Como se forma a virtude da piedade?

menina rezando, virtude da piedade
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Rezar é falar com Deus

O Espírito

Da consciência moral passa à genuína experiência religiosa do homem. O que simplesmente define o homem não é sua liberdade, mas sua dependência de Deus. Uma pessoa que carrega uma fé frágil torna-se frágil; Pelo contrário, o pensamento profundo e bondoso da paternidade de Deus, de Jesus Cristo como verdadeiro amigo, de Maria como nossa mãe, muda completamente a vida, dando origem a uma forte segurança no fundo da alma.

formação espiritual

A área de formação mais importante e decisiva para um cristão é a formação espiritual. Portanto, é um treinamento experiencial e não intelectual; É a experiência do amor: começa com o amor de Deus e dos homens, e termina nesse mesmo amor fortalecido e aperfeiçoado. Comece amando para terminar amando ainda mais.

Dizem que um jovem ateu entrou um dia numa igreja católica para ver o que faziam ali. Nesse momento celebravam a Santa Missa e o jovem se perguntava o que estaria acontecendo. Uma pessoa começou a explicar-lhe o significado de cada parte da missa e quando ela comungou ele disse-lhe que aquelas pessoas vinham receber Deus no sacramento da comunhão. O jovem ficou pensativo, então perguntou: Se os católicos realmente acreditam que seu Salvador está naquela hóstia, como é possível que tantos permaneçam sentados sem recebê-la?

Este é um grande perigo que nós católicos corremos, podemos ficar com uma fé pequena, de tradição e não uma fé viva e ativa que nos leva a conhecer cada vez mais a Cristo, a amá-lo mais e a imitá-lo em todos os momentos. Não há melhor sinal de que nossa vida espiritual está no caminho certo do que a transformação de nossa pessoa para nos parecermos um pouco mais com Cristo.

Sinais de perigo

Dureza de coração : Nós só nos preocupamos com nossos próprios interesses. Só há espaço para o que nos convém; Não queremos nos incomodar em nada para ajudar os outros, não custa ferir a Deus.

Deixar-se levar pelos sentimentos : O verdadeiro amor manifesta-se com obras e não tanto com boas intenções e sentimentos.

arrogância e orgulho: É uma atitude de se colocar acima de Deus e dos outros. Leva-nos a viver os nossos próprios caprichos e não queremos que nada nem ninguém se meta no nosso caminho.

Superficialidade e materialismo : amarra o coração e não o deixa subir ao espiritual porque nos preocupamos com coisas materiais e muitas vezes não essenciais.

Egoísmo : pensar primeiro em si mesmo .

Preguiça : Não permite que haja constância em nosso compromisso com Cristo. Deixamo-nos levar pelo mais fácil e confortável.


A virtude da piedade

A piedade é uma virtude que nos faz sentir profundamente filhos de Deus. Ela nos apresenta Deus como um Pai bom e amoroso, e não apenas como soberano e dono. Faz o coração se expandir de amor e confiança Nele.

E nos faz ter um sentimento de fraternidade universal para com todos os homens como irmãos e filhos do mesmo Deus Pai que está in os ceus.

Para que a piedade seja sólida, não deve basear-se em fórmulas vãs ou estados emocionais, mas numa fé profunda e robusta e numa atitude de amor filial, confiança e adoração a Deus.

Também nos faz ter uma terna devoção às pessoas e coisas de Deus.
• À Santíssima Virgem, modelo mais acabado da nova criatura que surgiu do poder redentor de Cristo.
• Aos anjos e aos santos.
• À Sagrada Escritura.
• A Igreja
• Ao sumo Pontífice ( Papa)
• Aos instrumentos de Deus (sacerdotes, religiosas, etc…)

Esta experiência tem o seu centro vital em Cristo e a sua fonte principal no Evangelho. Mas esta vida espiritual tem um processo dinâmico: vai do conhecimento ao amor e do amor à imitação; Quem conheceu e ama Cristo experimenta o desejo ardente de comunicá-lo aos outros, e o seu melhor meio de comunicação é o próprio testemunho.

