Homilia Buscar o reino de Deus e a sua justiça

Jesus nos conclama na liturgia de hoje com grande poesia e sensatez:  “olhai os lírios dos campos!”(Cf. Mt 6, 28). Podemos dizer que Jesus não está pregando com esta admoestação a desocupação nem a despreocupação, mas apenas apontando a preocupação, aquilo que precede toda ocupação. Isso porque se a preocupação não está bem acertada, as nossas ocupações são todas em vão. Por isso, no início desta reflexão, devemos nos perguntar: Qual deve ser a nossa preocupação? Sem sombra de dúvida a nossa preocupação deve ser o REINO DE DEUS E A SUA JUSTIÇA. Buscar o Reino de Deus, nosso único Senhor e Redentor, a quem servimos nesta liturgia como dispensadores dos seus mistérios sagrados. Por isso, na Santa Eucaristia, sentimos que nosso Deus não nos abandona e não nos esquece. Deus ama o seu povo eleito e quer o seu bem. Os animais vivem em conformidade com o seu instinto natural e sempre vivem bem. O homem e a mulher, com as complicações criadas pelo mundo moderno, com aquilo que poderíamos dizer ser preocupações incorretas e mal aplicadas, como dinheiro, comida, vestuário, carro, apartamento, celular, computador, iPad, e todos os confortos muitas vezes desnecessários, nos afastam da busca do rosto sereno e radioso do nosso Deus e muitas vezes nos torna homens e mulheres injustos, insensatos e que não vive a Justiça de Deus.

Meus

irmãos,

A primeira Leitura, retirada do Livro de Isaías(cf. Is 49,14-15), nos ensina o abandono em Deus. Por isso devemos ter consciência da advertência de Isaías ao povo que vivia no exílio: “Acaso pode a mulher esquecer-se do filho pequeno, a ponto de não ter pena do fruto de seu ventre?”(Cf. Is 49, 15). É significativa esta afirmativa de Isaías. Se Deus nos criou e nos ama Ele nunca nos esquecerá. A confiança em Deus não pode ser vivida ou esperada de uma maneira mágica ou leviana. O povo que vivia no exílio pergunta ao profeta se a sua situação de abandono por causa da escravidão e da conseqüente falta de liberdade seria um esquecimento de Deus? O profeta responde que não, argumentando um absurdo: será que a mãe se esquece de seu bebê, esquece de amamentá-lo, dar-lhe banho, de cuidar dele quando ele chora?  E o profeta responde mesmo que se ainda isso viesse a acontecer, Deus não esqueceria da mulher que foi displicente, em vista do amor de Deus pelas suas criaturas, que é o amor entranhável, como de uma mãe pelo seu filho. O homem também deve colaborar com Deus, fazendo o bem, olhando o irmão com caridade e amor. O amor de Deus não desiste de nós.

O

profeta põe na boca da “mulher” Jerusalém (o nome “Sião” é sinônimo de Jerusalém; e a mulher/Jerusalém representa, na linguagem profética, a mulher/Povo de Deus) um lamento sentido porque, depois de quarenta anos, continua reduzida a ruínas e Jahwéh não parece ter qualquer plano para trazer de novo à sua cidade o esplendor antigo. “O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-Se de mim” (vers. 14). Tanto o verbo “abandonar” como o verbo “esquecer” situam-nos no âmbito da aliança: são utilizados na literatura profética para definir o quadro da infidelidade de Israel em relação a Deus (cf. Jr 22,9; Os 2,15; 8,14; 13,6; Is 17,10; Jr 2,32; 13,25). Sugerem, portanto, que Jahwéh abandonou a aliança e repudiou a sua esposa (Israel). A ideia que está por detrás deste versículo parece ser a seguinte: já que Israel abandonou Jahwéh e enveredou por caminhos de pecado e de injustiça, Deus repudiou o seu Povo e rompeu definitivamente a aliança. Isto será verdade? É desta forma que as coisas se passam? O amor de Deus segue a lógica do “olho por olho, dente por dente”? Ao lamento de Sião, Deus responde de forma dramática: pode uma mãe abandonar a criança que amamenta e a quem ama ternamente? (vers. 15). Para definir o amor da mãe pelo filho, o profeta utiliza o verbo “raham” (“amar ternamente”). Ele expressa o apego quase instintivo de um ser a outro, um amor que vem das “entranhas” (“rehem”: “entranhas”), um amor especial e gratuito que nenhuma vicissitude pode destruir e que é feito de ternura, de misericórdia, de compaixão, de fidelidade, de eternidade. Este amor encontra, de fato, a sua expressão mais feliz no amor que a mãe tem pelo seu filho, pois da unidade que liga a mãe ao filho, brota uma particular ligação com ele, um amor especial que é total, absoluto, único, avassalador, gratuito e não fruto de qualquer merecimento. A pergunta é, portanto, retórica: é evidente que uma mãe que ama o filho não o pode esquecer. No entanto, mesmo que por hipótese absurda isso acontecesse, Deus não esqueceria o seu Povo e a sua cidade. A conclusão é óbvia: Deus ama o seu Povo, ainda mais do que uma mãe ama o seu filho. Como o amor da mãe, também o amor de Deus é ternura, misericórdia, compreensão, bondade, amor inquebrantável e eterno, apego instintivo e gratuito; mas o amor de Deus por Israel é tudo isso em grau infinito.

