Fazei o que Ele vos disser

bodas de caná

Celebramos nesse terceiro domingo de janeiro de 2022, o segundo do Tempo Comum e também dentro da caminhada de nossa trezena de São Sebastião abrindo a semana em que comemoraremos nosso padroeiro. O tempo comum iniciou na segunda-feira passada, após a celebração do Batismo de Jesus e essa primeira parte deste tempo vai até a terça-feira antes da Quarta-Feira de Cinzas quando, então, se inicia o Tempo da Quaresma. O Tempo Comum continuará após a celebração do domingo de Pentecostes. Essa primeira parte do tempo comum vai até a oitava semana.

O Tempo Comum é predominado pela cor verde, que simboliza a esperança na vinda do reino de Deus. Durante o Tempo Comum, acompanhamos Jesus em sua vida pública anunciando e pregando o Reino de Deus. Somos convidados por Ele a vivermos o Reino de Deus agora, aqui na terra e esperamos viver esse reino de maneira definitiva no céu.

O Tempo Comum é longo, dividido em duas partes, e ao todo são 34 domingos. Durante esse tempo, somos convidados a nos reunirmos em comunidade, com a nossa família, ao redor do altar. Somos enviados por Deus e iluminados pelo Espírito Santo a sermos testemunhas de Jesus Cristo e anunciadores da boa nova. Somos chamados a ser sal na terra e luz no mundo e viver de maneira plena o nosso batismo.

Continuemos esse tempo também chamado “durante ano” na esperança de que nossas preces sejam atendidas e de que o Reino de Deus se faça presente no meio de nós. O ano litúrgico, que neste ano, aos domingos temos o ciclo “c”, que tem o evangelista Lucas como preferencial, iniciou-se no primeiro domingo do Advento e vai até o final do Tempo Comum. Que cheguemos ao final desse ano litúrgico com as nossas preces atendidas e as esperanças renovadas.

A primeira leitura da missa hoje é de Isaías (Is 62, 1 -5). O profeta relata aquilo que acontecerá com a instauração do Reino de Deus. Com o advento do Reino de Deus virão a justiça, a paz, a misericórdia e o perdão. Tudo aquilo que anos mais tarde Jesus anuncia. O profeta diz que o Senhor se lembrará de Jerusalém e a terá uma jovem desposada, que vai ao encontro do seu noivo. Jerusalém é a alegria de Deus e dela vem a paz e a salvação. Jesus anuncia ali o Reino de Deus, se entrega, morre na cruz e ressuscita e a partir dali envia os discípulos para anunciarem a mensagem de salvação.

O salmo responsorial é o 95 (96). Iniciamos um novo tempo na Igreja, e com isso somos convidados a cantar ao Senhor um canto novo. Manifestemos a todos os povos a glória do Senhor.

A segunda leitura é da carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 12, 4-11). Quem realiza tudo por nós é o Espírito Santo. Há diversidades de dons e ministérios, mas o Espírito Santo nos une. Ninguém é melhor do que ninguém, ou desenvolve uma função melhor do que o outro, perante Deus somos todos iguais e, graças ao Espírito Santo, pertencemos a um único corpo. Cristo é a cabeça e nós somos os membros e os membros têm que estar em comunhão com a cabeça.

O Evangelho é de João (Jo 2, 1-11). Esse trecho do evangelho de João relata a primeira aparição pública de Jesus e o primeiro “milagre” ou sinal que Ele realiza. Maria se sensibiliza com o povo que não tinha mais vinho para continuar a festa. Para a cultura da época, se acabar o vinho, acabou a alegria e, consequentemente, acabou a festa. Maria vai ter com Jesus e diz a Ele que eles não tinham mais vinho. Jesus responde para Maria: “Minha hora ainda não chegou”. Jesus não é em nenhum momento mal-educado com sua mãe, mas diz que ainda não havia chegado a hora D’Ele derramar sangue e água por nós.

Maria diz aos serventes para fazerem tudo o que Jesus dissesse. Havia ali seis talhas de pedra que serviriam para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam 100 litros de água. Jesus disse aos que estavam servindo que enchessem as talhas de água até a boca. Quando estavam cheias, Jesus pediu que levassem ao mestre-sala.

Ao experimentar a água que tinha se transformado em vinho, o mestre–sala ficou surpreso e disse que o vinho bom foi guardado até aquele momento. Porque, normalmente, o vinho bom é servido primeiro e quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho pior, mas ele havia guardado o vinho bom até aquele momento. Para nós é uma clara alusão a nova aliança que se inicia com Jesus.

Dessa forma, esse foi o início dos sinais de Jesus na Galileia, manifestou a sua glória e os seus discípulos creram N’Ele. Jesus oferece o vinho da nova aliança, selada por sua presença no meio de nós. Após esse, Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos e do povo judeu.

Podemos pedir ao Senhor nessa Missa de hoje que nos “transforme” em vinhos novos e que possamos levar a alegria para quem se aproxima de nós. Que possamos fazer tudo que o Senhor mandar e servi-lo com alegria em cada irmão ou irmã que se aproxima de nós.

Iniciamos hoje com as celebrações dominicais a nossa caminhada deste Tempo Comum e vivenciemos todo esse ano litúrgico sempre com a nossa fé renovada e na expectativa de viver o Reino de Deus aqui na terra e na esperança de almejá-lo, definitivamente, um dia no céu.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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