Processo dinâmico na vida espiritual

Vamos tentar explicar um pouco mais em que consiste esse dinamismo.

• Conhecer Cristo: devemos ajudar as crianças a encontrarem Cristo, com o Cristo vivo e real que vem a nós através do Evangelho, que se faz presente na Eucaristia e que se comunica conosco na oração. Ensine-os a conhecer seus critérios, sua forma de pensar, sentir, querer. Para isso é necessário que você saiba apresentar um Cristo atraente, o Cristo autêntico que é capaz de conquistar qualquer um.

• Amar a Cristo: o conhecimento pessoal é a porta do amor. Deveis ensinar os vossos filhos a viver a sua vida quotidiana num clima de amizade íntima e profunda com Jesus Cristo.

• Imitar Cristo: quem ama pensa no amado, procura estar com ele. Ensine-os a olhar sempre para Cristo como modelo; Basta referir-se a ele quando queremos ilustrar-lhes uma virtude, quando os corrigimos e aconselhamos que ele seja sempre a sua meta, o seu modelo de vida.

Meios de formação espiritual

Existem alguns meios que sustentam todo o processo de formação espiritual. São meios que moldam a nossa personalidade, nos aproximam de Deus, moldam o nosso coração de apóstolos, nos abrem aos valores do espírito e nos sustentam no nosso caminho de santificação. Longe de ser um acréscimo para “roubar o tempo”, as seguintes são necessidades profundas e exigências normais de uma vida cristã autêntica.

• A oração

É fonte de luz, fortalece a fé. A oração é geradora de amor, nela a vontade se identifica com a vontade de Deus. A oração é vigorosa promotora da ação, nela Deus nos enche de zelo em seu serviço e dedicação aos outros.

É importante aprender a rezar, encontrar prazer na oração. É um diálogo íntimo e pessoal com Deus que ilumina e fortalece na mente, na vontade e no coração a decisão de se identificar com a vontade de Deus. Não podemos preencher o dia com atividades, estudo, trabalho, diversão e dar a Deus as migalhas do nosso tempo.
Também é preciso orientar as crianças para que queiram rezar, que aprendam a rezar e que rezem de verdade. Um lar cristão deve ser uma escola de oração. É importante que os pais ensinem seus filhos a rezar principalmente desde cedo, orientando-os, por exemplo, para ações de graças após a comunhão, orações matinais para oferecer o dia e na hora de dormir para agradecer a Deus por todas as bênçãos recebidas, abençoar a comida…
O que são os momentos que temos para a oração? Definitivamente, não existe um horário ou local exclusivo para orar, pode ser feito quando você quiser; porém, é conveniente ter alguns momentos específicos que ajudam a formar o hábito:
• Oferecer ao Senhor com alegria cada novo dia
• Ler um trecho do Evangelho para aprender mais sobre Cristo
• Rezar um mistério ou o Rosário completo a Maria
• Comungar sempre que possível
• Assistir à Missa todos os domingos
• Confessar-se regularmente, movido pelo espírito de arrependimento e desejo de conversão, fazendo confissão um encontro pessoal com o Cristo misericordioso.
• Faça uma visita a Cristo no Tabernáculo
• Agradeça a Deus à noite, pelo dom da vida, da fé, da perseverança e peça perdão pelas faltas que ofenderam o seu coração.
Em uma sala de aula você também pode encontrar esses pequenos momentos sagrados.

vida litúrgica e sacramental

Trata-se de ajudar os alunos a compreender os ritos sagrados e a participar neles com toda a sua alma (Missa, importantes períodos litúrgicos Advento, Natal, Quaresma, Semana Santa, Páscoa…; os sacramentos, principalmente a Eucaristia e a Confissão). Isso se torna cada vez mais importante na adolescência e na juventude. É normal que em seu processo de amadurecimento peçam explicações sobre tudo e que surjam preocupações espirituais. Não é preciso ter medo de ensinar a fé como ela é, é o momento ideal para ajudá-los a compreender a importância e a vivência desses atos para que os aceitem e os interiorizem com mais firmeza, e essas fontes espirituais saltarão quando mais preciso disso.

