Como surgiu o dia das mães

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Dia das mães que amam

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RESPONSAVEL: Anderson Roberto Fuzatto

Caríssimas mães biológicas ou espirituais, neste dia especial suplico a Mãe de Cristo por todas as suas representantes em nossos presbitérios, mães espirituais de nossos sacerdotes.

Recordo-lhes como surgiu esta comemoração: em 09/05/1905, nos Estados Unidos, faleceu a mãe de uma enfermeira, chamada Ana Jervs, muito querida em seu trabalho e na comunidade e que muito amava a sua querida mãe. Sempre se lembrava dela e, anualmente, convidava as suas colegas para, com ela, “visitar o túmulo de sua mãe”. A ideia criou raízes e suas colegas, cujas mães tinham morrido, uniram-se a esse costume que se tornou anual. Fizeram propaganda do evento e, em 1908, já foi solenemente celebrado o Dia das Mães falecidas. Em 1910, foi oficializado. Em 1914, foi determinado que no 2º domingo de maio se destinasse a esta celebração, por ser um dia próximo ao dia 5 do mês.

Esta celebração, Dia das Mães falecidas, entrou no Brasil em 1918, em Porto Alegre, promovida pela Associação de Jovens Cristãos. Em 1930, foi aceita e até promovida, em todo o Brasil, pelo presidente da República, Getúlio Dornelles Vargas, que a oficializou em 05/05/1932, pelo Decreto nº 21.366. Em 1945, também no 2º domingo de maio, foi celebrado, religiosamente, no Rio de Janeiro, por permissão do Cardeal Arcebispo Dom Jaime de Barros, Cardeal Câmara, incluindo nesta celebração a Mãe de Cristo, da Igreja e nossa: Maria Santíssima.

Nos séculos XIX e XX, numa sociedade consumista, onde o lucro lícito, justo, legal, ao contrário, muitas vezes o busca a qualquer preço, incluiu-se no Dia das Mães falecidas, as mães que ainda estão na peregrinação terrena, enfrentando até mesmo um mundo desonesto e injusto, interessando-se apenas na venda lucrativa de “presentes”.

Por isso, hoje, também, queremos nos unir a esta comemoração, sem se esquecer das mães falecidas, daquelas que continuam nas lutas diárias, dando-nos o exemplo de qualidades maternas necessárias a todas que realmente honram a doação materna, com seu amor, seu carinho, sua bondade, sua dedicação, sua doação, sua mansidão, sua compreensão, seu perdão, sua felicidade, seu tempo, seus sofrimentos, sua própria vida a ponto de quando falamos estas palavras é o nome de mãe que vem em nossa memória.

Vamos nos unir ao Santo Padre o Papa Francisco, na reza do terço todos os dias do mês de maio, não só por Myanmar, mas também pelas mães. Rezo, particularmente, pelas mães que estão trabalhando em nossas unidades hospitalares. Muitas estão cansadas, com jornadas duplicadas, para atender aos doentes nestes tempos difíceis da Covid-19. Elevo a Deus, por intercessão de Nossa Senhora de Fátima, Auxiliadora dos Cristãos, que abençoe, ilumine, guarde e proteja todas as mães.

No domingo das mães, colocarei no altar da Santa Missa todas as mães falecidas, particularmente, as que faleceram durante o advento da pandemia!

Que a Mãe Maria, Rainha do Céu e das famílias, abençoe a maternidade e continue inspirando as mães a levarem adiante sua missão formativa e educadora.

Assim, com estas considerações quero pedir a bênção e, também, beijar as mãos e os corações de todas as mães que tomarem conhecimento deste texto e que elas recebam a minha bênção paternal, fraterna e filial.

Juiz de Fora, 09 de maio de 2021

Dom Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Emérito de Juiz de Fora,

Diretor Geral do Instituto “Mater et Pater Christi” Presidente Emérito da Pró Saúde