO DO EVANGELHO

O mês de agosto é o mês das vocações. Vocação quer dizer “chamado”. Você foi chamado por alguém para alguma coisa. Como somos leitores de textos bíblicos, vamos perguntar ao Evangelho do dia para que estamos sendo chamados, se ele pode nos dar uma resposta. Parece que a resposta da passagem de São Mateus que hoje lemos é clara e simples: somos chamados para dar de comer ao povo. Esta é a vocação de todos.

O Evangelho nos conta a multiplicação dos pães e dos peixes. Jesus ficou sabendo da morte de João Batista e foi sozinho, de barco, para um lugar deserto. Quando desembarcou, muita gente estava esperando por ele e, diz o Evangelho, que Jesus se encheu de compaixão e curou os que estavam doentes.

No fim do dia, os discípulos se aproximam e pedem que Jesus despeça a multidão, porque já era tarde e as pessoas precisavam comprar alguma coisa para comer. Foi então que Jesus lhes disse: “Vós mesmos dai-lhes de comer!”. Sabemos o resto da história. Jesus abençoou e multiplicou cinco pães e dois peixes, e todos que lá estavam comeram e ainda sobrou.

Nós somos os discípulos chamados por Jesus a dar de comer ao povo. Jesus, cheio de compaixão, toma a decisão de fazer alguma coisa pelo povo doente e faminto. Esta é a Palavra que o Senhor nos dirige hoje. Firmemos então este chamado como vocação de todos nós. Não sejamos indiferentes diante de alguém que tem fome ou sofre alguma doença.


A profecia de Isaías parece bonita demais para ser verdadeira. Deus chama por meio do profeta. Chama os que têm sede para beber água. Chama para comprar vinho e leite sem pagar. Se tiverem dinheiro, gastem com o que alimenta e satisfaz. Vão adiante e comam o que há de melhor e saboroso. Participem do banquete da Aliança definitiva. Deem de comer a quem aqui tem fome para participarem todos juntos do banquete preparado lá do outro lado. O que foi prometido a Davi se realizará, e não será a restauração da monarquia. O Senhor fará conosco uma Aliança eterna e nos dará a vida.

Jesus é a expressão do Amor do Pai. Sabemos pouco ou nada da vida íntima de Deus, mas podemos vê-la em suas manifestações. Jesus encheu-se de compaixão. Queremos participar dessa sua expressão de amor. Quem nos separará do amor de Cristo, pergunta São Paulo. Tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada? Tudo isso nos aproximará do amor de Cristo, seja para termos força para suportar as tribulações, seja para termos compaixão de todos os atribulados. Que Deus nos dê sabedoria para encontrarmos soluções para os problemas da vida. Que ele nos dê disposição e imaginação para procurarmos saídas nos momentos difíceis. Que nos dê fé suficiente para acreditarmos na força de cinco pães e dois peixes partilhados. Fomos chamados para levar o povo à mesa do Senhor, aqui na terra, onde está o pão de cada dia, e no baquete celeste, onde nos saciaremos com a visão de Deus.


Vocação é chamado e não dou resposta porque estou cansado e desmotivado. Faça silêncio e escute a suavidade deste chamado: “Venham a mim todos os que estão cansados e eu lhes darei descanso”. “Coragem! Jesus te chama!”

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2020’, Paulinas

LEITURA ORANTE

Oração Inicial

Neste 18º Domingo do Tempo Comum a Liturgia da Palavra toca nas coisas mais elementares da vida: sede e fome. O Evangelho nos relata o encontro de Jesus com a multidão que foi ao seu encontro. Ao vê-la, Jesus encheu-se de compaixão, curou os doentes e, partilhando os pães e os peixes, alimentou os famintos. O Mestre nos ensina o valor da partilha, gesto concreto de amor.

Rezemos: “Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.”

Leitura (Verdade)

O que diz o texto? Por que Jesus se preocupa em alimentar a multidão? Com seus gestos, qual convite Jesus, hoje, nos faz? O que representa a partilha dos cinco pães e dos dois peixes?

“Depois do banquete da morte, o banquete da vida. No banquete da morte estavam os grandes deste mundo; para o banquete da vida foram chamados os pobres. Os discípulos, assumindo a lógica deste mundo, pediram que mandasse embora as multidões e que cada um tentasse achar uma solução. A lógica de Jesus, que parte da compaixão, é a lógica da misericórdia e da partilha. Todos comeram e ficaram fartos. “Recolhei as sobras”, determina Jesus. O que nos sobra pode ser necessidade vital para os outros. Não podemos desistir porque não podemos solucionar toda a questão. Devemos começar fazendo o que podemos com o pouco que temos. Depois que tivermos feito a nossa parte, entregamos o problema a Deus.”

Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim? De que modo a Palavra me provoca? Acredito na força da partilha? Quais “pães” e “peixes” eu tenho para partilhar no dia de hoje?

A partilha é a expressão do amor de Jesus. Nada nos separa desse amor, que se manifesta, hoje, nas pessoas e comunidades que buscam a justiça e constroem a fraternidade.

Oração (Vida)

Com a oração do Pai-Nosso, pedimos ao Senhor que nos conceda o pão de cada dia, a nós e a todos que dele necessitam. Que saibamos ser fraternos, e que nosso coração compreenda o dom de partilhar.
“Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.”

Contemplação (Vida e Missão)

Qual novo olhar nasceu em você a partir da Palavra? Quais apelos o Senhor lhe faz hoje? Sua família costuma abençoar e agradecer as refeições? Quais compromissos você deseja assumir em sua vida?

Bênção

  • O Senhor Deus nosso Pai esteja sempre conosco.
  • Ele está no meio nós.

Oremos: “Senhor nosso Deus, Que enviastes Vosso Filho ao mundo Para curar as nossas enfermidades, Levar sobre Si as nossas dores, Redimir nossos pecados e Nos dar a Vida Eterna que vem de Vós, Tendes Piedade de nós!

Deus Misericordioso, Que cuida de todas as Vossas Criaturas, Atendei as nossas suplicas, e Segundo a Vossa Vontade, Protegei o Vosso Povo, Oprimido por essa doença terrível. Guardai e mantenhais a saúde daqueles Que não contraíram essa doença e Dai Senhor, aos que a contraíram, Paciência fortalecida, fé renovada e A cura desse mal, Para que todos nós desfrutemos De plena e duradoura saúde! Por Jesus Cristo nosso Senhor.” Amém.

Todo o Louvor, toda a Honra, toda a Gratidão, Toda a Fé, toda a Confiança, Toda a Adoração e toda a Glória Sejam dadas aos Senhor nosso Deus, Agora e para sempre! Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo! Amém.

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