O

amor total, inquebrantável, eterno, que Deus tem pelo seu Povo traduz-se, concretamente, na aliança. Não têm, portanto, qualquer razão de ser os lamentos da cidade/Povo: a aliança não acabou nem acabará, pois Jahwéh não cessou nem cessará nunca de amar o seu Povo.

A um Povo que vive numa situação dramática de frustração, de desorientação, de total incerteza em relação ao futuro, que olha à volta e não vê Deus presente na sua caminhada, que começa a duvidar do amor e da fidelidade de Deus, o profeta diz: “não desanimeis: apesar da aparente ausência, Deus ama-vos ainda mais do que uma mãe ama o filho; por isso, Ele continua comprometido convosco, continua a percorrer convosco esse caminho histórico que, dia a dia, vos leva ao encontro da vida plena”. É uma mensagem eterna, consoladora e repousante. Num mundo em que as referências se alteram rapidamente, em que o futuro é incerto e a humanidade não sabe exatamente para onde caminha, em que o terrorismo, a guerra, as ameaças ambientais, o totalitarismo dos bens materiais ameaçam o frágil equilíbrio da humanidade, somos convidados a descobrir o amor materno de Deus, a sua solicitude nunca desmentida, a sua presença protectora. A fotografia de Deus que o profeta nos apresenta convida-nos a descobrir um Deus que não é interesseiro, chantagista, negociante.

Irmãos e Irmãs,

Jesus, no Evangelho de hoje(cf. Mt 6,24-34), dirige os seus olhares para os pássaros do céu e os lírios do campo. Entretanto, Jesus não nos ensina a desocupação ou o horror ao trabalho. Jesus, por sua vez, nos ensina a atitude certa para o serviço do Reino de Deus: procurar, acima de qualquer outra coisa, o Reino de Deus e a sua justiça. Então podemos contar com a providência de Deus, para que possamos cumprir a missão que Ele nos confia. Na liberdade e na simplicidade de homens suplicantes e confiantes no poder misericordioso de Deus, podemos sintetizar a parábola dos lírios. Quem procura estar, diuturnamente, a serviço do Reino receberá como graça de Deus o que for necessário para a vivência de uma vida digna.

Quem coloca a sua confiança inabalável em Deus vai na contramão de quem coloca a sua confiança nas riquezas, nas propriedades, no prestígio, no poder e no prazer. Na vida o importante é ter Deus em primeiro lugar. Mais considerável é ter, em primeiro lugar, Deus e receber, além dele, o resto que precisamos e que Ele sempre providencia, quando nós confiamos Nele. Por isso, o Evangelho se opõe aos desocupados, que deixam tudo correr para não se incomodarem e por isso se tornam cúmplices daqueles que querem tudo para si.

