Encontro de perseverança: 12 Pais / Família

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Amar, educar, orientar, repreender quando preciso. Para além do sustento da família, o pai desempenha papel fundamental no ambiente familiar. Este Dia dos Pais, comemorado pelos brasileiros neste domingo, representa a oportunidade de celebrar a vida desses homens que assumem a missão divina de formar cidadãos novos para o mundo.

 “O papel do pai é pré-figurativo de Deus Pai, que nos ama, que cuida de nós, das nossas necessidades. O homem, quando se casa, ele se torna não só marido, mas responsável por sua família, seja pela esposa, seja pelos filhos”.

Mas nos dias atuais, nem todo filho tem a oportunidade de crescer com a presença dessa figura paterna. As mudanças na vivência da sexualidade e a independência cada vez maior do universo feminino são apenas algumas das características da sociedade atual que tornam cada vez mais comum a existência de famílias sem pai. Isso, para padre Arlon, tem reflexo total na sociedade!!!!

“A falta dessa figura paterna causa a falta de uma referência de pai, que talvez na infância não seja percebida, porque isso vai ser suprido de alguma forma pela mãe, tios e parentes, mas terá um grande impacto na adolescência, quando a criança vai perceber e sentir essa ausência da figura paterna; do carinho, firmeza, exemplo, auxílio e educação do pai e isso vai acarretar consequências negativas no futuro daquele filho e daquela filha”.

               FAMÍLIA COMPLETA = ESTRUTURA

São José, modelo de pai. Cada família precisa do pai. A primeira necessidade, então, é justamente essa: que o pai seja presença na família. Que seja próximo à mulher, para partilhar tudo, alegrias e dores, cansaços e esperanças. E que seja próximo aos filhos em seu crescimento: quando brincam e quando se empenham, quando estão despreocupados e quando estão angustiados, quando se exprimem e quando ficam em silêncio, quando ousam e quando têm medo, quando dão um passo errado e quando reencontram o caminho; pai presente, sempre. Dizer presente não é o mesmo que dizer controlador! Porque os pais muito controladores anulam os filhos, não os deixam crescer.

O Evangelho nos fala do exemplo do Pai que está nos céus – o único, diz Jesus, que pode ser chamado realmente “Pai bom” (cfr Mc 10, 18). Todos conhecem aquela extraordinária parábola chamada do “filho pródigo”, ou melhor, do “pai misericordioso”, que se encontra no Evangelho de Lucas no capítulo 15 (cfr 15, 11-32). Quanta dignidade e quanta ternura na espera daquele pai que está na porta da casa esperando que o filho retorne! Os pais devem ser pacientes. Tantas vezes não há outra coisa a fazer se não esperar; rezar e esperar com paciência, doçura, magnanimidade, misericórdia.

Um bom pai sabe esperar e sabe perdoar, do fundo do coração. Certo, sabe também corrigir com firmeza: não é um pai frágil, complacente, sentimental. O pai que sabe corrigir sem degradar é o mesmo que sabe proteger sem se economizar. Uma vez ouvi em uma reunião de matrimônio um pai dizer: “Algumas vezes preciso bater um pouco nos filhos… mas nunca no rosto para não degradá-los”. Que bonito! Tem sentido de dignidade. Deve punir, faz isso de modo justo, e segue adiante.

Portanto, se há alguém que pode explicar até o fundo a oração do “Pai nosso”, ensinada por Jesus, este é justamente quem vive em primeira pessoa a paternidade. Sem a graça que vem do Pai que está nos céus, os pais perdem a coragem e abandonam o campo. Mas os filhos precisam encontrar um pai que os espera quando retornam dos seus insucessos. Farão de tudo para não admitir isso, para não deixarem ver, mas precisam; e não encontrar isso abre feridas difíceis de curar.

A Igreja, nossa mãe, é empenhada em apoiar com todas as suas forças a presença boa e generosa dos pais nas famílias, porque esses são para as novas gerações protetores e mediadores insubstituíveis da fé na bondade, da fé na justiça e na proteção de Deus, como São José. –Papa Francisco

               QUARTO MANDAMENTO: HONRARÁS PAI E MÃE

O quarto mandamento refere-se, em primeiro lugar, aos pais biológicos, mas também as pessoas a quem devemos a nossa vida, a nossa prosperidade, a nossa segurança e a nossa fé.