sacramento da confissão

O amor pela Eucaristia é a manifestação do nosso apreço pelo dom que Cristo nos dá de si mesmo. Cristo do sacrário, forma o caráter e as virtudes, conforta os aflitos, fortalece os fracos… Cristo está ali, esperando por nós sempre que vamos visitá-lo.

A recepção frequente do sacramento da confissão ajuda-nos a conhecer-nos melhor, a aumentar a delicadeza da consciência e a fortalecer a vontade de não cair novamente no pecado. É muito importante nos prepararmos para receber este sacramento através do exame de consciência e do desejo de reparar o coração de Jesus, de modo que façamos do sacramento da confissão um verdadeiro encontro com o amigo, um encontro pessoal cheio de fé e simplicidade. , para que seja fonte de renovação interior e união progressiva com Deus.

Exame de consciência

É um excelente meio de conhecimento pessoal. Todo comerciante precisa fazer suas contas e tirar suas conclusões necessárias para prosperar no futuro, assim deve ser nosso trabalho espiritual. O trabalho consciente na vida espiritual também exige uma pausa diária de alguns minutos para fazer um balanço e verificar os progressos ou deficiências pessoais no relacionamento com Deus, consigo mesmo e com os outros. O que devemos examinar? De tudo o que é importante na nossa vida: fidelidade aos nossos compromissos com Cristo, às nossas orações, à nossa dedicação aos outros, à nossa caridade, obediência, generosidade, fidelidade à consciência, trabalho, estudo, uso do tempo, omissão de faltas, etc.

virtudes teologais

A fé deve dar sentido à nossa vida, deve iluminar o nosso caminho rumo à meta eterna; só ela nos dará a força necessária para superar os obstáculos e as dificuldades. A fé não é um mero sentimento da presença de Deus; a fé é muito mais: “…é caminhar, sofrer, lutar, cair e levantar, procurar ser fiel a um Deus que me chama e que não vejo…Para mim, crer é carregar com alegria as confusões, as surpresas, o cansaço e os choques da minha fidelidade. Para mim, acreditar é confiar em Deus e confiar nele”. A esperança nos dá a segurança que só a palavra de Deus e a certeza do triunfo podem dar. É confiar plenamente na onipotência de Deus. A caridade leva-nos a responder ao amor de Deus. É o primeiro e maior dos mandamentos: “Amarás o Senhor de todo o teu coração,

Devoção à Santíssima Virgem

Cultivem uma terna devoção por ela. Não passe um dia sem que tenhamos um momento de conversa e tratamento íntimo e filial com nossa mãezinha do céu.

Embora todos esses sejam meios importantes em nossa vida espiritual, não podemos esquecer que o fundamental é o cultivo da vida da graça , ou seja, a amizade com Deus que se perde diante do pecado mortal na alma.

Quando as crianças são pequenas, elas devem ouvir sobre Deus, mas à medida que crescem, elas devem ouvir mais sobre Deus e falar com Deus sobre os nossos.

Como treinar nesta virtude

• Em primeiro lugar, o testemunho. Ensine-o com seu testemunho a dar o primeiro lugar a Deus: missa, confissão frequente, rezar com fervor…
• Participar de um retiro onde se fala de Deus e da necessidade que os homens têm desse amor.
• Fazem missões onde têm que falar de Deus, da sua fé.
• Valorizar os tempos litúrgicos, vivendo-os profundamente na sala de aula ou em casa.
• Promova neles a generosidade, ensine-os a doar aos outros, à Igreja, um pouco do seu tempo, do seu esforço e também da colaboração material.
• Fazer da vida aquilo em que se acredita
• Falar com aquele em quem acreditamos e que sabemos que nos ama.
• O cultivo da vida da graça em todos os momentos: as crianças, principalmente os adolescentes, são muito sensíveis à questão da amizade e, ao compreenderem que Cristo é um amigo, farão de tudo para não trair essa amizade. Eles entendem isso completamente. Para isso devem experimentar o amor de Cristo.