A prioridade dos que são batizados e, portanto, seguidores de Cristo é empenhar-se, primeiramente, pelo serviço de Deus, da justiça e do amor que Jesus nos ensina e nos pede que imitemos.

O Evangelho de hoje, primeiro desdobramento da primeira bem-aventurança: “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o reino do céu” está profundamente ligado à distribuição da justiça. Por isso fica a pergunta: “A quem servir?”(Cf. Mt 6,24). Servir a Deus e ao dinheiro é uma prática difícil ou irreconciliável. Servir significa fazer as vontades de alguém. E, aqui, de Deus. A vontade expressa no Evangelho é a busca do Reino de Deus, que é reino que partilha a vida para todos. Jesus havia dito que devemos colocar o nosso coração aonde está o tesouro. Basta descobrir qual é o tesouro que cada um carrega. Se a pessoa carrega o tesouro de Deus, se vive para Deus e para o seu Reino, essa pessoa busca o seu Reino e distribui a sua justiça.

Ao estressante afã pelo comer e pelo beber, Jesus contrapõe o exemplo das aves do céu, que não pautam sua existência pelo procedimento humano, que é aquele que conhecemos de semear, colher e armazenar. Por isso há um Pai que providencia o seu sustento, porque assim contempla seu projeto. Aqueles que se preocupam demasiadamente com o corpo e com a aparência, com a roupa e com o externo, bem como, em alimentos excessivos e em bebidas, Jesus chama atenção aos lírios do campo, que na sua singeleza, são mais bem vestidos por Deus do que todo o aparato luxuoso de Salomão(cf. Mt 6, 28-30 e 1Rs 10).

Sabemos que o ser humano vale muito mais do que os pássaros do céu e os lírios do campo. Por isso quem se ocupa das coisas de Deus, quem deseja ser seu discípulo-missionário e quem confia absolutamente em Deus, Jesus garante que se preocupar com o comer e o beber, é coisa dos pagãos que ignoram a grandeza de Deus.

Assim quando a justiça de Deus triunfar no mundo todos terão o suficiente e o necessário para uma vida digna, sem concentração. E comer, beber e vestir deixará de ser um afã estressante. O reino de Deus e sua justiça são a melhor bandeira para um mundo isento de desigualdades e cheio de privilégios, onde o pobre é cada vez mais massacrado e humilhado em sua dignidade de filho de Deus.

Meus caros irmãos,

Estamos, ainda, no contexto do “sermão da montanha” (cf. Mt 5-7). Jesus continua aqui a apresentar a “nova Lei” (como, no Antigo Testamento, Deus apresentou ao seu Povo, na montanha do Sinai a antiga Lei) que deve guiar a comunidade cristã na sua caminhada histórica.

O Evangelho que hoje nos é proposto começa com um “dito” de Jesus (vers. 24) que, em rigor, faz parte da seção anterior (cf. Mt 6,19-24: é aí que aparecem os “ditos” ou “sentenças” de Jesus que advertem os discípulos para o uso das riquezas). Depois, na sequência, Mateus apresenta uma “instrução” (vers. 25-34), na qual se procura definir (a partir das lições das “sentenças” anteriores) a atitude vital e o caminho do cristão.

O “dito” do vers. 24 afirma a incompatibilidade entre o amor a Deus e o amor aos bens materiais (o termo utilizado por Mateus – “mamonas” – personifica o dinheiro como um poder que domina o mundo). Qual a razão dessa incompatibilidade?

Em primeiro lugar, Deus deve ser o centro à volta do qual o homem constrói a sua existência, o valor supremo do homem… Mas, sempre que a lógica do “ter” domina o coração, o dinheiro ocupa o lugar de Deus e passa a ser o ídolo a quem o homem tudo sacrifica. O verdadeiro Deus passa, então, a ocupar um lugar perfeitamente secundário na vida do homem; e o dinheiro – ídolo exigente, ciumento, exclusivo, que não deixa espaço para qualquer outro valor – é promovido à categoria de motor da história e de referência fundamental para o homem.

Em segundo lugar, o amor do dinheiro fecha totalmente o coração do homem num egoísmo estéril e não deixa qualquer espaço para o amor aos irmãos. O homem deixa de ter lugar, na sua vida, para aqueles que o rodeiam; e, por amor do dinheiro, torna-se injusto, prepotente, corrupto, explorador, auto-suficiente.