Devemos aos nossos pais AMOR, GRATIDÃO, RESPEITO, ATENÇÃO. E tudo isso também deve reger o nosso relacionamento com as pessoas que nos guiam e que estão disponíveis para nos. Há pessoas que detêm em nos uma autoridade boa, que nos foi concedida por Deus: PAIS ADOTIVOS, PADRASTOS, AVÓS, EDUCADORES, TIOS, CHEFES. Devemos dar-lhes satisfações, agir educadamente e bem. Assim somos educados e estruturados, assim agiremos na vida.

Família é um plano lindo da Criação de Deus. Mulher e Homem constituem um filho e uma família, Deus quer que os filhos nasçam do AMOR dos pais, ao cuidado e proteção, e que tenha a mesma dignidade que eles.

 Família é a escola da vida, em mais nenhum lado os filhos crescem melhor que numa família intacta, na qual são vividas a simpatia afetuosa, a tenção, e a responsabilidade. Também a fé cresce de pai para filho, a família é uma “igreja doméstica”, um ponto pequeno da igreja num todo. 

               Deus é nosso modelo de PAI. 

Antigamente os discípulos (hoje-nós) acompanhavam e imitavam Jesus. Como Ele, eles tinham que estar alerta, lutar por um coração puro, perdoar, ser humilde e doador de amor, confiar em Deus e colocar o amor por Ele acima de TUDO. Quando oramos, agradecendo e pedindo ao Nosso Pai, caminhamos como que nas sandálias de Jesus, e podemos estar seguro de que chegamos ao CORAÇÃO DO PAI. 

               Discutir:

  • Família estruturada em educação, amizade com os pais.
  • Amor e respeito ao pai e à sua figura paterna.
  • Dificuldades com pais pode haver… saber lhe dar com suas falhas e sobretudo, aprender e tirar uma lição.
  • Um dia, homens vão ser pai também.
  • Escolha estruturar uma família.
  • Deus, nosso Pai nos ama infinitamente.
  • O amor de Deus é imenso, se você não possui pai, Deus é ainda mais o seu conforto.
  • O amor de Deus é perfeito. Deus nos deu tudo, e está presente a todos os momentos ao nosso lado.

Dinâmica da Família

Material: oito corações de papel; em cada um deles estará escrito uma característica da família ideal: comunicação, respeito, cooperação, união, compreensão, fé , amizade, amor.

Desenvolvimento:

1- Formar equipes em número não inferior a cinco pessoas. 

 A dinâmica consiste em descobrir a equipe que melhor reflete as características de uma  família ideal. Para isso, todos devem enfrentar provas.

 A família (equipe) que vence uma prova, recebe um coração. As últimas atividades realizam-se em conjunto (duas equipes se unem).

2 – O animador vai propondo  as equipes as diferentes provas:

  1. A família que chegar  primeiro junto a ele, com a lista de todos os seus integrantes,

recebe o coração da Comunicação. 

  • A família que melhor representar uma cena familiar, recebe o coração do Respeito. Dispõem de quatro minutos para  a preparação desta prova.
  • A família que conseguir formar primeiro uma roda de crianças, recebe  o coração

da Cooperação.

  • A família que conseguir primeiro cinco cadernos e cinco lápis ou canetas, recebe
  • coração da Compreensão.
  • A família que melhor representar, através da mímica, um ensinamento de Jesus,

recebe o coração do Amor. As equipes dispõem de quatro minutos para preparar esta prova.

  • As famílias (nesta prova, trabalha-se em conjunto com outra equipe) que apresentarem a Miss ou oMistermais barrigudo (usam-se roupas), recebem o coração da União. As equipes dispõem de três minutos para se preparar.
  • As famílias (as mesmas equipes em conjunto) que apresentarem o melhor conjunto vocal, recebem o coração da Amizade. As equipes dispõem de quatro minutos para se preparar.
  • As famílias (as mesmas)  que apresentarem o melhor “slogan” pela igreja, recebem
  • coração da Fé. Dispõem de quatro minutos para se preparar.


Autoras:
Carolina Oliveira, Gabriely Bataier, Julia Bonache, Paloma Frasson, Vanessa F.Damasceno.

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