Algumas resoluções

Aqui estão algumas resoluções que você pode trabalhar com os alunos nestas semanas

Primeira semana: Encontre um momento em que você possa ajudá-lo a preparar uma confissão boa e sincera, sirva-se de um guia e, acima de tudo, procure um encontro com um amigo.

Segunda semana: leia uma passagem do Evangelho para saber como era Jesus, como falava, como tratava os outros… Discuta com eles

Terceira semana: faça uma semana de oração e pequenos sacrifícios pela Igreja, pelo Papa, pelas pessoas que mais precisam.

Autoanálise

1. Tento orar com meus filhos/alunos em algum momento do dia?
2. Qual é a minha atitude antes de ir à missa todos os domingos? Só vou levar meus filhos/para contar aos meus alunos que fui, ou por amor e gratidão a Deus?
3. Que lugar Deus ocupa na hierarquia de valores da minha vida? Existem setores da minha vida em que Deus praticamente não entra: profissão, diversão, hobbies, disponibilidade de tempo?
4. Às vezes vivo como se Deus não existisse ou não tivesse nada a ver com Ele?
5. Já experimentei uma crise de fé não resolvida? Por que não os venci? Por arrogância ou intelectualismo, por levar uma vida confusa? Por falta de formação religiosa? Porque não selecionei bem minhas leituras? Faltou oração? Confio apenas em meus pensamentos e critérios ou confio em Deus?
6. Como está meu relacionamento com Deus no dia a dia? Sei recorrer a Ele nas minhas alegrias, nas minhas tristezas, nos meus projetos, nas minhas lutas, nos meus esforços, nas minhas conquistas? Lembro-me Dele apenas quando surgem problemas? Quando tenho tempo livre?
7. Busco com convicção os motivos que tenho para ser grato (ou) a Deus?
8. Acredito verdadeiramente que tenho uma mãe no céu: a Virgem Maria? Eu vou até ela?
9. Procuro ver Cristo por trás de cada pessoa: meus filhos, marido, alunos, colegas de trabalho?
10. Qual é a minha oração favorita e por quê?

Exercício para esta sessão

Como forma de iniciar o seu trabalho de formação da virtude da misericórdia, leia com os seus alunos a história que lhe apresentamos, discuta-a procurando que tirem as conclusões sobre a importância desta virtude. Desta forma, você também abre uma porta para falar sobre como é Deus e ouvir o que eles pensam e sentem sobre este assunto.

Aprendi com meus pais

“Meu pai, quando rezava, ajoelhava-se no chão; ele apoiou os cotovelos em uma cadeira e cobriu o rosto com as mãos. Ele não se mexeu, não olhou ou ficou impaciente.

Pensei: Deus deve ser grande, se quando meu pai fala com ele, ele fica de joelhos. Deus também deve ser muito bom, se meu pai fala com ele sem tirar o paletó e a gravata.

Minha mãe rezava todas as manhãs sem perder uma sílaba, mas sempre em voz bem baixa. Olhava-nos mas não nos dizia nada, nem quando os pequeninos a incomodavam ou quando vinha uma tempestade ou quando o gato se metia em alguma travessura.

Pensei: Deus deve ser muito simples se minha mãe pode falar com esse avental e segurando uma criança nos braços. E também pensei: Deus deve ser um personagem muito importante, se quando minha mãe fala com ele, ela não presta mais atenção no gato ou na tempestade.

As mãos de meu pai e os lábios de minha mãe me ensinaram muito mais do que o melhor livro de catecismo.

Por: Pilar Varela – Mayra Novelo