Na “instrução” (vers. 25-34) que se segue aos “ditos” sobre a riqueza, Mateus procura responder às seguintes questões: como deve ser ordenada a hierarquia de valores dos discípulos de Jesus? Os membros da comunidade cristã não se devem preocupar minimamente com as suas necessidades básicas?
Para os discípulos de Jesus, o “Reino” deve ser o valor mais importante, a principal prioridade, a preocupação mais séria, aquilo que dia a dia “faz correr” o homem e que domina todo o seu horizonte (“procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça”).

E as preocupações mais “primárias” da vida do homem: a comida, a bebida, a roupa, a segurança? São valores secundários, que não devem sobrepor-se ao “Reino”. De resto, não precisamos de viver obcecados com essas coisas, pois o próprio Deus Se encarregará de suprir as necessidades materiais dos seus filhos (“tudo o mais vos será dado por acréscimo” – ver. 33). Aliás, quem aceita o desafio do “Reino” descobre rapidamente que Deus é esse Pai bondoso que preside à história humana, que cuida dos seus filhos, que vela por eles com amor, que conhece as suas necessidades: se Deus, cada dia, veste de cores os lírios do campo e alimenta quotidianamente as aves do céu, não fará o mesmo – ou até mais – pelos homens?

O batizado que escolheu o “Reino” passa, então, a viver nessa serena tranquilidade que resulta da confiança absoluta no Deus que não falha.

A proposta de Jesus será um convite a viver na alegre despreocupação, na inconsciência, na passividade, no comodismo, na indiferença? Não. As palavras de Jesus são um convite a pôr em primeiro lugar as coisas verdadeiramente importantes (o “Reino”), a relativizar as coisas secundárias (as preocupações exclusivamente materiais) e, acima de tudo, a confiar totalmente na bondade e na solicitude paternal de Deus. De resto, viver na dinâmica do “Reino” não é cruzar os braços à espera que Deus faça chover do céu aquilo de que necessitamos; mas é viver comprometido, trabalhando todos os dias, a fim de que o sonho de Deus – o mundo novo da justiça, da verdade e da paz – se concretize.

Jesus nos coloca é a questão das nossas prioridades. Dia a dia somos bombardeados com um conjunto de propostas mais ou menos aliciantes, que nos oferecem a chave da felicidade e da vida plena: o dinheiro, o êxito profissional, a progressão na carreira, a beleza física, os aplausos das multidões, o poder. E estes ou outros valores semelhantes – servidos por técnicas de publicidade enganosa – tornam-se o “objetivo final” na vida de tantos dos nossos contemporâneos. No entanto, Jesus garante-nos que a vida plena não está aqui e que, se estes valores se tornam a nossa prioridade fundamental, a nossa vida terá sido um tremendo equívoco. Para Jesus, é no “Reino” – isto é, na aposta incondicional em Deus e no acolhimento do seu projecto de salvação/libertação – que está o segredo da nossa realização plena.

Caros irmãos,

A segunda leitura, da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios(cf. 1Cor 4,1-5), nos lembra a autenticidade do seu ministério. Autenticidade ministerial não significa justificação. São Paulo tem consciência que toda a sua história pessoal foi movida pela graça de Deus e que tudo na vida é graça sob graça que vem da Trindade. Os coríntios emitiam juízo apressado acerca de Paulo, julgamentos que o desabonaram como evangelizador. Sem ter em mãos um evangelho escrito, Paulo discorre sobre o não julguem de Jesus(Cf. Lc 6,37s).

A segunda leitura de hoje é a parte final da argumentação de São Paulo sobre a questão das divisões na comunidade de Corinto (cf. 1 Cor 1,10-4,21). Os coríntios transportaram para a comunidade cristã os esquemas das escolas filosóficas gregas, elegeram os seus mestres preferidos (seduzidos pelo brilho do discurso e pela elegância das palavras), dividiram-se em grupos, cada um deles com o seu guia e o seu mentor. Dessa forma, a fé cristã corria o risco de se transformar numa aposta em pessoas, em linguagens, em filosofias, em lugar de se tornar uma adesão a uma proposta de salvação apresentada por Jesus. Diante disto, Paulo sente que tem de dar um “murro na mesa”, pois é a essência da experiência cristã que está a ser adulterada.

São Paulo não utiliza meias palavras: os mensageiros do Evangelho são apenas “servos de Cristo e administradores dos mistérios de Deus” (vers. 1). Eles não são os protagonistas da mensagem; são, apenas, os veículos de que Deus se serve, a fim de que a sua Boa Nova chegue aos homens. A missão destes veículos da Palavra não é colocar-se no centro do palco e atrair sobre si próprios a atenção das multidões; mas é levar os homens a aderir ao Evangelho e a acolher a proposta de salvação que, em Jesus, Deus lhes faz. De resto, os mensageiros da Palavra não devem estar preocupados com a forma como as pessoas os vêem, mas devem apenas preocupar-se em transmitir, com fidelidade, a proposta de Deus (vers. 2). Por sua parte, São Paulo está de consciência tranquila. Ele nunca usou o Evangelho para servir interesses próprios ou para promover a sua pessoa. Não lhe interessa se os coríntios acharam ou não brilhantes as suas palavras. Ele apenas procurou anunciar o Evangelho com integridade, com verdade e sem adoçar a mensagem. A este respeito, os coríntios podem julgá-lo da forma que entenderem; a Paulo só interessa o juízo de Deus.

São Paulo nos leva a considerar na nossa caminhada de fé, em primeiro lugar, a tomar consciência daquilo que é essencial na nossa fé: a proposta de salvação/libertação que, em Jesus, Deus oferece aos homens. É isso e apenas isso que deve atrair o nosso olhar e encher o nosso coração. Não convém perder isto de vista: o cristianismo não é a adesão a uma determinada filosofia ou estilo de vida, nem a aceitação de uma moda que agora está “in” mas a qualquer momento pode ficar “out”; mas é o abrir o coração à oferta de salvação que, em Jesus, Deus nos faz. Portanto, não interessam muito os “invólucros”, através dos quais a proposta de salvação de Deus nos chega: se o padre é simpático ou não, se o seu discurso é cativante ou não, se temos razões de queixa contra ele ou não, se ele tem muitos defeitos ou muitas virtudes. O essencial é a mensagem; os mensageiros são apenas veículos mais ou menos imperfeitos dessa mensagem eterna.

Os veículos da mensagem – sejam eles padres ou leigos – devem ter consciência de que não estão a anunciar-se a si próprios. Por isso, devem evitar atrair sobre si as luzes da ribalta; devem apresentar a proposta salvadora de Deus com fidelidade e coerência – sem adoçar as palavras e sem procurar fazer jogos de “charme”; devem assumir-se como discretos e fiéis “servos de Cristo e administradores dos mistérios de Deus!.

São Paulo refere o seu desinteresse em relação ao julgamento dos homens; só lhe interessa o julgamento de Deus. Estas palavras, no entanto, não podem servir para justificar comportamentos arbitrários ou prepotentes por parte dos animadores das comunidades cristãs (“faço o que me apetece e não tenho de dar satisfações a ninguém”…). Devem ser entendidas no contexto em que se apresentam: Paulo está, apenas, a dizer que não lhe interessam os juízos dos homens acerca do seu jeito para brilhar com as palavras; só lhe interessa ser fiel à missão que Deus lhe confiou.

Por isso, irmãos e irmãs, neste domingo devemos nos curvar diante da grandeza do Reino de Deus e de sua Justiça, em que a nota fundamental é a partilha e a igualdade de todos. Confiantes no Deus que é nosso Redentor e nosso protetor, possamos escolher as coisas do alto, sem nos preocuparmos com as aparências, porque sempre devemos pautar nossa conduta como os “Lírios do Campo” que Deus, na sua beleza, o veste da singela da ternura divina. Confiança e fé no Senhor que nunca nos decepcionará.

Homilia por: Padre Wagner Augusto Portugal

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